O fim de uma etapa

Eu senti algo engraçado no estômago pela primeira vez, uma borbulhação esquisita se formava dentro dele. Não se trata de uma doença ou nada do tipo, e sim do fim de algo que fez parte de mim durante toda minha vida. Abri uma porta e me encontrei tirando fotos, experimentando uma beca e colocando um capelo na cabeça. Olhei em volta e ainda não acreditava que eu era oficialmente adulta. E dizer isso pra mim mesma causava um baita medo sabe? Medo que viria depois disso, medo de não saber o que fazer ou o pior medo de errar como adulta. Eu sentei naquela cadeira, e me vi diante de um final que passou tão rápido diante dos meus olhos. Quando foi que tudo terminou tão depressa? Ontem mesmo eu estava entrando pela mesma porta com 17 anos, um punhado de sonhos e medos maiores. 




Hoje estou saindo pela mesma porta, completamente diferente do que era. Agora é hora de encarar aquilo que eu já sabia que teria que enfrentar uma hora ou outra. Quando caminhei por aquele corredor vestindo aquela beca, me senti completa de algum jeito. Completa de um jeito que não poderia descrever nesse exato momento, porque foi um sentimento único. Apenas ali, naquele momento. Entre abraços aos colegas que eu não via há um tempo, olhares ansiosos, a borbulhação ainda me dominava. Então quando abriram as portas eu caminhei por aquele corredor com meu melhor sorriso, subi naquele palco e me sentei na cadeira onde pude olhar tantas pessoas presenciando um final tão importante na minha vida.É tudo sobre o quanto tanta coisa se transformou dentro de mim pessoalmente e profissionalmente. 

 A cada dia desses 4 anos que se passaram percebi que aprendemos com nossos erros e vitórias, que amadurecemos com os desafios impostos e o mais importante que aprendemos algo novo que vamos levar para sempre daqui pra frente. Uma ou duas pessoas vou levar pra vida, outras não vou nem querer ver mais e algumas outras ainda vão perceber o quanto errado foram elas ao achar que podiam saber quem eu sou. Eu vibrei, sorri muito e até chorei, mas aproveitei os últimos minutos de uma das etapas que mais me marcou. Porque afinal eu aprendi que nem todo mundo vai ir mesmo com a minha cara, e nem eu com a dos outros. Eu aprendi que não se deve guardar rancor de ninguém por coisas bobas e futeis, que não vale a pena querer ser melhor que ninguém. Que crescer é complicado, que machuca muitas vezes e que te transforma de uma forma grandiosa. Mas eu ainda aprendi a acreditar em mim, deixar que os outros falassem e apenas ir atrás das coisas que eu acredito e sonho. Porque no final quando eu alcançá-las, são essas mesmas pessoas que duvidaram ou viraram a cara, que estarão assistindo a conquista desses mesmos sonhos. A porta abriu, uma garota entrou por ela, outra saiu ainda mais certa e segura do que quer. Formada independente da sua opinião, escritora apaixonada, coração de adolescente e muitos, muitos sonhos pra tirar do papel e tornar realidade. Me acompanhe que você verá!


0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Voando Sozinha | Cybelle Santos © Todos os direitos reservados.