Filme: Tudo e Todas as Coisas

Filme: Tudo e Todas as coisas
Título Original: Everything, Everything
Gênero: Drama, Romance
Duração: 1 hora e 36 minutos
Distribuidora: Warner Bros
Nota: 3,5 de 5
Baseado no livro de mesmo nome de Nicola Yoon

Eu não tinha me interessado pela história desse filme/livro até o trailer ser liberado e mesmo assim não era um daqueles filmes que eu estava louca pra ver, dava pra esperar sabe? Enfim consegui assistir e como sempre vim aqui dividir minha opinião mista com vocês. Mista? Sim, eu não sei se achei ruim ou bom e acredito que vou ficar no meio termo. O filme tem pontos altos e baixos, mas no geral é uma boa pedida pra quem curte filmes de romance/drama adolescentes sem muita profundidade. A história gira em torno de Maddie ( interpretada por Amandla Stenberg, a pequena Rue de Jogos Vorazes) uma jovem de 17 anos que sofre de uma doença muito rara e incomum: Síndrome da Imunodeficiência combinada. Basicamente, ela tem um sistema de defesa contra bactérias e vírus péssimo então ela pode ficar doente com qualquer coisa, em qualquer lugar e perto de qualquer pessoa. Por isso, a jovem desde que era pequena nunca saiu de casa. Sua mãe que é enfermeira a mantém saudável, com esterilizadores em tudo que é lugar, controle total de tudo que ela toca e das pessoas que mantém contato que são basicamente: sua mãe, a enfermeira e a filha dela. A jovem sonha em fazer outras coisas, conhecer o mar e viver como se não tivesse limitada. Tudo muda quando novos vizinhos se mudam para a casa ao lado e um jovem garoto chamado Olly acaba chamando sua atenção. A paquera começa a rolar mesmo a jovem estando o tempo todo em casa e eles começam a conversar pela janela do quarto e trocar mensagens. Mas a necessidade, a curiosidade e atração aumentam fazendo com que a jovem repense sobre sua vida, sobre os momentos que quer viver, o que nunca sentiu e o que ela espera de sua vida. Disposta a sentir pelo menos uma vez aquilo que ela sempre quis ela se coloca em risco para vivenciar momentos que ela até então desconhecia e Olly faz parte disso. Mas como continuar vivendo e amar pela primeira vez quando uma doença te impede disso?

Sei que vocês devem estar pensando que todo o enredo é super clichê. E é mesmo. Tanto pela sinopse como pelo trailer podemos ter uma vaga noção da atmosfera do filme e de que se trata de um romance adolescente com aquele clima de drama bem conhecido. Pra ser sincera assim que o trailer foi liberado a primeira sensação que tive é como se estivesse assistindo um novo filme de " A culpa é das estrelas" só que com uma história diferente. A sensação de envolvimento e gênero era a mesma. Pra começar, o filme não é inovador. Não é nada que você não possa ter visto ou achado semelhante em algum outro filme, mas também não é algo completamente ruim. O uso de elementos já conhecidos de outros filmes adolescente é usado e abusado nesse longa. As trocas de mensagens entre Olly e Maddie pra mim foram representadas de forma inteligente como se eles tivessem conversando pessoalmente mas na imaginação deixando de lado aquela coisa de colocar as mensagens na tela. A fotografia e a trilha sonora do filme estão incríveis. É digno de ver. O roteiro se desenvolve bem na maior parte do tempo, porém falta em acabamentos e alguns detalhes. Faltou um pouco mais de sentimentalismo ou profundidade para que a emoção suposta realmente acontecesse. Apesar de parecer um filme que pode te arrançar lágrimas, Tudo e todas as coisas não te faz nem fungar. 

O longa apenas deixa no ar uma suposta sensação de filme dramático/choroso, mas não chega a tudo isso. Eu gostei muito da atuação de Amandla e Nick Robinson atuam bem individualmente, mas quando estão juntos parece que falta alguma química sabe? O casal não chega a emocionar, muito menos a empolgar ou fazer se apaixonar o que é uma pena já que ambos são interessantes. A premissa do mesmo pode parecer extremamente boba já que estamos lidando com um gênero de filmes conhecido e voltado para o mundo jovem, porém o longa se mantém e surpreende muito no final. Eu realmente já tinha pensado em como a história acabaria e estava certa disso, mas quando o fim foi chegando eu realmente não esperava o que houve. Esse foi o diferencial desse filme. Tinha tudo para seguir para um caminho ainda mais clichê e conhecido, mas foi para outro completamente diferente com um final até que interessante. Começou aos poucos, com elementos batidos progrediu aos poucos conforme a história foi desenrolando, teve falhas em muitos pontos e deixou de ter atenção em outros mas no final conseguiu pontos extras por ser diferente do final mais óbvio. É um filme que pode ser tocante, com drama moderado, romance adolescente e uma atmosfera muito bacana de se assistir. 







Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas ela nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Ela é cuidada com carinho pela mãe, uma médica que constrói uma casa especialmente para as necessidades da filha. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente imediatamente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?




Resenha de Livro: Meu Romeu


Livro: Meu Romeu
Autora: Leisa Rayven
Ano: 2015
Páginas: 407
Editora: Globo Alt
Nota: 5 de 5

Já tinha esse livro comigo há algum tempo e confesso que estava um pouco receosa para começar sua leitura. Tinha medo de ir com as expectativas lá em cima e me decepcionar, mas felizmente não foi isso que aconteceu. Meu Romeu me surpreendeu em todos os sentidos literalmente. A leitura foi tão envolvente e empolgante que eu não queria largar o livro e ficava irritada quando tinha que parar para fazer algo e deixar a leitura de lado. Isso me pegou de surpresa pois poucos livros me deixaram com essa sensação. Vocês devem estar pensando " Nossa, essa história deve ser maravilhosa" na verdade ela não é maravilhosa, mas é muito boa. Como assim? Bem, digamos que Meu Romeu não tem nada de especial e também tem alguns elementos que provavelmente você já leu em alguns livros e é impossível não associar. Mas a autora consegue levar a história de uma forma incrivelmente envolvente te fazendo querer mais e mais e sendo assim ficar totalmente mergulhada dentro dela. Os diálogos irreverentes e engraçados, a escrita desprendida e uma história romântica dramática que tem vários problemas com os personagens constroem um livro altamente viciante. Dividido entre o presente e o passado, o mesmo conta a história de Cassandra Taylor e Ethan Holt. O livro começa falando dos acontecimentos atuais, nos quais Cassie está prestes a realizar um dos seus maiores sonhos que é estrear uma peça na Broadway como protagonista, porém as coisas são muito mais complicadas quando ela acaba descobrindo que vai ter que atuar com seu ex-namorado, Ethan. 

Depois disso acompanhamos o passado que nos conta como os dois se conheceram que foi durante uma audição para entrar na Groove, uma das faculdades de artes mais prestigiadas. Desde o começo os dois começam a estabelecer uma relação de amor e ódio que é confusa e ao mesmo tempo divertida. Você lê a história pensando " Sei bem no que isso vai dar" e é isso mesmo que acontece. Apesar de ser previsível em alguns pontos, em outros a irreverência das conversas e da progressão dos sentimentos do casal causam uma sensação diferente durante a leitura. A química entre os dois fica ainda mais visível quando eles tem que fazer uma atividade juntos e não podem evitar o que transparece para todos. É algo especial, disso ambos tem certeza. Mas inicialmente, nenhum dos dois quer dar o braço torcer nem admitir o que sentem ou cedendo a essa química. As situações vão ocorrendo e ai já não há como eles não ficarem juntos, mas a partir do momento que Cassie fica com Ethan ela percebe que não será tão fácil. O cara tem problemas de confiança, de espaço pessoal e de comprometimento sendo assim o coração gentil e amoroso da garota corre o sério risco de ser machucado de uma forma muito feia. Cassie correrá o riso de ter seu coração quebrado por Ethan, mesmo percebendo todas as dificuldades? É mais fácil ceder a química que ambos tem?

Eu simplesmente tive que respirar fundo depois da leitura desse livro e pensar " Uau, que livro intenso" e NOSSA O QUE FOI ISSO?. Intensidade profunda. Essas são as palavras que definem completamente esse livro. A autora nos deu personagens muito diferentes com uma química tão forte que ela explode através das linhas escritas e nos deixa perder o fôlego em muitos momentos da leitura. E apesar de ficar totalmente presa a  história de um modo até assustador acredito que pra muitas pessoas esse livro não possa agradar tanto como me agradou. Eu sou uma pessoa intensa por natureza. Gosto de coisas intensas, impensadas e até um pouco ridículas então quando surge uma história com alguns elementos como esse é certo que eu vá gostar se os elementos forem bem utilizados. Em Meu Romeu eu não tive grandes problemas, nem irritações com os personagens em si, ações ou acontecimentos e infelizmente isso aconteceu em Minha Julieta( mas isso é coisa pra outra resenha). Muitos aspectos do livro me lembraram a série "After" em que a protagonista não conseguia se desvencilhar do carinha e fica em um "vai e volta" eterno com ele. Isso não chegou a me incomodar, mas veio a minha cabeça em alguns momentos desse livro e no livro posterior. Como o mesmo é dividido entre passado (como eles se conheceram e se relacionaram) e presente ( 6 anos após os acontecimentos) a autora cita em vários momentos do presente algo grande que afastou os dois e que foi feito por Ethan que partiu o coração de Cassie. Você fica em uma EXPECTATIVA ABSURDA pra saber o que ele fez pra ela. Ele a traiu? Ele a abandonou? Ele fez algo pior? Isso explica nessa narrativa bem levemente, porque alguns ganchos ainda são deixados para que a mesma possa explorar isso em um livro posterior. O fato é que algumas atitudes e características do casal podem não agradar a alguma pessoas, porém os pontos altos do livro estão bem ali e apesar de muita coisa ser clichê como o fato de "a  menina virgem" e o " cara problemático" se envolverem, o livro vai muito além disso. 

A autora soube usar desses esteriótipos de uma forma que a mesma não parecesse boba ou totalmente comum no meio de livros adultos que contém cenas eróticas, dramáticas e problemáticas. Eu acredito que ela expressou bem a agonia que é se desvencilhar de alguém que a gente sabe que pode quebrar nosso coração, não nos fazer feliz mas mesmo assim insistimos em continuar ou acreditar que as coisas vão mudar. É interessante o conceito de julgamento que as pessoas fazem em redor de personagens como essa " Ah, mas eu nunca aceitaria isso. O menino é problemático. Isso e isso", mas na vida real a coisa é totalmente aplicável e se comparada com casos reais viram algo totalmente diferente. Esse tipo de relacionamento entre Cassie e Ethan é bem comum, e as atitudes representadas ali com os dois independente dos fatores externos são de uma familiaridade absurda. Muita coisa depende da força de vontade da própria pessoa: de querer melhorar, de querer mudar e do que sente pela outra. Isso nos faz refletir sobre as mudanças que temos que fazer e que queremos fazer pelo outro e se elas serão benéficas para ambos. É um livro interessante, envolvente, com diálogos irreverentes e engraçados, situações gostosas, problemas irritantes e uma intensidade absurda. Até você que não curtiu deve ter sentido a química desses dois. Não sei se odiei ou amei o Ethan, mas depois de ler os dois livros acredito que eu o compreendi e aceitei isso. É um livro recomendado para quem já leu algo do gênero, goste de romances dramáticos eróticos com problemas pra dar e vender, obstáculos até não acabar mais e algum tipo de bruxaria envolvente no meio. Em breve volto com a resenha de sua sequência. Se você quer algo diferente Meu Romeu pode não ser uma boa, mas pra mim ele foi uma leitura excepcional.












Cassie está prestes a realizar o grande sonho: estrelar um espetáculo na Broadway. O que ela não esperava era ter que enfrentar o reencontro com o ex-namorado, que será novamente protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. Trabalhar com Ethan traz o passado à tona, e lembra a Cassie que o que existe entre eles vai muito além de simples química.





Eu Assisti: O Poço


Filme: O Poço
Título Original: El Hoyo
Lançamento: Fevereiro de 2020
Gênero: Ficção Científica, Terror
Duração:1 hora e 34 minutos
Distribuidora: Netflix
Nota: 4,5 de 5


Eu sei. Todo mundo já falou sobre esse filme. Deu suas opiniões, fez suas críticas e enfim, cada um teve um modo de interpretar o mesmo. O fato é que "O poço" foi uma boa surpresa no meio das estreias de filmes originais da plataforma Netflix. E se trata de um filme espanhol, que aliás tem uma direção muito boa e um roteiro excelentemente estruturado. Mas calma lá, vamos falar do enredo caso você nem saiba do que estou falando (apesar de achar um pouco difícil pelo tanto que esse filme foi comentado). Lembrando que por ter várias mensagens inseridas dentro do longa, a interpretação cabe muito a quem está assistindo e ela pode variar de pessoa pra pessoa.  Goreng acorda em um lugar tipo uma prisão. E junto dele, Trimagasi um senhor enigmático e sarcástico. Chamado de " O Poço" um tipo de prisão, Goreng acaba entendendo que ali tudo gira em torno de comida. Uma plataforma que começa do alto e vai descendo pelos níveis para as pessoas se alimentarem. Não se sabe quantos níveis tem, o que se sabe é que são duas pessoas por nível e a qualquer momento você pode trocar. Hoje, você está no nível intermediário o que ainda consegue comer algo, amanhã pode estar no nível abaixo em que não se sobra nada e tem que se achar um jeito nada convencional buscando a sobrevivência. Goreng aprende a lidar com "o poço" de uma forma brutal quando passa por diversas situações e finalmente entende o conceito daquilo. Agora, ele precisa lutar para sobreviver e ajudar os outros.

Há vários e vários vídeos, explicando a teoria do filme. O final que é sim, meio confuso mas digno de várias interpretações diferentes dependendo do que você absorveu no filme. Eu assisti o longa poucos dias depois de ter estreado e ele já estava entre um dos mais assistidos. Obviamente o poço é um filme genial. O diretor soube passar uma mensagem enigmática, mas muito clara sobre o problema real do ser humano: o egoísmo. Querer tudo pra si e não pensar nos outros de baixo. Há também a mensagem de rotatividade que pra mim é relacionada as voltas que o mundo dá. No longa, as duas pessoas acordavam por exemplo no nível 42, depois no nível 110 e depois no nível 5. Subtendo-se que a nossa vida tem várias mudanças, hoje você pode ter tudo e aproveitar de tudo sem pensar nos outros, mas amanhã pode estar precisando de ajuda e sentindo o que essas pessoas sentem. Há também muitas interpretações religiosas sobre o mesmo, comparando o fato do Goreng ser um tipo de salvador ou justiceiro quando ele assume a tarefa de descer pela plataforma para garantir que cada um coma apenas o suficiente para que a comida chegue a todos.

 O egoísmo é escancarado em nossas caras quando há uma mesa de comida farta, sendo que se em cada nível as 2 pessoas comessem apenas aquilo que tivessem fome poderia sobrar comida para os restantes e todos não passariam fome. O que se vê é uma sociedade bruta, egoísta e sem nenhuma compaixão pelo ser humano abaixo de si. Assim como as pessoas de cima que não querem saber das de baixo. O fato é que o Poço levanta muitas questões e fator principal desse filme nos faz refletir e muito sobre a situação atual do mundo. Um filme que sabe entregar a mensagem de uma forma misteriosa, muitíssimo bem colocada e nos fazer pensar sem debater demais. Sem causar problemas. Nos deixa intrigado e de certo chocados com a individualidade humana. O final é aberto deixando um tipo de interpretação para cada espectador, mas certo de que fez o que queria. E muito bem apresentado. É um filme necessário e que com toda certeza merecia ao menos alguma indicação de roteiro, direção ou para os atores. Atuações maravilhosas. Um filme que choca, não chega a ser terror mas tem cenas brutas. E necessárias. Recomendo de olhos fechados.




Exibido pela Netflix, O Poço conta a história de um lugar misterioso, uma prisão indescritível, um buraco profundo. Dois reclusos que vivem em cada nível. Um número desconhecido de níveis. Uma plataforma descendente contendo comida para todos eles. Uma luta desumana pela sobrevivência, mas também uma oportunidade de solidariedade.





Texto: Apenas me Diga


Apenas me diga porque eu  não fui suficiente pra você? Apenas me diga porque nossas promessas não valeram de nada? Eu mereço a verdade. Mereço as repostas. E é verdade que arrancaram meu coração do peito até ele sangrar. E ele ainda sangra. E o tamanho da dor é imensurável. Não concordamos que o amor devia ser recíproco? Me diga porque o que vivemos não foi suficiente pra você. Fizemos promessas. Fizemos planos. Você era o amor da minha vida. Ou pensei que fosse. Ou fui estúpida demais pra enxergar a verdade.Você dizia "você é a mulher da minha vida", mas quando eu virava as costas, tudo mudava. Eu já não era mais quem você dizia ser? Dizem que tudo na vida tem seu tempo, então o nosso tempo acabou?  Meu espaço no seu coração está se esvaindo, por sua escolha. Você escolheu. E não escolheu a mim. Não escolheu a nós. Aquele porta retrato que te dei parece ser a única coisa que te mantém ligado a mim. 

Você prometeu não me deixar sozinha. Nunca me abandonar. Eu sempre estive aqui, onde você ia quando quebrava suas promessas? Eu deitava no meu travesseiro, e chorava. Sentia sua falta, pedia aos céus para te proteger e dizia pra mim mesma que tudo ia se acertar. Mas e você? O que você fazia? Olhe ao redor, não sente falta de nada? Eu sou a única que você prometeu que amaria. Eu sou a única que suas palavras me disseram que você beijaria. Mas, não foi bem isso né? Você foi pra cada vez mais longe de mim enquanto eu acreditava nas suas palavras e cumpria o que tínhamos prometido um ao outro. Olhe ao redor. Eu ouço suas palavras, mas não sinto a verdade. Você é capaz de salvar isso mesmo que doa em nós dois? Mesmo que isso signifique que eu suma? Uma vez você me disse que sempre ia me dar a mão. Que sempre estaria aqui. Mas você virou as costas, e fez o pior. Me deixou sangrar. Me deixou doer. Me deixou destruída, mesmo sabendo que eu não podia mais. Te dei meu coração e você o espremeu. Tanto que não sei como estancar o sangramento. 

Estou chorando todas as noite no meu travesseiro. Você não se deu conta de que me mantive intacta a tudo que conversamos. Não se deu conta de que eu precisei do seu amor, te chamei e tentei. Tentei com a minha alma. Com meu corpo. Com cada partícula minha. E ainda sim, não foi o suficiente pra que seus lábios fossem parar nos de outra pessoa. E eu te perdi. Você me perdeu. Nos perdemos. Mas, ao contrário do que você pensa essas são as consequências das suas escolhas. Você escolheu. E eu? Escolhi ser eu. Sem mentiras. E a consequência disso é a mesma que estou acostumada, o coração esmagado no peito e  a  incerteza se me recuperarei disso. Se me recuperarei de você. E a maior dúvida se tudo que vivemos foi uma grande mentira. É, no final eu que me fudi.

Música: Kristinia de Barge


Kristinia DeBarge é uma cantora americana, aos 19 anos, ela lançou seu primeiro single para promover seu primeiro álbum e chegou ao pico do 15 lugar na Billboard. O sucesso foi tanto que o clipe foi indicado ao VMA de 2009 na categoria de melhor coreografia, mas não venceu. Seu primeiro álbum foi lançado após o sucesso da primeira música, e uma semana depois o segundo single que não teve sucesso comercialmente como o primeiro. Logo depois, a cantora começou a ficar um pouco mais conhecida por começar a abrir os show da turnê " The circus" da cantora Britney Spears durante 2009. Depois disso Kristinia fez fez algumas pontas em filmes, e fechou algumas parcerias porém sem sucesso direto. Ainda trabalhando na música, a cantora se prepara para entregar algo novo em breve. Que tal já ficar ligadinho nesse som?









Seriado: Os Inocentes

Série: Os Inocentes
Título Original: The Innocents
Gênero:Drama, Fantasia
Lançamento: Agosto de 2018
Temporadas: 1
Situação: Cancelada
Distribuidora: Netflix
Nota: 3 de 5

Terminei de assistir essa série e logo depois descobri que a mesma foi cancelada pela Netflix. Mesmo assim, não achei que por isso deveria deixar de indica-la pra vocês, então aqui estou pra falar. Falando da sinopse, Harry e June são dois jovens apaixonados que planejam fugir para ficarem juntos. O pai de June a controla o tempo todo, a menina tem horário pra chegar e é restrita com relação a muitas coisas. Do outro lado, Harry cuida de seu pai que tem um tipo de doença desde de um evento traumático e não entende nada do que está acontecendo. Sua mãe que é policial deixa os cuidados do pai todo com ele. Loucos para fugir e viver sua vida, Harry e June embarcam em uma aventura de descobertas já que June acaba descobrindo uma nova parte de si mesma que é relacionada com o abandono de sua mãe quando era menor, com o pai de Harry e com o amor entre eles.

A série é um pouco lenta, na verdade muito lenta. A premissa é interessante, e até pega um ritmo do meio pro fim. Com uma pegada de fantasia, a série te pega no interesse logo no primeiro episódio, onde tentamos entender o problema da Julie. Ah, antes de você continuar essa postagem tem MUITOS SPOILERS. Pra resumir, a Julie se metaformeia. Ela tem a habilidade de se transformar em outra pessoa, e diferente dos filmes de super heróis, nesta narrativa esse tipo de " poder" é um problema. Toda vez que ela fica nervosa, ou tensa e acessa certo tipos de sentimentos ela vibra e quando toca alguém acaba assumindo a forma dessa pessoa, só que a pessoa em questão parece ficar petrificada.  E isso dura até que ela consiga assumir a sua própria forma de novo e se controlar. A única coisa que revela seu eu interior é o espelho. A primeira transformação é assustadora pra ela e pra Harry que tem que lidar com tudo isso sem saber o que fazer. Mas ele gosta o suficiente de Julie para ajuda-la e continuar até achar um jeito de controlar aquilo. Conforme os episódios vão desenrolando, descobrimos que que Julie herdou esse "problema" de sua mãe e por conta desde mesmo problema sua mãe fugiu, já que a mesma causou um acidente que resultou na doença do pai de Harry. As pessoas que a mãe de Julie tocam vegetam e não voltam a ser o que eram. Ela então, se isolou em uma fazenda com um cara e mais algumas mulheres. Esse cara diz ter um tratamento para tentar controlar o dom delas através de métodos antigos e que elas podem através disso encontrar uma cura. Então os destinos de todos se entrelaçam em um só e Julie precisa passar por momentos tensos. São 8 episódios variando de 40 a 60 minutos dependendo do enredo, mas a verdade é que os Inocentes tem uma premissa dark fantasiosa muito legal, que é empolgante no começo quando tentamos entender o que Julie é e ligar os fatos. Ou até quando as coisas começam a se encaixar, mas não interessante a ponto de fazer uma segunda temporada. E olha que o final foi bem aberto, deixando margem pra uma próxima temporada que sabemos que não vai acontecer. É uma série fantasiosa que demora pra engrenar e você pode querer desistir no começo, mas que vai te entreter se você assistir e ir até o final. Tudo se encaixa. Eu recomendo.



 Dois adolescentes apaixonados abandonam suas famílias problemáticas para viverem esse amor. No entanto, essa romântica aventura logo se transforma em uma jornada de autodescobrimento, mas longe do que os jovens imaginavam. Agora, Harry (Percelle Ascott) e June (Sorcha Groundsell) terão que amadurecer juntos para descobrir se sua relação é capaz de resistir aos segredos de família e às investidas de forças poderosas.



Livro pra Ler: Olá Caderno de Manu Gavassi

Livro: Olá, Caderno
Autora: Manu Gavassi
Ano:2017
Páginas: 312
Editora: Rocco
Nota: 3,5 de 5

BBB em alta. Manu Gavassi entre os participantes. E essa resenha não poderia sair na hora mais perfeita(ironia). Risos.  Olá Caderno, me lembrou muito um livro antigo da autora Liliane Prata, chamado o "Diário de Débora" e que na época foi publicado pela Capricho e fez um sucesso na época. Esse livro seguiu a mesma linha, mas do jeitinho próprio da Manu Gavassi. Se você conhece ela vai ser fácil identifica-la e ver as semelhanças nos dizeres da personagem com ela mesma. Olá, Caderno é tipo um diário. Mas a personagem Nina não quer chamar de diário, afinal ela já é crescida. Respeito, em primeiro lugar. Nina é uma personalidade única. Senti vontade de ter tido uma amiga como ela nos meus 17 anos (parece uma velha falando né? RISOS). Esse livro se inova e ao mesmo tempo sabe usar dos clichês de uma forma diferente. Abordando temas atuais da fase da adolescência, Nina sabe usar disso com um certo tom de drama, e uma dose alta de ironia. Eu ri em muitas, tipos muitas frases do livro. E isso me fez recordar algumas falas da Manu no próprio BBB. Não sei se realmente a personagem foi baseada nela, mas ela usou muito dela para escrever e isso ficou bem visível no livro. 

Nina não é uma menina enjoada, ela é decidida. Quer dizer, as vezes. Como todo adolescente ela tem dúvidas, paixões não correspondidas, sonhos e inseguranças e isso é desenvolvido de uma forma muito leve durante os capítulos do livro que são datados e divididos por estações do ano. Junto das estações, há diversas ilustrações que deixam o trabalho de edição da Rocco ainda mais caprichado e fofo.  A sinceridade dos pensamentos de Nina me cativaram bastante e confesso que a Manu me surpreendeu muito como autora. Ela não precisou forçar nada para a Nina ser a garota que arranca risadas com sua ironia e cativa com sua personalidade. Pontos muito altos para a ironia da Nina com as "blogueiras/influencers" que escrevem livros de sua vida e postam tudo de seu dia sem nada de diferente pra acrescentar. Muitos jovens vão se identificar com esse livro,que me fez pensar nos dilemas de sofrimento que eu tinha nessa época. Olá, Caderno é uma boa pedido pra você ter uma leitura leve, com algumas risadas e o jeitinho único da Manu Gavassi. Se você não a conhece, provavelmente vai querer saber um pouco mais dela e ADORAR esse livro. Pontos pra Manu.



Livro de estreia da cantora e atriz Manu Gavassi, "Olá, Caderno!" é uma ficção adolescente escrita a partir de entradas num diário. Ou melhor, caderno. É ali que Nina, uma garota de 17 anos, despeja seus pensamentos mais nobres e mais frívolos, além de desenhos, letras de música, poesias, e trata um retrato sincero de seus pais ausentes, de seus irmãos problemáticos, mas amorosos, de seus amigos e de outros personagens com quem convive. Como tantos adolescentes, Nina sabe o que quer da vida, mas não tem muita certeza sobre quem é ou como se encaixa no mundo. E a partir de sua perspectiva ácida e bem-humorada, divide com o leitor suas experiências, paixões, alegrias, dúvidas e tristezas.











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