Aquela tal crise dos 20 e poucos

Eu sempre fui ansiosa e com isso quase o tempo todo queria que as coisas fluíssem rápido e acontecessem pra ontem. Nunca foi desse jeito e aprendi isso da forma mais dura. Quando eu tinha 15 anos tudo que eu queria era pular pro último ano do ensino médio e terminar escola. Quando o último ano chegou, tudo que que queria era pra ir faculdade. E quando cheguei lá, achei que seria tudo simples. Encontrar um trabalho. Crescer dentro dele. Ser independente. Morar Sozinha. Estar bem resolvida e com um namorado beirando a felicidade na maior do tempo. Fazer aquela viagem que eu sonhava tanto. Parecia ser tão fácil que não sei exatamente porque não percebi que não seria tão fácil. Não realizei a maior parte das coisas. Em vez disso, a vida, o destino ou seja lá o que for me levou para um caminho completamente diferente. Eu não imaginava estar onde estou agora. E onde estou agora,está longe de onde eu realmente queria estar sabe? Dei uma pesquisada e vi que muita gente passa por essa tal crise dos 20 poucos .Beirando a esse número apavorante, estou inquieta com meus pensamentos. 



Estou questionando todas as minhas escolhas e me perguntando onde foram parar os planos que fiz? Em algum caderno perdido, em alguma escolha errada, em alguma decepção. Tenho me deixado levar na maior parte do tempo pela vida. Deixando que as coisas tomem um rumo por si só. Não sei o que pensar. Não sei o que virá pela frente. Só tenho a consciência de cada vez mais me sinto perdida e sem saber por onde começar. De todos aqueles discursos motivacionais que você escuta, com certeza você já deve ter ouvido a frase " tudo depende de você" e eu até concordo com ela. Eu tenho poder de dar o primeiro passo, e mas durante o restante do caminhada? Se não depender de mim por onde me levam? E é nesse exato momento que as coisas voltam para aquela vontade de tudo que aconteça logo. Afinal, o tempo está passando muito depressa. Não quero mais planos no papel que não saem dali. Quero mais realizações e mais sonhos pra sonhar. Quero me livrar desse sentimento de angústia. Quero respirar fundo. Quero as coisas dando certo e me sentindo bem com o que tenho, onde estou e com quem sou. Quero que as mudanças aconteçam. 

Eu sei que ainda tenho um punhado de tentativas. E vou aproveita-las enquanto puder. E eu sei que apenas não posso desistir e não posso ir pelo caminho mais fácil. A verdade é que tenho medo de tantas coisas ainda. Quero que o tempo pare de passar tão depressa. Quero mais chances de realizar. Quero mais sorrisos. Quero a certeza e um fim dessa confusão. Quero apenas o que meu coração sempre quis. A chance de ser feliz onde estou. Quero ser eu com um sorriso no rosto. Quero possibilidades e quero um amanhã melhor do que hoje. Meus planos de antigamente ficaram em algum lugar do passado, mas a verdade é que a vontade continua aqui. E o que se pode fazer além de tentar? 

Resenha de Livro: Infinito + Um

Livro: Infinito + Um
Autora: Amy Harmon
Ano: 2015
Páginas: 336
Editora: Verus
Nota: 2,5 de 5

Apesar de ter lido boas críticas sobre a autora e seu livro anterior "Beleza Perdida" não sabia muito bem o que esperar da escrita de Amy Harmon. Comprei esse livro pela sinopse que de início me pareceu interessante e até um certo ponto da história realmente foi. Falando primeiramente do enredo, neste livro vamos conhecer a história de Bonnie Rae Shelby uma jovem cantora country pop que está no auge de sua carreira com shows lotados e muitos discos vendidos. A vida da garota parece maravilhosa, mas no fundo Bonnie está saturada de tudo desde que sua irmã gêmea se foi. Sua vó a controla todo tempo e a pressiona para continuar sua carreira e manter sua imagem pelo dinheiro. Cansada de tudo, Bonnie foge depois do término de um show e vai até uma ponte com a ideia de acabar com tudo. 

Enquanto ela está ali pensando em tudo e prestes a tomar uma decisão sem volta seu caminho cruza com o de um rapaz curioso chamado Infinity James Clyde Fin  um ex-presidiários misterioso que para sua jornada para tentar ajudar aquela garota. E esse encontro muda o caminho do dois jovens.Bonnie e Clyde caem uma jornada de carro pela estrada onde os dois não sabem exatamente onde vão nem que os mantém juntos. Conforme o tempo passa os dois conhecem mais um do outro e os obstáculos pela fama de Bonnie começam a surgir já que sua avó faz um escândalo na mídia para que Bonnie volte. Os dois então precisam escolher o que querem e o que sentem um pelo outro. Será que eles realmente combinam um com o outro estando em mundos tão diferentes?

A premissa do livro tinha TUDO pra ser interessante e infelizmente não foi isso que aconteceu. Só a simples menção e comparação a dupla de assassinos original Bonnie e Clyde fica extremamente morna. Apesar de terem os mesmos nomes, não acredito que o casal desse livro tenha tido alguma conexão com os assassinos citados durante a história. Em algum ponto da história, a autora se perdeu na narrativa fazendo com que a mesma não soasse tão envolvente conforme a leitura. Os diálogos entre os dois são bons, mas mesmo assim os acontecimentos narrados fazem com que do meio pro fim a mesma se torne bem arrastada. Apesar disso, vários pontos interessantes foram mostrados durante a obra e que poderiam ter sido bem mais desenvolvidos e talvez modificados. A obra é previsível até demais com pontos incompletos e informações em excesso que deixaram minha cabeça muito cheia e as vezes sem conseguir absorver tudo que a autora queria passar. 

Muitas das cenas tinham o intuito de mostrar as dores dos personagens, o que não surgiu muito efeito já que elas ficaram superficiais e não conseguiram me tocar. Por um outro lado, foi bem interessante observar o outro lado da vida de uma popstar jovem que apesar do que todas as pessoas pensam sobre as pessoas famosas existe toda uma pressão por trás da vida perfeita com dinheiro e fama. Consegui enxergar um pouco melhor com fazemos uma imagem da pessoa e na verdade, ela é tão humana quanto nós. Fin não conseguiu me agradar nem coM sua história nem nos momentos com Bonnie. O romance deles não me empolgou e pouquíssimas cenas conseguiram me fazer suspirar ou sorrir. Passou realmente batido a maior parte das coisas e isso me deixou triste. Confesso que queria mais. Infinito+ Um tem uma premissa interessante com pontos bacanas mas peca em excesso, falta de envolvimento e personagens medianos que não cativam nem envolvem o leitor. 









"Não quis apenas morrer de repente. Isso não é algo que acontece de repente. Começa como um pensamento que cintila nos recessos mais sombrios do nosso cérebro por um instante, como uma vela de aniversário pouco antes de ser apagada. Só que a morte é uma vela traiçoeira. Do tipo que a gente atiça outra vez só para vê-la se inflamar de novo. E de novo. Cada vez que ela pisca de volta à vida, demora um pouco mais e brilha um pouco mais forte. A luz parece quase cálida. Amigável. Não parece algo que vai nos queimar."

"Quando o cabelo da Minnie começou a cair por causa da quimioterapia, decidimos raspar a cabeça juntas, cabelo castanho-claro caindo no chão em pilhas macias. Éramos gêmeas. Gêmeas idênticas. Gêmeas espelhadas. Se Minnie ia ser careca, eu tinha de ser careca também. Mas vovó disse que eu não poderia ser careca no palco, de modo que, no dia em que fiz o teste para Nashville Forever, ela pegou nosso dinheiro do ônibus (e nosso dinheiro para comida) e me comprou uma peruca com longos cachos loiro-acinzentados. "

"— Tem alguém para quem a gente possa telefonar? — Não quero telefonar pra ninguém! Não quero ver ninguém. Não quero ser sua cúmplice, nem roubar bancos, Clyde. Agora eu quero ficar sozinha. Quero que você vá embora. Está bem? "


"— Em que você é bom, Clyde? — perguntou Katy, docemente. — O Finn é bom em matemática — respondi quando ele ficou em silêncio. — Ah, é? Quanto é vinte vezes vinte? — Katy desafiou. — Quatrocentos — respondeu Finn. — Mas essa não foi muito difícil. Aposto que você também sabia. — Pergunte a ele uma coisa que você não saiba. Uma coisa bem difícil — instruí. — Quanto é seiscentos e noventa... e cinco — Katy franziu o nariz, tentando deixar o número tão complicado quanto podia. — Vezes quatrocentos e... cinquenta e dois? Finn mal parou para pensar. — Trezentos e catorze mil, cento e quarenta."

"— Quanto é infinito mais um? — interrompi Katy, fazendo a Finn minha própria pergunta. — Ainda é infinito — respondeu ele, com um suspiro. — Errado. É dois. — Ah, é? Como foi que você chegou a essa conclusão? — Infinito — disse eu, traduzindo o nome “Infinity” e apontando para Finn. Depois apontei para mim e disse: — Mais um. Ou seja, dois, gênio. — Eu queria muito não ter te falado o meu nome. — Ha, te peguei! Você acha que é tão bom em matemática, mas acabei de ganhar de você. "

"- Me diga uma coisa: a matemática existe porque é um reflexo do nosso mundo, ou o mundo existe por causa da matemática?"


Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios?Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Ela é rica, linda e incrivelmente famosa. E quer morrer.Finn Clyde é um zé-ninguém. Ele é sensível, brilhante e absurdamente cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida.Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode até lhes custar a vida.
Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.



Eu assisti: Maligno

Filme: Maligno
Título Original:  The Prodigy
Lançamento: Março de 2019
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 1 hora e 32 minutos
Distribuidora: Imagem Filmes
Nota: 2,5 de 5

Quem me acompanha por aqui há mais tempo sabe muito bem que eu AMO filmes de terror/suspense. Quer dizer eu gosto dos filmes que me trazem aquela sensação de agonia e reviravolta sabe? Por isso mesmo, quando saiu o trailer desse longa ele me chamou atenção por parecer diferente e então lá fui eu embarcar na história. Mas antes de tudo, vamos pra sinopse né? Sarah engravida de seu primeiro filho e até então fica feliz da vida. Enquanto Miles vai crescendo, ela percebe que ele não é uma criança como as outras. Passando por especialistas eles detectam que a criança tem uma inteligência mais avançada que outros e sendo assim Miles começa a ter um acompanhamento. Conforme o tempo vai passando, ele começa a apresentar um comportamento estranho e violento fazendo com que a mãe fica perdida. Quando ela pede ajuda para entender o que está acontecendo percebe que Miles está com a companhia de um ser sobrenatural que voltou por assuntos inacabados. E cada vez mais toma um pouco de seu filho que nem tem ideia do que acontece. Agora, Sarah precisa achar uma solução para que seu filho seja ele mesmo ou o perca para sempre.

Quando o trailer de Maligno saiu pensei que a história se focaria em algo parecido como em a " A Órfã" porém aqui o longa foi completamente diferente. De começo, o filme intercala a cena de nascimento do menino com a morte de um assassino deixando um ponte de interrogação em sua cabeça, ou dando a deixa para os espectadores. Logo depois que os comportamentos de Miles começam a mudar e piorar, percebemos que aquilo está interligado a sua personalidade. A história do filme é boa, porém os elementos usados e os caminhos tomados tornam o mesmo morno apesar das atuações boas tanto do menino como da mãe que já é conhecida do público pelo seriado " Orange is the new black". Aqui temos uma premissa que parecia ser misteriosa, e causaria um certo aspecto agoniante mas isso não acontece. Alguns momentos você até pensa que o mesmo irá por esse caminho como quando o garoto chora e finge não saber o que acontece quando as más ações são feitas. Fingimento ou ele realmente não sabia o que rolava? Quando os pontos se entrelaçam e se descobre o que acontece o filme acaba perdendo um pouco do ritmo. Ele soaria tão mais interessante se Miles fosse um menino diferente pela maldade dentro de si e usassem isso a favor do enredo. Mas preferem ir pro caminho mais fácil rendendo um filme morno, sem muita qualidade no desenvolvimento mesmo com uma atuação muito boa do pequeno Jackson Scott. Maligno abusa de sustos bobos, tenta manter um clima de suspense mas não consegue se sustentar. Tenta criar uma tensão mas ela é logo quebrada. Não causa a sensação que deveria causar para um filme desse gênero apesar de ter uma boa premissa. É realmente não dá pra julgar o filme pelo trailer. Já vi tantos que pareciam ser ótimos no mesmo e quando fui assistir foi exatamente o oposto. Se você quer assistir um filme morno, sem muitas surpresas e se você se assusta fácil essa pode ser a escolha certa. Agora, se você gosta de filmes mais trabalhados com um certo suspense e que te tragam aquela sensação ruim mas boa em filmes assim pode esquecer. Passou longe do meu gosto. Uma pena.

Preocupada com o repentino comportamento estranho e violento de seu filho Miles (Jackson Robert Scott), Sarah (Taylor Schilling) inicia uma investigação por conta própria para entender o que está acontecendo. Mas o que ela descobre é que alguma espécie de força sobrenatural está agindo sobre ele, influenciando, cada vez mais, suas ações.


Resenha de Livro: Garota Online em Turnê


Livro: Garota Online em Turnê
Autora: Zoe Sugg
Ano: 2016
Páginas: 294
Editora: Verus
Nota: 4 de 5

Garota Online em Turnê é a continuação do primeiro livro" Garota Online" da blogueira e youtuber " Zoe Sugg" que é super famosa lá no Reino Unido. O primeiro livro que eu já até resenhei aqui no blog, foi um tremendo sucesso e os fãs começaram a pedir uma continuação e aqui está. Como sempre vamos falar do enredo primeiro? Penny está de volta e agora as coisas são um pouco diferentes do primeiro livro. Todo mundo sabe que ela era a Garota Online, apesar de ter desativado seu blog e agora o namoro com Noah Flynn realmente se assumiu. O jovem músico conseguiu uma oportunidade grande de abrir o show de uma banda pra lá de famosa na Inglaterra " The Sketch" sendo assim Noah vai entrar em turnê com eles. Penny é convidada por Noah para passar algumas semanas em turnê com ele já que a mesma está de férias. Após os pais da garota concordarem, Penny embarca com Noah e a banda para lugares incríveis. Mas o que era pra ser uma viagem com alguns dias para eles, acaba sendo algo diferente já que Noah acaba não tendo tempo pra ela. Conflitos, ansiedades e dúvidas pairam sobre a cabeça da garota e ela precisa aprender a lidar com a vida nova de Noah para continuar ao seu lado.

A Penny é uma personagem cativante com toda certeza, isso podemos notar com clareza no primeiro livro, e apesar de a personagem ainda ser a mesma, certas situações a deixaram um pouco sem brilho. A garota parecia extremamente boba o tempo todo e muito perdida.  A turnê começa a incomoda-la de modo que ela não se sente parte da vida de Noah, apesar de deixar claro seus sentimentos por ele. Muitas vezes, ela foi passiva e compreensiva até demais com as situações que envolviam Noah. Só depois de um tempo que ela realmente foi falar o que sentia. Apesar de os mesmos personagens estarem presentes, senti uma diferença grande com relação ao primeiro livro. 

Nesse segundo livro, as coisas demoram muito a acontecer. Apesar de a Penny ser fofa e cativante, a narrativa ficou um pouco parada durante as cenas que se seguiam no livro. Nada muito interessante que mante-se a atenção completa do leitor. Nem mesmo um elemento de suspense com mensagens de uma tal " Verdade Verdeira" ameaçando expor algumas coisas, a história mesmo assim não teve o mesmo sentido pra mim como foi no primeiro livro. 

Garota Online em turnê é um livro legal e até fofo mas perde um pouco do ritmo com relação ao primeiro livro. Nesse livro, vemos os obstáculos mais do que previsíveis para o romance de Noah e Penny e até que um certo amadurecimento da personagem. Esse livro é leitura obrigatória se você leu o primeiro, gostou da história e quer saber o que acontece. Não tão encantador quanto seu livro de estreia, mas ainda uma boa leitura.










‘“(...)acho que as pessoas merecem uma segunda chance. Mesmo que nunca mais voltem a ser as melhores amigas de antes, porque agora você é mais velha, mais esperta e não vai cometer o mesmo erro outra vez, é melhor ter uma amiga que uma inimiga. E você não precisa desse tipo de negatividade na sua vida! Aceite o pedido de desculpas, mas aceite também que a amizade nunca mais vai ser como antes.”’

‘“Não dá para viver à sombra de outra pessoa, ou tentar agradar alguém o tempo todo, porque, nesse caso, o que você teria de seu? Nada, nenhuma realização, nenhum objetivo pessoal alcançado; você estaria apenas realizando os anseios de outras pessoas. Se tem alguma coisa na vida que você realmente quer fazer, faça. Você só vai viver o dia de hoje uma vez, portanto comece agora. Às vezes o herói do conto de fadas não é um lindo príncipe. Às vezes, o herói é você.”’

"Só não sei se ele pensou nas consequências de ter uma namorada quando a carreira dele está decolando." - Página 80

"O Dean me avisou que a estrada muda as pessoas. Eu só não tinha percebido que ele estava falando de você." - Página 200




Penny está de malas prontas!
Quando Noah a convida para acompanhá-lo em sua turnê pela Europa, ela mal pode esperar para passar semanas na companhia de seu fantástico namorado roqueiro. Mas, entre a agenda cheia de Noah, seus companheiros de banda não tão amigáveis e mensagens ameaçadoras de fãs invejosas, Penny começa a se perguntar se foi feita para a vida em turnê. Ela sente muita falta da família, de seu melhor amigo, Elliot... E de seu blog, o “Garota Online”. Será que Penny vai aprender a equilibrar vida, amor, amizade, planos para o futuro — tudo isso com os pés na estrada —, ou vai pôr tudo a perder nas férias de verão mais emocionantes e imprevisíveis da sua vida?





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