Resenha de Livro: No Limite do Desejo

Livro: No Limite do Desejo
Autora: Katie McGarry
Ano:2016
Páginas: 350
Editora: Verus
Nota: 4 de 5

Mais um livro da Katie McGarry e quem leu minhas resenhas anteriores dos livros dela sabe que eu não preciso dizer mais nada. No Limite do Desejo é o quarto livro de uma série que explora diversos personagens com histórias diferentes. Neste livro, vamos conhecer a história de West e Haley. Haley é uma campeão de Kickboxing que após uma grande decepção abandonou o ringue e deixou de lutar. Agora, passando por uma fase péssima ela se sente responsável pela família já que o pai perdeu o emprego e também perderam a casa. Agora com todos morando de favor com seu tio abusivo, ela só quer resolver a situação de sua família, resolver sua vida e ter um lugar pra chamar de lar.  West Young por outro lado, é de uma família extremamente rica. O rapaz tem tudo o que quer, mas sempre se mete em confusões e brigas que resultam em resultados negativos fazendo-o ser uma decepção no meio de seus irmãos. O rapaz se condena pelo acidente que ocorreu com a irmã já que ele pegou o dinheiro que ela escondia. Quando a briga com o paia acaba ficando séria demais o rapaz é expulso de casa e acaba tendo que morar em seu carro e ir para outra escola até saber o que fazer. A realidade de West muda, e é nesse momento que o caminho de Haley e o dele se cruzam. Quando ele acaba salvando-a de um briga na rua, ele acaba assumindo uma briga com o ex namorado da garota, um lutador profissional. Disposto a enfrentar o cara por Haley, ela não vê outra alternativa a não ser ajudar West com treinos e conhecimentos. Os dois se sentem atraídos um pelo outro, mas Haley não quer se envolver com outro lutador. Conforme a história vai desenrolando os dois vão se envolvendo, mas é claro os obstáculos e problemas pessoais podem ficar no caminho fazendo que o casal tenha que colocar o sentimento acima de tudo.

Eu não preciso elogiar mais ainda os livros da Katie. É incrível como a autora consegue criar histórias diferentes, com personagens diferentes e ainda assim manter o balanço certo entre o drama, os elementos muito explorados e um romance gostoso de ler. Apesar de ter gostado de todos os livros da autora, confesso que esse livro não foi um dos meus preferidos. Talvez por não ter sentido uma conexão tão grande com esses personagens como o dos outros livros. Os elementos que fazem as histórias da autora serem incríveis continuam presentes. A leitura corre de uma forma normal e ela sabe ao certo que pontos explorar e que pontos não precisam de tanta atenção. O livro como todos os outros, é divido em duas narrativas sendo uma sob perspectiva da Haley e outra de West, sendo assim cada um dá continuidade a história de onde o ponto de vista do outro parou. 

A história é dramática mas tocante e tem os elementos certos pra render uma boa história de romance que foca em muitas mais coisas e vai além de explorar somente o sentimento que surge entre os dois. Além de conhecer outro casal, podemos também rever personagens de livros passados, como Rachel que é irmã de West e Isaiah namorado de Rachel. West é um personagem cativante e interessante e você consegue sorrir em muitas falas do personagem. Haley é forte e uma personagem comovente. Uma história de pessoas com realidades diferentes que encontram aquilo que procuravam uma na outra. Uma leitura tão boa quantos os outros livros e que com certeza não me decepcionou nem um pouco. Se você leu os outros livros da série esse aqui não pode faltar na sua estante.



“ Não sou tímido. Nunca fui. Pessoas, festas, multidões: essa é a minha praia. Mas estar perto de Haley de novo... Encontrei minha Kriptonita”

"Pela primeira vez, preciso saber contra quem estou lutando, Preciso saber que sou capaz de lutar. Preciso saber que, quando fui posto para fora, eu merecia coisa melhor."

"Quando você sente esse amor por alguém, encontra um jeito de fazer dar certo."

"- Porque esta me dizendo isso? 

-Porque você é a garota que eu estava esperando. Se quer terminar, vai ter que tomar a decisão, porque eu não vou desistir. Você é tudo o que eu quero, não vou abrir mão de nós dois. - Haley e West


"Pergunto muito mais do que devo, alguns dias me arrependo das decisões que tomo e, na maioria das manhãs, acordo no limite. Não é comum que as três coisas aconteçam ao mesmo tempo, mas hoje acerto a porra da aposta tripla." - West




Haley é campeã de kickboxing, mas, após enfrentar uma tragédia, jurou nunca mais pôr os pés no ringue. Até o dia em que o cara em quem ela não consegue parar de pensar aceita uma luta de MMA em homenagem a ela. De repente, Haley tem de treinar West Young. Cheio de atitude, West é tudo o que Haley prometeu a si mesma evitar. Ainda assim, ele não vai durar cinco minutos no ringue sem a ajuda dela. West está escondendo um grande segredo de Haley, sobre quem ele realmente é. Mas ajudá-la lutar por ela é uma chance para a redenção. Ele não pode mudar o passado, mas talvez possa mudar o futuro de Haley. Haley e West combinaram de manter o relacionamento estritamente dentro do ringue. Mas, conforme uma ligação inesperada se forma entre eles e o desejo chega ao limite, eles terão de enfrentar seus medos mais obscuros e descobrir se vale a pena lutar pelo amor.


Filme: Quase 18

Filme: Quase 18
Título Original: The Edge of Seventeen
Lançamento: Ainda sem data no Brasil
Duração: 1 hora e 48 minutos
Distribuidor: Sony Pictures
Nota: 5 de 5

Só soube do lançamento desse filme porque vi em algum site de notícias uma entrevista com a atriz Hailee Steinfeld falando sobre seu novo longa. Ai em um dia aleatório acabei me deparando com a oportunidade de assistir o mesmo e lá fui eu embarcar em mais um filme adolescente. E eu gostei muito do resultado.Antes de me aprofundar, vamos falar do enredo como sempre. O filme giram em torno de Nadine, uma jovem que sempre se sentiu sozinha. Desde o começo do filme, ela cita comparações suas com relação ao irmão que na visão dela tinha tudo queria de uma forma perfeita, enquanto ela..bem ela tinha que lidar com as injustiças que aconteciam. Era assim que ela enxergava. Nadine tem apenas uma amiga que se chama Krista e uma queda secreta por um cara da escola que ela nunca trocou nenhuma palavra. Quando ela pega a melhor amiga no quarto do irmão, o mundo da garota desmorona de uma só vez. Sentindo-se mais sozinha do que nunca, Nadine tem que lidar com uma mãe que não lhe dá tanta atenção, um irmão perfeito, uma amizade perdida e a perda de seu pai que parecia ser o único a se importar com seu bem estar. Nesse misto de confusões pessoais com sentimentos ela faz amizade com um garoto de sua classe super fofo e simpático que dá vários indícios de que gosta dela mas ela não enxerga. Nadine cresce muito durante a trama e precisa aprender a lidar com as pressões, as sensações e os acontecimentos da adolescência.

Eu posso destacar aqui pra vocês muitos e muitos aspectos positivos desse filme. Quase 18 tinha tudo pra ser mais um filme teen clichê com um enredo parecido com outros que já foram lançados, mas as coisas são conduzidas de uma forma totalmente diferente e devo dizer muito interessante. A personagem principal interpretada pela Hailee Steinfeld é muito talentosa. Dá pra notar isso nas mudanças de comportamento que ela traz pra personagem. É verdade que esse filme traz inicialmente muitos assuntos clichês, mas isso é muito bem desenvolvido na trama com a dosagem de um pouco de comédia, romance juvenil e dramas.  A personagem cativa por saber exatamente transmitir as sensações principais que habitam os jovens nessa faixa etária. O fato de se vitimizar, sofrer muito, cometer besteiras e crescer para entrar na vida adulta. 

O filme soube retratar bem a passagem do jovem para o mundo adulto de uma forma bem madura e realista. A personagem é autêntica assim como muitos acontecimentos parecem ser " o fim do mundo" pra personagem que sente "injustiçada" em muitos momentos. Você deve estar pensando que uma personagem assim deve ser chata, mas o que acontece durante o desenvolvimento do mesmo te faz lembrar da adolescência e dos mesmos medos e neuras da personagem. Ela cresce de uma forma bem interessante e quando consegue enxergar as coisas como são, o filme fica ainda mais interessante e proveitoso. Os personagens são bem construídos e firmes, sendo assim o enredo se desenvolve de uma forma constante e não deixa a desejar. 

Você ri com Nadine. Você se comove com Nadine. Você se identifica com Nadine. Você quer em algum momento ser amiga de Nadine. Esses foram alguns pensamentos meus durante longa. É um filme diferente mas ao mesmo tempo comum que foi muito bem dirigido e desenvolvido, contando com personagens interessantes, enredo bem construído e uma colocação de temas clichês usados da forma certa durante o mesmo. É um filme bacana, interessante e que vai te fazer lembrar da adolescência ou se identificar em algum momento. Recomendo.





Crescer não é nada fácil para alguns, como para Nadine (Hailee Steinfeld), uma estudante que está enfrentando uma difícil situação desde que sua melhor amiga, Krista (Haley Lu Richardson), está namorando com o seu irmão mais velho, Darian (Blake Jenner). Nadine se sente mais sozinha do que nunca, ao menos até começar uma amizade com um jovem atencioso (Hayden Szeto).




Tudo que eu nunca quis

Simplesmente não acredito que tolerei todo esse tempo tudo que você me disse. Lá no fundo, eu repetia que estava tudo bem e fingia que as coisas estavam normais. Mas era só você dar uma mancada pra que eu sentisse que a mágoa estava ali intacta. Eu sentia raiva e explodia com você a todo momento torcendo para que se desculpasse ou começasse a agir de outra forma. Mas quanto mais eu me descontrolava menos você agia. Mais você ignorava. Mais você me dava desculpas. Mais tempo se passava. Me enganei o tempo todo e achei que tinha tudo sobre controle. Pura idiotice. Desperdicei tempo, esperança e sentimentos em algo que já não tinha mais jeito. Demorei tanto pra cair na real, e mesmo quando um lampejo da realidade vinha a tona, algo me puxava de volta pro mesmo lugar e eu não conseguia largar de você. Simplesmente não dava. Quando paro pra analisar o que deu em mim só consigo sentir raiva de mim mesma pelo papel de idiota.
Quantas vezes você me trancou pra fora? Quantas vezes bateu a porta e disse que não tínhamos mais nada em comum só pra depois dizer que gostava de estar comigo? Pode ir em frente amigo. Posso ainda estar me perguntando o que está fazendo nesse momento, mas sei que em nenhum você pensou um pouquinho em mim. Quando meu coração quer desistir e me render de novo a você, seguro-o com o máximo de força que posso e o forço a lembrar todas as vezes que derrubei lágrimas por ti. E amigo, não foram poucas. Você sabia muito bem me magoar, apontar meus erros, me fazer me sentir culpada pelo que estava dando errado entre nós e eu só sabia perdoar, esquecer, deixar pra lá e tentar de novo. Longe de ti, neste exato momento percebi que você é tudo que eu nunca quis. Eu nunca quis alguém do meu lado assim e até tentava evitar, mas como fui conhecer você? Como permiti que estivesse ao meu lado? Eu ainda sinto sua falta. Que diabos, e eu nem defini o motivo. Do que exatamente sinto saudade? Nenhum dos últimos momentos contigo foi agradável. Eu só consigo me lembrar das lágrimas, da agonia e da tristeza. Será que em algum universo paralelo desprezível eu gostasse de sofrer? 

Reuni todos os momentos bons que tive contigo e resolvi deixa-los em uma caixa de lembrança bem no fundo da minha mente. Mas é bem lá no fundo mesmo, lembranças tão bem guardadas para que eu não possa senti-las nem sentir falta. Fico rebobinando todos os momentos que chorei por sua causa, apesar de ainda doer um pouco isso serve de lição contínua para que eu pare de ser tão idiota. Pra que eu pare de cometer os mesmos erros e me dê conta de que você é um babaca que não sabe se desculpar nem mesmo se a pessoa grite isso na sua cara. Esses momentos servem pra cair na real e pra todas as vezes que eu pensar em dar o braço a torcer. Não é nenhum tipo de joguinho. Se algum jogo estava sendo jogado com certeza era o seu no qual eu fui puramente controlada. E eu posso ter perdido mas me livrei do controle. Afinal, você é tudo o que eu nunca quis. 

Eu Assisti: Halloween 2018

Filme: Halloween
Lançamento: 25 de Outubro de 2018
Duração: 1 hora e 49 minutos
Gênero: Terror, Suspense
Distribuidora: Universal Pictures
Nota: 2,5 de 5

  Descobri a franquia desse filme não tem muito tempo e confesso que assisti apenas dois dos vários filmes que foram lançados, apesar de ter visto algumas críticas e crer que não perdi muita coisa já que alguns não foram tão bons como no caso aconteceu com esse. Halloween 2018 é uma história conhecida se você já viu os filmes anteriores. A história se repete. O assassino cruel Michael Meyers está internado em um hospício e novamente ele escapa quando sua van se acidenta em uma estrada. Logo vai novamente a cidade onde tudo começou: Haddonfield. Laurie Strode, por outro lado, ainda não superou o trauma de ter escapado por pouco de seu encontro com Michael 40 anos antes e isso a fez criar a filha de forma imprópria e pensando o tempo todo que ele poderia escapar e ir atrás dela. Só que dessa vez seria diferente: ela estaria preparada. Afinal, aquilo se tornou sua vida. E quando Michael aterroriza a cidade novamente na época do Halloween, Laurie sabe que precisa dar um fim naquilo de uma vez por todas.

É, esse filme apenas não foi como esperava. Acredito que com tantos filmes anteriores, a imagem, o personagem e a história do assassino que sai matando todo mundo com uma máscara horrível acaba ficando batida. Não adianta o personagem ser bom( como afirmo que o personagem do Michael é) porém em algum momento ele ficará saturado e se você não souber inovar de uma forma TOTALMENTE diferente, o filme não se sairá tão bem. Parecerá mais do mesmo, e foi isso exatamente que aconteceu aqui. Não há terror nesse filme. Não há suspense. Há pouquíssimos momentos de aflição. Se um dos trunfos de Michael Meyers em torna-lo um bom personagem de terror é matar sem motivo apenas por crueldade, esse é um dos motivos pra ser nexo também. Nem mesmo o jeito de andar devagar e cercando a vítima, ou os movimentos calmos dele por nunca parecer nervoso causam a tensão que o filme merece. Simplesmente não há nada ali. As mortes acabam acontecendo muito rápido, o que tiro um pouco o contexto e o desenvolvimento do roteiro. O Michael poderia ser muito mais assustador do que foi apresentado, mas mais uma vez vemos um roteiro batido, com uma continuação direta do primeiro filme que não bate com os acontecimentos anteriores de outros filme apesar de não ter a ver. Essa coisa de sair matando todo mundo sem motivo, encontrar uma luta final ( no caso a Laurie) ser preso ou ser internado num hospício no final e fugir pra dar sequência a um novo filme já cansou. O roteiro falha em muitas coisas, muitos detalhes e principalmente no desenvolvimento. Do jeito que foi abordado, parecia que o jogo tinha virado para Michael já que a loucura de Laurie poderia ter sido mais explorada e causado uma tensão e reviravolta interessante. Mas apesar disso, resolveram ir pra um caminho conhecido e contaram a mesma história com elementos diferentes e quase um mesmo final. E um gancho mal jogado pra outro filme. Só que fico pensando como vão ressuscitar o Michael de novo? Ou como vão prende-lo de novo para que ele fuja de novo pra mesma cidade na época de Halloween e mate todo mundo a sua frente sem um único motivo. Algumas coisas não fazem sentido com o contexto geral tirando o nexo de coisas que são boas, mas não bem exploradas. Halloween 2018 não me convenceu em nenhuma forma. O longa não usa de truques de susto barato, mas não entretém o suficiente. Não cria tensão, não te deixa com medo e principalmente não se desenvolve de uma maneira diferente dos outros. É, tem uma hora que as coisas ficam tão batidas que não há muito o que se fazer, apenas dar adeus e partir pra outra. E acredito que apesar de Michael Meyers ser um personagem icônico pro gênero de assasino/terror não foi dessa vez que esse filme trouxe o melhor dele. Ah, elementos mal explorados. Que pena.
Pelo menos a máscara e os trejeitos do assassino são um pouco intimidadores.


Quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada.



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