Pearl me comoveu em um certo momento, me identifiquei com a sensação de falha, de querer alguma coisa e não conseguir. Ver pessoas mais comuns conseguindo algo que você por ser diferente nunca conseguirá. O longa deixa claro ao espectador que Pearl era sim muito maltratada e abusada emocionalmente pela mãe, porém também nos mostra que ela tem uma certa psicopatia sem limites quando as coisas não vão como ela quer. Em alguns momentos, eu me senti comovida, senti um pouco de pena e fiquei me perguntando se isso tudo foi só ela ou só consequências do modo que foi tratada pela mãe e pelo futuro que ela não quer pra ela?
Essas perguntas vão se formando durante o longa, mas a sensação de matar em Pearl é para descontar sua raiva, sua dor, sua frustração. Fugir de uma realidade. E isso é problemático demais. O longa faz um bom trabalho, jogando isso aos poucos, deixando a mãe em foco como se Pearl fosse uma vítima, pra depois mostrar a verdadeira Pearl e o que ela é capaz de fazer e depois novamente entender os sentimentos dela e suas ações. Ficar presa em um lugar que detesta e odeia. E principalmente, querer o que todos os seres humanos querem. Serem amados. Serem adorados por pessoas ou uma pessoa.
Pearl é uma mistura de slasher com drama, a personagem definitivamente é complexa e um pouco assustadora e com certeza tem um lado preocupante que faz você se preocupar com o que vai acontecer nos momentos seguintes. É um mix de sentimentos. Você só vai assistindo e quando termina se pergunta " uow, que loucura".
É um longa complexo de um certo ponto interessante e com uma atuação muito boa da atriz principal. É uma ótima pedida pra quem gosta de filme slasher.




























