FILME: TOY STORY 5

 


Filme: Toy Story 5
Lançamento: Junho de 2026
Duração: 1 hora e 42 minutos
Gênero: Animação
Onde assistir? Em exibição nos cinemas
Distribuidora: Disney/ Pixar
Nota : 3 de 5

Eu queria muito dizer que fiquei mais empolgada com esse filme do que com os outros, e apesar de amar Toy Story e crer que sim, eles trouxeram uma pauta muito interessante sobre o deixar de brincar para colocar as crianças em frente a uma tela é muito importante, ainda sim esse filme fica morno, porém tem pontos mais positivos que o 4. Antes, vamos pra uma breve sinopse.


No quinto filme da franquia, os brinquedos agora precisam lidar com outra ameaça: a tecnologia. Ela parece estar em todos os lugares e tomando conta das crianças que parecem largar mais cedo a sensação de brincar para ficar em telas, Jessie, Buzz e outros brinquedos precisam ajudar Bonnie a fazer amigas enquanto Jessie relembra coisas de seu passado relacionado a sua antiga dona. Woody aparece pra ajudar e agora eles precisam mostrar que os brinquedos ainda sim, tem muito mais propósito que uma tela.






Eu ,confesso, eu já não tinha curtido muito Toy Story 4, ele podia ter sido muito melhor que foi e acho muito chato. Podia ter parado no 3, mas a Disney não quis e aqui estamos no 5, assim como outras franquias que também vão se estender como Shrek , Frozen e etc. Aqui, Woody continua salvando brinquedos abandonados com Betty,  e Jessie que parece ter tomado o posto de líder do quarto no lugar dele. Os outros brinquedos começam a se sentir ameaçados quando os pais da Bonnie dão a ela um aparelho eletrônico com intuito de ajuda-la a fazer amigas, porém a Bonnie é diferente. Ela acaba triste porque não combina com aquelas crianças e acaba deixando seus brinquedos de lado. A vilã da vez é Lilypad que diz que pode fazer tudo e ajudar a Bonnie. 


Eu não sei se me incomodei com o fato da Jessie ter tomado partido, pra mim deveria ter sido o Buzz já que ele chegou primeiro e depois no 2 veio ela. Mas, o Buzz já teve muito protagonismo nos filmes anteriores, então aqui quem fica a frente é ela. O que fazia Toy Story ser ainda mais especial pra mim é o Woody, ele NUNCA desistia do Andy. Enquanto a Jessie e os outros sempre interpretavam as coisas de outro modo. Apesar de ter seus traumas com sua antiga dona, ela compreende nesse filme que as coisas não foram bem assim como ela pensa. 


Senti que o roteiro quis que a Jessie parecesse muito o Woody tentando até no mesmo jeito ajudar a Bonnie indo na festa das amigas, como o Woody se enfiou na mochila da Bonnie e deus os elementos pra Bonnie fazer o garfinho e não se sentir sozinha. Talvez esse tenha sido o ensinamento que ele deixou. E apesar de funcionar até certo ponto, a participação de Buzz , outros brinquedos e até do Woody ficou apagada. 


No meio de um roteiro que queria passar uma mensagem clara: alienação da tecnologia em crianças, vicio em telas e a dificuldade de fazer amizades isso até se desenvolve e a ideia da Lilypad ser a vilã faz com que isso seja até interessante porém isso se perde um pouco em certos momentos. Aqui, me pareceu tudo um pouco sem emoção  e conexão. Apesar da mensagem esperta de tecnologia, além da " não seguir a onda de todos e tudo bem ser diferente" ser excelente porque a Bonnie é exatamente isso. Uma menina diferente de todos.


Eu assisti o filme ainda sem entender de onde veio aquela patrulha enorme de bonecos do Buzz, qual era o intuito deles,  e qual foi seu propósito. A essência de aventuras, se perder, voltar pra casa, aparecer ainda está ali, porém faltou um pouco da magia, graça e diversão. Tudo ficou um pouco morno demais sabe?  A mensagem como um todo do filme é bonita, e sabemos que o Woody e o Buzz já deram sua contribuição, mas parece que eles estão ali por estar sabe? O foco é totalmente na Jessie que apesar de eu gostar e de  retocar em ideias de traumas antigos não sei se conseguiu cumprir sua jornada sabe? 

Queria ter gostado mais de Toy Story. Por mim, poderia ter parado no 3 com aquele final lindo e emocionante de união e eles terem cumprido o papel com a criança adulta e aceitando que podem ser felizes com outra, mas estenderam isso até esse longa e trazer essa premissa é boa, mas alguns pontos pra mim ficaram rasos e sem muito sentido ou magia e até conexão. Eu sentia mais determinação e paixão no Woody. O que fazia ele lutar mais do que tudo pelo Andy. Aqui, a Jessie tenta, e até consegue em alguns momentos, mas em outros o roteiro não deixa porque a mensagem precisa ser explorada e além disso senti que eles queriam repetir algumas cenas e momentos dos outros filme com ela em cena.


Então pra mim Toy Story 5 passa uma mensagem importante para os pais sobre tecnologia, sobre a importância de brincar e de excesso de telas sobre a criança, e também sobre seguir popularizações. Porém falha como animação em alguns pontos que é criar conexão emocional mais forte com seu público e também algumas coisas foras de contexto. É uma boa diversão, porém não sei se muito necessária, poderia ter sido explorada no 4 com um bom roteiro e finalizado ali. 


Filme: Todo Mundo em Pânico 6 ( 2026)


Filme: Todo Mundo em Pânico
Título Original: Scary Movie 6
Lançamento: Junho de 2026
Gênero: Comédia
Duração: 1 hora e 36 minutos
Distribuidora: Paramount
Nota: 2,5 de 5
Em exibição nos cinemas
 

Todo mundo em Pânico com certeza foi um marco pra mim desde sua estreia, apesar de alguns filmes da saga não serem tão bons lembro de ter dado boas risadas com eles, e meu favorito foi o 3, que eu até tinha em DVD. Quando foi anunciado um novo filme da franquia, e ainda com os personagens originais ( que voltaram depois de um tempo), todo mundo ficou empolgado em ver o quarteto, Cindy, Brenda, Shory e Ray juntinhos, com plus de mais alguns rostos conhecidos. Aqui, a premissa se baseia na mesma de Pânico ( obviamente) e Halloween ( os últimos filmes) em que Cindy tenta novamente fugir do assassino mascarado e acaba tendo sua filha envolvida nisso. Mas, é claro tudo fica na zueira e as referências não param de vir.


Eu queria dizer que ri com esse filme, mas só consegui algumas risadas, na maior parte do tempo não achei tanta graça e não culpo o filme ( talvez meu tipo de humor tenha mudado) porém ao assistir o terceiro filme da franquia, ainda consigo rir, o que me faz crer que realmente esse novo não me agradou tanto.


Eu amo as atrizes da Cindy e Brenda, e não foi explicado como a Brenda agora tem filhos se ela morreu no filme 3 mas como o filme não tem muita noção eu nem me incomodei tanto com isso e gosto muito dos irmãos em si, porém esse filme meio que se perdeu em quebras de parede. Tudo muito misturado já que eles tiveram que incluir muitos filmes de terror ou suspense que ficaram famosos nesses anos e acredito que isso tenha atrapalhado um pouco, porque eles tinham que manter o roteiro ainda atrelado um pouco ao original e ainda ambientar isso nos dias de hoje. Tem algumas coisas muito sem noção ( a viagem do personagem em desenho envolvendo coisas nada muito legais com as HUNTRIX de KPOP demon hunters me pareceu nada a ver). Essa parte eu fiquei sem entender porque colocar. Até porque a maior parte referência a filmes é de terror.


Gostei de ver as referência a esses filmes, mas como eu disse tudo parece meio encaixado as pressas na história pra dar tempo de tudo aparecer e ainda fazer sentido no roteiro original. Aqui, temos atuações ok, piadas algumas engraçadas outras nem tanto, e um roteiro com algumas falhas.

Temos referências a Corra, Sorria, Terrifier, Longless, A hora do mal, M3GAN, Wandinha,  A substância, MA, pecadores e muitos outros. Particularmente a cena do metrô ali tem muitos personagens icônicos de filmes de terror, e eu fiquei muito empolgada porém não me empolgou tanto quanto eu esperava. 



Talvez em uma outra oportunidade eu dê uma nova chance e assista novamente ao filme  e consiga rir mais um pouco, mas não foi o que aconteceu aqui. Muita coisa me entediou, e sim tem uma breve participação da personagem de Branquelas que eu amei. 

Todo mundo em Panico não empolga tanto quanto os antigos, tenta manter o humor mas falha em algumas cenas, mantém referências atuais e nostálgicas porém fica na mesmice. É uma boa pra passar o tempo, mas não vai te fazer gargalhar. É só legal. Ok. E é isso. Pra um filme besteirol com zoação não dá pra pedir muito, mas mesmo assim eu queria ter rido mais ou que as piadas fossem mais legais e menos forçadas em alguns pontos. E claro que o roteiro parasse de correr pra colocar tudo isso no filme.


Filme: Obsessão ( 2025)



Título : Obsessão
Título Original: Obsession
Duração: 1 hora e 49 minutos
Gênero: Terror, Suspense
Lançamento: Maio de 2026
Distribuição: Universal Pictures
Nota: 4,5 de 5

Um dos filmes mais falados ultimamente tem seus motivos. Obsessão me pegou de surpresa e chega a ser extremamente bizarro sendo um filme que aborda várias camadas, e como as pessoas ficam tão obcecadas por outras que não veem o que está ao seu redor. E agora que eu descobri que o filme está sendo muito bem falado e avaliado pelas pessoas que assistiram e gente não é a toa tá?

Mas, calma! Esse filme não é um daqueles de terror com sustos enormes, só no máximo deixa tensa com as cenas porque se trata de algo exagerado e obsessivo ao máximo, mas que também toca em assuntos delicados. Antes, de explorar todas essas camadas, vamos ao que interessa, sinopse pra vocês entenderem...


Bear é aquele tipo cara carente que tem uma queda não confessada pela amiga de infância Nikki e nunca tem coragem de expressar esses sentimentos. Os dois trabalham em uma loja de discos, e Bear deixa passar mais uma oportunidade de falar o que sente. Até que ele entra em uma loja e compra um objeto que ele acredita que nem vá funcionar: uma barra de salgueiro de desejo. Ao quebra-la Bear deseja uma única coisa : que Nikki a ame mais do que tudo no mundo. E logo após isso, as coisas começam a ficar estranhas. O desejo é atendido, e Nikki fica completamente obsecada por ele, chegando a ser sufocante, assustador e doentio. Bear percebe que o bastão intensifica o desejo e então ao tentar reverte-lo não consegue. Enquanto isso, as coisas ficam ainda mais complicadas quando Nikki se descontrola ao ponto de outras pessoas sofrerem.


Confesso que esse filme me lembrou MUITO um episódio de Sobrenatural, não lembro em qual temporada mas tinha um episódio em que um poço dos desejos realizava os desejos de todos, mas os desejos sempre viam desenfreados e um dos desejos principais que começou todos os outros era de um cara que queria desesperadamente ser notado pela vizinha bonita dele. Ele desejou que ela amasse ele mais do que tudo e como no filme, a garota exagerava em tudo e ficava descontrolada quando ele ficava chateado ou se assustava. No fim do episódio, ela acaba até matando um dos meninos, porque achava que eles queriam acabar com o romance ( mesma coisa do filme) e ai o rapaz acaba botando a mão na consciência e desfazendo os desejos retirando a moeda pagã.


Aqui, temos um objeto amaldiçoado que causa todo esse alvoroço e o grande questionamento sobre as redes é: Bear tentando obrigar que uma garota que nem gostava dele, gostar dele e ai quando ela gosta ele ainda questionar se é tão ruim assim gostar dele? 


O que fica claro aqui é que Bear não enxergava que a Nikki era só uma idealização de romance. Ele não gostava realmente dela, e a moça que realmente gostava dele estava ali embaixo do nariz dele. Mas, ele percebe isso tarde demais porque até essa moça acaba pagando o preço pela obsessão de Nikki.


O que mais me prendeu aqui na trama é como as pessoas idealizam tanto ficar com alguém que acham que aquilo é amor, mas nem é. É só um desejo. E depois, quando a verdade aparece as coisas passam a a ser vistas de outra forma. 


Algumas cenas são muito perturbadoras porque o comportamento de Nikki dominada pelos efeitos do pedido e sem noção do mesmo, começa a fica doentio, tóxico e assustador. Ele mesmo se desespera.

As atuações então? Excelentes! O filme não enrola, não demora pra acontecer é até muito direto, mas ele sutilmente mostra que aquilo que desejamos nem sempre é o que queremos mesmo. Me doeu ver ele fazer aquilo com a Nikki por pura idealização, fazendo a menina sofrer, ter surtos , não se lembrar do que estava acontecendo e ainda só pensar nele.





Ai, o único jeito do mesmo quebrar isso, era outra pessoa desejando o contrário, ou ele morrendo. E ai as coisas começam a ficar extremamente mais tensas e sufocantes. Não vou dar spoiler, mas o final do Bear foi merecido e eu fiquei em choque com a Nikki que quando sai do transe do desejo começa a entrar em desespero.


Obsessão é um filme que explora além de amor tóxico e sim de idealizações transformadas em amor. Pessoas que confundem sentimento com o ato de possuir a pessoa pra si. Não me assustou mas me deixou muito tensa e sinceramente muito vidrada em quase todas as cenas. Muito bom mesmo.




Filme: O Diabo veste Prada 2


Filme: O Diabo veste Prada 2
Título: Devil wears prada 2
Lançamento: Maio de 2026
Duração: 1 hora e 59 
Gênero: Drama, Comédia
Nota: 3 de 5
Em exibição nos cinemas
Baseado no livro " a vingança veste prada"

Eu ainda não sei processar se gosto ou não de O Diabo Veste Prada 2, porém se você vai esperando ser que nem o primeiro, vai se decepcionar. Não porque o filme é ruim, mas porque aqui MUITAS coisas mudam e se adaptam porque afinal já se passaram 20 anos desde o primeiro filme. Pra quem leu o livro " a vingança veste prada" que é a continuação do primeiro livro, sabe que o roteiro chegou muito perto da história do livro com apenas algumas adaptações.


Antes dos meus pensamentos sobre o filme, vamos falar do longa? Anos depois, vemos como a revista de moda RUNWAY deve que se adaptar ao mercado, e consequentemente a chefona maior Miranda. Ainda com seu fiel escudeiro, Nigel ela vê as coisas declinarem quando uma notícia ruim é divulgada sobre a mesma.  Afinal, as coisas não são as mesmas, Miranda não pode falar o que quer mesmo continuando do seu jeitinho, e o destino faz com Andy acabe tendo que cruzar o caminho com ela mais uma vez. Andy é contratada para ajudar a revistar a obter mais cliques, vender e ter mais visibilidade. Só que as coisas estão muito diferentes, além de Nigel, elas também acabam encontrando seu caminho com Emily que acabou parando na Dior. E assim, todos eles tem que trabalhar juntos para ajudar a revista, Miranda precisa ceder, Andy continua tentando ajudar, Nigel faz tudo que pede e Emily é Emily. Mas, pode parece que as coisas estão diferentes, porém no fundo muita coisa ainda é igual o que faz com que certas coisas tenham que ser feitas de uma maneira para salvar a revista.




Muito se falou sobre a mudança de comportamento da Miranda, e isso me causou sim uma estranheza inicial porém depois um entendimento sobre o motivo real. Não estamos mais na mesma época,  a revista agora é digital tudo teve que se adaptar e inclusive a Miranda que vai dando o jeito dela. Porém , a personalidade peculiar da personagem continua ali e podemos ver isso nas cenas de reuniões e principalmente interação com a Andy, quando ela não se lembra dela, apesar de a Andy talvez ter sido um das suas assistentes mais esforçadas e firmes.


Há sim várias referências no filme com relação ao primeiro, porém aqui há algumas adaptações. A Andy mesmo com amadurecimento e tendo se tornado uma jornalista premiada, ela sofre com a queda de oportunidades dentro da sua área. E eu curti muito como esse tema foi abordado sabe? A andy não é mais a estagiária, porém ainda tem a essência dela, e a essência dela é ainda acreditar que a Miranda é um ser humano, e apesar de novamente ser mau tratada ela mostrar que tem competência e novamente salvar a revista e ela porque acredita no ser humano que há ali dentro.


Se, no primeiro filme  a Andy desiste porque não quer se tornar como a Miranda, aqui vemos que ela preza muito a chefe mesmo sabendo do que passou e das peculiaridades da mesma, afinal ela aprendeu muito. E fico feliz que ela tenha mantido isso nela. Se antes, a Miranda parecia alguém impossível que colocava o trabalho acima de todos, aqui já vemos uma certa vulnerabilidade e medo do que pode ser dela. É muito bacana ver isso, tivemos um vislumbre bem rápido disso no primeiro filme, mas aqui já é mostrado com mais frequência. A personagem continua sendo ela, com ressalvas e muitas vezes sem medo de falar o que pensa mesmo sendo reeprendida.


Do outro lado temos Nigel o fiel escudeiro, anos na revista e a Miranda já o subestimou inúmeras vezes e mesmo assim ele continua ao seu lado. Gostei muito de como a Andy, conseguiu fazer com que a Miranda enxergasse e aceitasse pela primeira vez que o Nigel tinha competência para assumir certas funções que poderiam ter sido dadas a ele há anos. Ela parece surpresa ao não enxergar o que era óbvio. Quando ele finalmente tem um momento importante eu fico feliz e principalmente em saber que a Andy era fundamental nessa reestruturação. Aliás, senti falta de mencionarem o que foi feito do namorado da Andy nem que fosse brevemente, ou do Christian Thompson sabe?


Falando da Emily, ela continua do jeito dela. E sinceramente, eu nunca entendi porque a Andy quis ser amiga dela. A personagem claramente era grossa, antipática, nunca torceu ou quis verdadeiramente ajudar a Andy, riu dela e continuou a culpando mesmo entregando muito menos que ela, quando a Andy recebeu a promoção o que eu achei injusto, porque só porque ela esperou algo e não aconteceu não quer dizer que a Andy tinha passado por cima dela. Enfim, esse complexo de superioridade continua vívido nela agora que ela meio que comanda a renomada marca Dior e maior anunciante da revista.


Aqui vemos, que a Emily sempre quis vingança contra a Miranda por se sentir ressentida da própria ter tirado ela da revista e empurrado pra Dior. Quando a Miranda diz as coisas na cara dela, ela quer ver a mesma fora, então tenta do seu jeitinho ser a dona da mesma. Mas, as coisas tem uma reviravolta, e a Andy continua sendo uma personagem excelente que não abre mão de seus principios, entende certas coisas, mas também se lembra que aquela chefe maldosa acreditou nela e em seu potencial.


Eu curti o filme, a estética e tudo que foi referenciado e ah: temos presença sim da LADY GAGA . Vi uma entrevista que ela foi convidada pela Meryl Streep e ela é uma cantora que a Miranda supostamente odiava, mas agora canta em um desfile da revista para agregar no evento. Apesar de pequena a participação combinou muito com a cantora. Senti que aqui a vida romântica da Andy ficou de lado, ela já não sabe mais confiar e fica com receosa com a relação trabalho e pessoal. Ela tem um suposto par novo, mas que não me cativou muito.


Diabo Veste Prada 2 é uma boa continuação, se você leu a sequência do livro vai lembrar de alguns elementos, ele não é a mesma coisas do primeiro, mas mantém e até aprimora algumas questões abordadas no filme anterior. Você pode sentir falta daquela loucura, mas a essência do filme e dos personagens continua ali e não se perde. O final com as 2, tendo que aceitar que vão trabalhar juntas e com mais respeito é muito bacana. Vale a pena.




Filme: PEARL



Nome : Pearl
Lançamento: Fevereiro de 2023
Duração: 1 hora e 43 minutos
Gênero: Terror
Nota: 3,5 de 5
Onde assistir? Prime Video

Eu assisti esse filme meio que de surpresa. Já tinha ouvido alguns comentários sobre ele e sobre ser de terror, mas não sabia de nada da história. Então, lá fui eu assistir a história e antes de falar o que penso vamos ao enredo. 1918, a gripe assola o local e há uma guerra em curso. Pearl é uma garota  presa em uma fazenda pela mãe controladora com um pai doente que faz de tudo para coloca-la sob submissão casada com um rapaz que foi para guerra e a deixou sozinha. Contudo, Pearl sonha em se tornar dançarina e famosa e finalmente se ver livre daquela fazenda. Quando surge uma audição que pode levar a realizar seu sonho, Pearl começa a demonstrar sinais de que fará tudo para realizar aquilo. Depois de falhar, PEARL vai tirando tudo que está no seu caminho e que possa prende-la ali. E aqui vemos, que ela nem sempre foi a mocinha inocente.



Pearl me comoveu em um certo momento, me identifiquei com a sensação de falha, de querer alguma coisa e não conseguir. Ver pessoas mais comuns conseguindo algo que você por ser diferente nunca conseguirá. O longa deixa claro ao espectador que Pearl era sim muito maltratada e abusada emocionalmente pela mãe, porém também nos mostra que ela tem uma certa psicopatia sem limites quando as coisas não vão como ela quer. Em alguns momentos, eu me senti comovida, senti um pouco de pena e fiquei me perguntando se isso tudo foi só ela ou só consequências do modo que foi tratada pela mãe e pelo futuro que ela não quer pra ela?  

Essas perguntas vão se formando durante o longa, mas a sensação de matar em Pearl é para descontar sua raiva, sua dor, sua frustração. Fugir de uma realidade. E isso é problemático demais. O longa faz um bom trabalho, jogando isso aos poucos, deixando a mãe em foco como se Pearl fosse uma vítima, pra depois mostrar a verdadeira Pearl e o que ela é capaz de fazer e depois novamente entender os sentimentos dela e suas ações. Ficar presa em um lugar que detesta e odeia. E principalmente, querer o que todos os seres humanos querem. Serem amados. Serem adorados por pessoas ou uma pessoa. 


Pearl é uma mistura de slasher com drama, a personagem definitivamente é complexa e um pouco assustadora e com certeza tem um lado preocupante que faz você se preocupar com o que vai acontecer nos momentos seguintes. É um mix de sentimentos. Você só vai assistindo e quando termina se pergunta "  uow, que loucura".

É um longa complexo de um certo ponto interessante e com uma atuação muito boa da atriz principal. É uma ótima pedida pra quem gosta de filme slasher.




Texto: Sigo esperando por algo


 Quando eu era adolescente, eu via em todo potencial amoroso uma possível fuga. Alguém que poderia me levar pra longe daquilo que já existia em mim: o vazio. A angústia e todas aquelas coisas que rondavam a minha cabeça. Por breves momentos, eu considerei que alguém me salvaria como nesses filmes da Disney ou de romance e ai tudo ficaria certo. Mas, eu descobri que isso não existe. E não me entenda mal, eu até fiquei com raiva da Disney. Mas eles não tem culpa. E sim, eu. Por esperar que salvação pudesse vir de outra pessoa a não ser de mim mesma.


E talvez seja isso que eu sigo esperando. Que você seja minha salvação. Minha fuga. Minha luz no fim do túnel e me preocupa que você seja isso. Porque as vezes não sei se gosto de você porque preciso de você ou porque eu gosto de verdade.  E se for um pouco das duas coisas? Talvez até você sinta isso. Querendo me salvar. Ou em suas palavras" me curar". Eu vivo esperando por um sinal de que estou certa. Porque não quero estar errada. Não de novo. Mais uma vez não. Estou colocando minha felicidade nas mãos de outra pessoa?  Minha cabeça fica tão cheia que nem sei o que estou fazendo.


Queria tanto que as coisas fossem diferentes. As vezes eu acho que você me enxerga como alguém frágil do qual você precisa cuidar e proteger. E não sei como isso soa pra mim. Queria poder te explicar tudo. O vazio e a dor que sinto. A minha mente que não para de dizer que sou pior do que os outros, que nunca vou conseguir nada e que nada do que eu faça vai ser suficiente. Como lutar com a sua mente quando ela deveria estar te ajudando?


Eu gosto tanto de você. Tanto. E tenho tanto medo de te assustar com tudo isso. Porque todo mundo foi embora entende? Eu sempre seguro minha mão sozinha no final. As vezes, fico pensando se não seria melhor alguém normal pra você. Que não tivesse todos esses problemas. Porque eu quero o que é melhor pra ti. Porque você merece nada mais do que o melhor. E eu não sou o melhor. Nunca fui. Talvez nunca seja. 


Parte de mim ainda espera que você me salve. Que você me ajude. Que enxugue minhas lágrimas, me abrace e diga que tudo vai ficar bem. Que eu consigo.  Eu amo sua risada. Suas piadas. Seu jeito de falar. Seu sotaque. Mas, eu amo ainda mais que você ainda está aqui. Só não sei por mais quanto tempo. 


Quando formos morar juntos não vou poder esconder de você o que escondo agora. Não vou poder esconder os choros aleatórios, as dores no peito, a vontade não levantar e não fazer nada. E o que você vai pensar de mim? Como vai admirar alguém assim? Não posso me dar ao luxo de fracassar de novo.  Quero que isso dê certo mais do que qualquer coisa no mundo. Mas como me manter positiva quando minha mente já mirabolou todas as possíveis alternativas pra que isso falhe miseravelmente? Quando ela já me deu motivos pra você ainda não estar comigo.


Acho que preciso de uma atitude. De flores sem avisar. De um audio sem esperar com coisas românticas. Eu amo ser desejada mas eu quero e preciso de mais do que isso. Preciso que você demonstre seus sentimentos. Mais do que palavras, mais do que planos que ainda não se concretizaram. Preciso de certezas que façam minha mente se aquietar e meu coração dizer " eu não estava errada". Eu ainda espero. Algo. Alguma coisa. Além de palavras. Preciso de você só me abraçando. Preciso de você.



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