Filme: O Diabo veste Prada 2


Filme: O Diabo veste Prada 2
Título: Devil wears prada 2
Lançamento: Maio de 2026
Duração: 1 hora e 59 
Gênero: Drama, Comédia
Nota: 3 de 5
Em exibição nos cinemas
Baseado no livro " a vingança veste prada"

Eu ainda não sei processar se gosto ou não de O Diabo Veste Prada 2, porém se você vai esperando ser que nem o primeiro, vai se decepcionar. Não porque o filme é ruim, mas porque aqui MUITAS coisas mudam e se adaptam porque afinal já se passaram 20 anos desde o primeiro filme. Pra quem leu o livro " a vingança veste prada" que é a continuação do primeiro livro, sabe que o roteiro chegou muito perto da história do livro com apenas algumas adaptações.


Antes dos meus pensamentos sobre o filme, vamos falar do longa? Anos depois, vemos como a revista de moda RUNWAY deve que se adaptar ao mercado, e consequentemente a chefona maior Miranda. Ainda com seu fiel escudeiro, Nigel ela vê as coisas declinarem quando uma notícia ruim é divulgada sobre a mesma.  Afinal, as coisas não são as mesmas, Miranda não pode falar o que quer mesmo continuando do seu jeitinho, e o destino faz com Andy acabe tendo que cruzar o caminho com ela mais uma vez. Andy é contratada para ajudar a revistar a obter mais cliques, vender e ter mais visibilidade. Só que as coisas estão muito diferentes, além de Nigel, elas também acabam encontrando seu caminho com Emily que acabou parando na Dior. E assim, todos eles tem que trabalhar juntos para ajudar a revista, Miranda precisa ceder, Andy continua tentando ajudar, Nigel faz tudo que pede e Emily é Emily. Mas, pode parece que as coisas estão diferentes, porém no fundo muita coisa ainda é igual o que faz com que certas coisas tenham que ser feitas de uma maneira para salvar a revista.




Muito se falou sobre a mudança de comportamento da Miranda, e isso me causou sim uma estranheza inicial porém depois um entendimento sobre o motivo real. Não estamos mais na mesma época,  a revista agora é digital tudo teve que se adaptar e inclusive a Miranda que vai dando o jeito dela. Porém , a personalidade peculiar da personagem continua ali e podemos ver isso nas cenas de reuniões e principalmente interação com a Andy, quando ela não se lembra dela, apesar de a Andy talvez ter sido um das suas assistentes mais esforçadas e firmes.


Há sim várias referências no filme com relação ao primeiro, porém aqui há algumas adaptações. A Andy mesmo com amadurecimento e tendo se tornado uma jornalista premiada, ela sofre com a queda de oportunidades dentro da sua área. E eu curti muito como esse tema foi abordado sabe? A andy não é mais a estagiária, porém ainda tem a essência dela, e a essência dela é ainda acreditar que a Miranda é um ser humano, e apesar de novamente ser mau tratada ela mostrar que tem competência e novamente salvar a revista e ela porque acredita no ser humano que há ali dentro.


Se, no primeiro filme  a Andy desiste porque não quer se tornar como a Miranda, aqui vemos que ela preza muito a chefe mesmo sabendo do que passou e das peculiaridades da mesma, afinal ela aprendeu muito. E fico feliz que ela tenha mantido isso nela. Se antes, a Miranda parecia alguém impossível que colocava o trabalho acima de todos, aqui já vemos uma certa vulnerabilidade e medo do que pode ser dela. É muito bacana ver isso, tivemos um vislumbre bem rápido disso no primeiro filme, mas aqui já é mostrado com mais frequência. A personagem continua sendo ela, com ressalvas e muitas vezes sem medo de falar o que pensa mesmo sendo reeprendida.


Do outro lado temos Nigel o fiel escudeiro, anos na revista e a Miranda já o subestimou inúmeras vezes e mesmo assim ele continua ao seu lado. Gostei muito de como a Andy, conseguiu fazer com que a Miranda enxergasse e aceitasse pela primeira vez que o Nigel tinha competência para assumir certas funções que poderiam ter sido dadas a ele há anos. Ela parece surpresa ao não enxergar o que era óbvio. Quando ele finalmente tem um momento importante eu fico feliz e principalmente em saber que a Andy era fundamental nessa reestruturação. Aliás, senti falta de mencionarem o que foi feito do namorado da Andy nem que fosse brevemente, ou do Christian Thompson sabe?


Falando da Emily, ela continua do jeito dela. E sinceramente, eu nunca entendi porque a Andy quis ser amiga dela. A personagem claramente era grossa, antipática, nunca torceu ou quis verdadeiramente ajudar a Andy, riu dela e continuou a culpando mesmo entregando muito menos que ela, quando a Andy recebeu a promoção o que eu achei injusto, porque só porque ela esperou algo e não aconteceu não quer dizer que a Andy tinha passado por cima dela. Enfim, esse complexo de superioridade continua vívido nela agora que ela meio que comanda a renomada marca Dior e maior anunciante da revista.


Aqui vemos, que a Emily sempre quis vingança contra a Miranda por se sentir ressentida da própria ter tirado ela da revista e empurrado pra Dior. Quando a Miranda diz as coisas na cara dela, ela quer ver a mesma fora, então tenta do seu jeitinho ser a dona da mesma. Mas, as coisas tem uma reviravolta, e a Andy continua sendo uma personagem excelente que não abre mão de seus principios, entende certas coisas, mas também se lembra que aquela chefe maldosa acreditou nela e em seu potencial.


Eu curti o filme, a estética e tudo que foi referenciado e ah: temos presença sim da LADY GAGA . Vi uma entrevista que ela foi convidada pela Meryl Streep e ela é uma cantora que a Miranda supostamente odiava, mas agora canta em um desfile da revista para agregar no evento. Apesar de pequena a participação combinou muito com a cantora. Senti que aqui a vida romântica da Andy ficou de lado, ela já não sabe mais confiar e fica com receosa com a relação trabalho e pessoal. Ela tem um suposto par novo, mas que não me cativou muito.


Diabo Veste Prada 2 é uma boa continuação, se você leu a sequência do livro vai lembrar de alguns elementos, ele não é a mesma coisas do primeiro, mas mantém e até aprimora algumas questões abordadas no filme anterior. Você pode sentir falta daquela loucura, mas a essência do filme e dos personagens continua ali e não se perde. O final com as 2, tendo que aceitar que vão trabalhar juntas e com mais respeito é muito bacana. Vale a pena.




Filme: PEARL



Nome : Pearl
Lançamento: Fevereiro de 2023
Duração: 1 hora e 43 minutos
Gênero: Terror
Nota: 3,5 de 5
Onde assistir? Prime Video

Eu assisti esse filme meio que de surpresa. Já tinha ouvido alguns comentários sobre ele e sobre ser de terror, mas não sabia de nada da história. Então, lá fui eu assistir a história e antes de falar o que penso vamos ao enredo. 1918, a gripe assola o local e há uma guerra em curso. Pearl é uma garota  presa em uma fazenda pela mãe controladora com um pai doente que faz de tudo para coloca-la sob submissão casada com um rapaz que foi para guerra e a deixou sozinha. Contudo, Pearl sonha em se tornar dançarina e famosa e finalmente se ver livre daquela fazenda. Quando surge uma audição que pode levar a realizar seu sonho, Pearl começa a demonstrar sinais de que fará tudo para realizar aquilo. Depois de falhar, PEARL vai tirando tudo que está no seu caminho e que possa prende-la ali. E aqui vemos, que ela nem sempre foi a mocinha inocente.



Pearl me comoveu em um certo momento, me identifiquei com a sensação de falha, de querer alguma coisa e não conseguir. Ver pessoas mais comuns conseguindo algo que você por ser diferente nunca conseguirá. O longa deixa claro ao espectador que Pearl era sim muito maltratada e abusada emocionalmente pela mãe, porém também nos mostra que ela tem uma certa psicopatia sem limites quando as coisas não vão como ela quer. Em alguns momentos, eu me senti comovida, senti um pouco de pena e fiquei me perguntando se isso tudo foi só ela ou só consequências do modo que foi tratada pela mãe e pelo futuro que ela não quer pra ela?  

Essas perguntas vão se formando durante o longa, mas a sensação de matar em Pearl é para descontar sua raiva, sua dor, sua frustração. Fugir de uma realidade. E isso é problemático demais. O longa faz um bom trabalho, jogando isso aos poucos, deixando a mãe em foco como se Pearl fosse uma vítima, pra depois mostrar a verdadeira Pearl e o que ela é capaz de fazer e depois novamente entender os sentimentos dela e suas ações. Ficar presa em um lugar que detesta e odeia. E principalmente, querer o que todos os seres humanos querem. Serem amados. Serem adorados por pessoas ou uma pessoa. 


Pearl é uma mistura de slasher com drama, a personagem definitivamente é complexa e um pouco assustadora e com certeza tem um lado preocupante que faz você se preocupar com o que vai acontecer nos momentos seguintes. É um mix de sentimentos. Você só vai assistindo e quando termina se pergunta "  uow, que loucura".

É um longa complexo de um certo ponto interessante e com uma atuação muito boa da atriz principal. É uma ótima pedida pra quem gosta de filme slasher.




Texto: Sigo esperando por algo


 Quando eu era adolescente, eu via em todo potencial amoroso uma possível fuga. Alguém que poderia me levar pra longe daquilo que já existia em mim: o vazio. A angústia e todas aquelas coisas que rondavam a minha cabeça. Por breves momentos, eu considerei que alguém me salvaria como nesses filmes da Disney ou de romance e ai tudo ficaria certo. Mas, eu descobri que isso não existe. E não me entenda mal, eu até fiquei com raiva da Disney. Mas eles não tem culpa. E sim, eu. Por esperar que salvação pudesse vir de outra pessoa a não ser de mim mesma.


E talvez seja isso que eu sigo esperando. Que você seja minha salvação. Minha fuga. Minha luz no fim do túnel e me preocupa que você seja isso. Porque as vezes não sei se gosto de você porque preciso de você ou porque eu gosto de verdade.  E se for um pouco das duas coisas? Talvez até você sinta isso. Querendo me salvar. Ou em suas palavras" me curar". Eu vivo esperando por um sinal de que estou certa. Porque não quero estar errada. Não de novo. Mais uma vez não. Estou colocando minha felicidade nas mãos de outra pessoa?  Minha cabeça fica tão cheia que nem sei o que estou fazendo.


Queria tanto que as coisas fossem diferentes. As vezes eu acho que você me enxerga como alguém frágil do qual você precisa cuidar e proteger. E não sei como isso soa pra mim. Queria poder te explicar tudo. O vazio e a dor que sinto. A minha mente que não para de dizer que sou pior do que os outros, que nunca vou conseguir nada e que nada do que eu faça vai ser suficiente. Como lutar com a sua mente quando ela deveria estar te ajudando?


Eu gosto tanto de você. Tanto. E tenho tanto medo de te assustar com tudo isso. Porque todo mundo foi embora entende? Eu sempre seguro minha mão sozinha no final. As vezes, fico pensando se não seria melhor alguém normal pra você. Que não tivesse todos esses problemas. Porque eu quero o que é melhor pra ti. Porque você merece nada mais do que o melhor. E eu não sou o melhor. Nunca fui. Talvez nunca seja. 


Parte de mim ainda espera que você me salve. Que você me ajude. Que enxugue minhas lágrimas, me abrace e diga que tudo vai ficar bem. Que eu consigo.  Eu amo sua risada. Suas piadas. Seu jeito de falar. Seu sotaque. Mas, eu amo ainda mais que você ainda está aqui. Só não sei por mais quanto tempo. 


Quando formos morar juntos não vou poder esconder de você o que escondo agora. Não vou poder esconder os choros aleatórios, as dores no peito, a vontade não levantar e não fazer nada. E o que você vai pensar de mim? Como vai admirar alguém assim? Não posso me dar ao luxo de fracassar de novo.  Quero que isso dê certo mais do que qualquer coisa no mundo. Mas como me manter positiva quando minha mente já mirabolou todas as possíveis alternativas pra que isso falhe miseravelmente? Quando ela já me deu motivos pra você ainda não estar comigo.


Acho que preciso de uma atitude. De flores sem avisar. De um audio sem esperar com coisas românticas. Eu amo ser desejada mas eu quero e preciso de mais do que isso. Preciso que você demonstre seus sentimentos. Mais do que palavras, mais do que planos que ainda não se concretizaram. Preciso de certezas que façam minha mente se aquietar e meu coração dizer " eu não estava errada". Eu ainda espero. Algo. Alguma coisa. Além de palavras. Preciso de você só me abraçando. Preciso de você.

Filme: A Outra Zoey


Filme: A outra Zoey
Título Original: The Other Zoey
Lançamento: Outubro de 2023
Gênero:  Comédia, Romance
Duração: 1 hora e 25 minutos
Nota: 2 de 5
Onde assistir? Prime Video


A outra zoey tinha tudo pra ser um filme que entraria na minha lista de queridinhos, mas eu me entediei MUITO com ele e tentei assistir esse longa 2 VEZES e foi difícil chegar até o fim. Não sei o que exatamente me empacou mas a outra zoey tinha tudo pra me agradar e eu não consegui me conectar. Até pra escrever essa resenha foi difícil. Eu demorei e muito. A outra Zoey não conseguiu cativar minha atenção, mas antes vamos falar da sinopse?

Zoey é uma estudante focada em seus estudos e sem interesse em relacionamentos e sentimentos. Porém, sua vida se complica quando ela presencia um acidente com Zach,  o capitão do time da escola, e ele a confunde com a namorada que coincidentemente tem o mesmo nome. Sofrendo de amnésia, Zach se convence que Zoey é sua namorada e a mesma promete contar a verdade até ela ser conhecer Miles, primo de Zach. Convidada para ir em uma viagem de família com Zach durante o fim de semana, Zoey acredita que conseguirá manter a mentira até se aproximar de Miles, que tem interesses parecidos com o dela e acaba mudando de ideia com relação a relacionamentos. Mantendo a fachada de namorada, Zoey se enrola cada vez na mentira a medida que verdadeira Zoey acaba aparecendo e ela descobre que Miles pode não ser o companheiro ideal ficando em dúvida entre duas pessoas completamente diferentes.

A intenção aqui era trazer um filme romântico e interessante, porém a Outra Zoey não alcança isso. Primeiramente que a  Josephine não tem química com nenhum dos pares românticos no filme. A ideia de que o amor pode parecer lógico escolhendo alguém parecido contigo, mas que na verdade as vezes é o oposto do que queremos. 

O filme é muito lento, e as situações não se desenvolvem deixando o longa monótono, e arrastado. A questão da amnésia de Zach deveria ser algo interessante e algo engraçado também. Porém, não flui. Simplesmente não funciona. E a Josephine até tenta, mas não consegue.

Eu não consegui me conectar com a história, não me convenci com nada e nem mesmo com os supostos casais. Era um filme com uma premissa muito boa, mas muito mal desenvolvido o que é uma pena. Uma ideia inicial boa que não foi pra frente. Uma pena.










Filme: Procura - se




Filme: Procura-se
Lançamento: Novembro de 2022
Duração: 1 hora e 30 minutos ( aprox.)
Gênero: Comédia romântica
Nota: 3,5 de 5
Onde assistir? Hbo Max Original
Baseado no livro " procura-se um marido" da autora Carina Rissi.

Procura-se é um daqueles filmes de comédia romântica que tem mais química que outros já lançados, tudo isso porque o casal principal é um casal de verdade na vida real. Aliás, procura-se é baseado no livro " procura-se um marido" da autora brasileira Carina Rissi, que foi um sucesso de vendas por aqui. Quando foi anunciado a adaptação, eu fiquei feliz em ver que os dois estariam representando os personagens.


Alicia é uma garota sem responsabilidades que adora festas, bebidas e futilidades desfrutando da vida boa e cheia de privilégios proporcionada pelo avô, que insiste que Alicia trabalhe em sua empresa e ganhe responsabilidade porém a garota não quer. Alicia já tinha perdido os pais em um acidente de carro, quando de repente vê sua vida dar mais uma reviravolta com o falecimento do avô. Ao comparecer a leitura do testamento, ela descobre que o avô decidiu bloquear os bens e não deixa-los para ela, já que ela a considerava imatura e irresponsável. O mesmo, entretanto, deixa claro que se Alicia encontrar o amor e se casar com um bom marido estabelecendo uma união estável os bens podem voltar para ela, mas enquanto isso os mesmos serão controlados pelo advogado da família, o Clóvis. Ela, revoltada, está muito bem solteira e acredita que não precisa de um homem pra isso, mas está pronta pra tentar burlar o testamento do avô sob a vigilância do advogado. Então, ela decide anunciar que está atrás de um marido de aluguel, só para se casar , recuperar os bens e em troca a pessoa receberia uma quantidade de dinheiro. Quando, Max que trabalha na empresa do avô dela acaba ouvindo uma conversa sem querer, ele propõe que ele e Alicia finja um relacionamento, pois ele precisa do dinheiro para um assunto pessoal. Os dois entram em um acordo, e começam a fingir um relacionamento pra todos e precisam convencer o advogado que aquilo é real. Enquanto se envolvem de mentira, o casal acaba se conhecendo e sentimentos parecem surgir. Estariam os 2 se apaixonando de verdade?


O filme é um daqueles longa bem leves, que facilmente poderiam entrar pra sua lista de filmes favoritos de comédia romântica. A química de Camila Queiroz e Klebber Toledo se sobressai justamente por serem um casal real e não precisarem se conter com o quanto gostam um do outro. Aqui, há algumas alterações com relação ao livro e ao filme o que não me incomodou já que o longa ficou muito mais leve.


O enredo se desenvolve com facilidade, e o talento da Camila faz com que o longa fique divertido, te fazendo arrancar algumas risadas e também torcendo para que as coisas acabem ficando bem pra ela. O casal vai se envolvendo na medida certa não é nada muito apressado ou lento demais porque eles tem a energia certa. Foi um tiro muito certeiro terem escolhido os 2, que apesar de fazer personagens com personalidades diferentes das suas na vida real, convencem com uma história divertida, romântica e que te faz esquecer por uns momentos da vida.

Procura-se é leve, divertido , tem química na medida certa, comédia na medida certa e te entretém na medida. Eu recomendo de olhos fechados.








Texto: Refém de mim


É só mais uma noite, eu ficarei bem. Não quero mais sentir isso. Dor no peito. Tomo um remédio. Outro dia. Outro remédio. Não sinto nada, mas sinto raiva. Não tomo mais esse remédio. O vazio volta. A dor volta. Mais um remédio. Me sinto bem e comemoro. Mas é só dormir, que no outro dia eu não sei o que vai acontecer. A ansiedade vai me trazer o que de novo na vida? Dor no estomago? Já tive. Falta de ar e dor no peito a ponto de achar que ia morrer? Já tive. Dores musculares e dores de cabeça? Check. Engordar? Check. Cabelo caindo e coceira ? Check. Me pergunto no que mais a ansiedade pode me atacar, e como ela pode acabar ainda mais comigo.


Ultimamente ela tem me levado tudo. A vontade de sair de cama. De fazer minhas coisas. De reagir. E eu quero falar que tá tudo bem. E mesmo não estando eu falo. Eu minto. Eu sorrio. Eu aguento. Porque na verdade, a verdade que ninguém fala é que ninguém liga se você está bem ou não. E deixa eu te dizer mais uma coisa, as pessoas não querem uma pessoa assim por perto. É muito mais fácil se afastar. Sei disso. Porque já perdi as contas de quantas pessoas se afastaram porque eu não quis sair. Porque combinei algo e dei uma desculpa porque a ansiedade me fez chorar e não querer sair da cama. A ansiedade me tirou possíveis amizades. Relacionamentos e me deixou com a imagem que eu menos queria: Fraqueza.


Sim, a insegurança e a ansiedade andam de mãos dadas e fazem de mim refém. E como escapar dessa armadilha? As madrugadas são infinitas e eu, definitivamente estou mais cansada mentalmente do que já estive em anos. Eu tento tanto. Não deixar esses sentimentos e pensamentos me dominarem. Eles tiram o melhor de mim. 


Tem umas 5 caixas de remédios na minha cabeceira. Um pra cada sintoma. E me sinto refém deles. Refém da ansiedade. Refém dos remédios. Refém da minha cabeça que devia estar comigo mas luta contra mim. Não existe inimiga pior que eu. Tudo de ruim que você já pensou em me dizer, minha mente já disse. Já repetiu várias vezes e me fez chorar dezenas de milhares de vezes. 


Eu escondo muita coisa. Porque não dá pra mostrar inteiramente tudo. E eu tenho tanto medo de você ser mais que vai sair pela porta. Mesmo você tendo prometido. Acontece, que outras pessoas também  prometeram, e eu me vi sozinha todas as vezes. Sobre pressão me sinto o tempo inteiro. Tento viver um dia de cada vez . Mas, minha mente sempre está além imaginando diversos cenários catastróficos. Imaginando que tudo vai dar errado e eu vou pensar " tá vendo? eu já sabia.". Eu sei, é deprimente. Ninguém quer ficar perto de uma pessoa assim. Eu aprendi. Por isso eu me escondo. Por isso na maioria das vezes eu não falo. Só que na maior parte do tempo, eu só queria gritar. Outro dia, gritei e berrei no travesseiro. Muito. Muito mesmo. Precisava que aquela raiva saísse, e ela saiu. Mas não completamente.


A verdade é que eu não sei o que estou fazendo. Não sei pra onde estou indo. E estou morrendo de medo de tudo dar errado, mas estou fazendo mesmo assim. Porque não há outro caminho.  Ou a gente continua ou a gente se rende. E se nos rendermos, o caminho não será bonito.


Tomei anestesia outro dia e durante a sedação pela primeira vez, vi coisas que ainda flutuam na minha mente. A caverna vermelha e vivída. Eu, no chão, toda machucada e manchada me arrastando sobre uma lama que me puxava pra tras e quando eu olhava pra frente via uma luz. E eu continuava me forçando a chegar até ela. Como se fosse minha salvação.  Como se eu finalmente pudesse dizer que estou feliz. E em paz. E eu espero tanto por esse dia que ne sei como vou reagir se ele um dia chegar, porque pra mim a ansiedade me fez ver o mundo cinza. E eu espero que volte a ver a cor de volta antes que ela me consuma.



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