Filme: Armadilha (2024)
Texto: Vivendo ou Sobrevivendo?
Por que não posso me deixar ser feliz? Por que parece que a tristeza me persegue? As crises de ansiedade se tornaram minha companheira e eu nunca pensei que isso aconteceria. Encostei na pia outro dia, enquanto esperava a agua no fogão ferver e me perguntei " como que eu cheguei nesse ponto?". A verdade é que ao mesmo tempo que eu sei a resposta, eu também nãos sei. Confuso, certo? Só não sei porque não posso ser mais forte que os outros. Porque minha vida tem que ser tão sofrida. O que eu fiz para merecer isso? Eu fiz algo? Porque carregar esse fardo?
Coração acelerado. Dores no peito. Falta de ar. Pressão nas alturas. Eu juro, não aguento mais. Esse é o resultado das coisas que aconteceram na minha vida. E eu deixei elas me afetarem. E por que eu deixei? Minha mente segue cansada. E eu sigo, tentando. Em alguns dias, o pico de energia vem. Eu penso em fazer mil coisas, mas se conseguir fazer uma de verdade já é um milagre. No outro dia, eu só tenho vontade de sumir. E é isso? Foi isso que me restou?
Dia desses entendi porque a Britney raspou a cabeça e ficou careca aquele tempo sabe? Eu também já quis raspar a cabeça. Desaparecer. Sumir de cena. E eu sei, essas palavras soam muito triste. Chega a ser dramático, mas não há o que dizer. Eu continuo esperando que as coisas mudem. Que as pessoas mudem. E elas não mudam. Me pedem pra aceitar. Me pedem pra entender. Mas, ninguém me entende quando eu não aguento mais e surto.
Esses dias, eu gritei tudo que estava entalado. 2 dias depois fui parar no hospital com os mesmos sintomas. Alguns dias depois, gritei no travesseiro. Berrei. Chorei. Bati. Queria quebrar algo, mas me segurei. Já chorou berrando? É como se teu coração vomitasse. E parte desse vômito fosse parte da dor que você carrega pesadamente em seu coração. Meus olhos doeram de chorar. E cá estou eu, chorando de novo. Desejando sair daqui. Desejando qualquer outra coisa menos isso. Poxa, eu só quero ser feliz. Eu só quero paz. Só quero isso tudo pare. Não to pedindo muito.
Meu coração continua pesado. Não me aliviou por completo e creio que nunca se aliviará porque eu quero ficar longe dele . Eu não quero fazer como todo mundo faz com ele, pra ele fazer o que quiser. Repito pra minha mente que quem manda sou eu, e continuo repetindo. Ela não pode me controlar. Eu que controlo ela. Ela não pode me destruir. Não por conta dos outros. Não por conta de tudo que me falaram. Não por conta de tudo que passei. Então, eu apenas respiro fundo, finjo e continuo. Porque é isso que é a vida e o mundo.
Você continua mesmo com o mundo acabando. Você continua mesmo no fundo do poço. Você continua mesmo não tendo tantos motivos pra isso. Você continua mesmo que não queira. Você só vai. E se pergunta no final: Estou vivendo ou só sobrevivendo? E quer saber, tem medo da resposta porque já sabe qual é.
Filme: A Empregada
Antes que você me pergunte, eu não li o livro. Então, antes de começar minhas considerações já vou avisar que o que é dito aqui é baseado somente na experiência do filme como espectadora que nem sabia a história do livro. E sim, há uma diferença quando você já sabe a história e espera um tipo de adaptação. Vamos começar pela sinopse?
Millie é uma jovem em liberdade condicional que busca um recomeço diante de muitas dificuldades. Ela consegue uma vaga de empregada em um casa de uma família muito rica, onde também passa a morar . Embora parecesse perfeito a primeira vista, ela começa a notar comportamentos estranhos vindo de Nina, a mulher que a contratou. O marido parece estar desestabilizado, e quanto mais Millie se envolve mais parece que as coisas não se encaixam. Segredos acabam sendo descobertos, assim como traições, perigos e uma sensação de que essa família esconde muito mais do que aparenta.
Eu já tinha ouvido falar bastante do livro, e vi o trailer. Até gostei do que foi apresentado então fui com muito calma assistir esse longa. Primeiro, tenho que dizer que não tenho nada contra a Sidney Sweeney acho ela uma atriz ok, já vi vários filmes dela, e o que mais me intriga é que quase todos eles precisam mostrar parte do corpo dela, ou trazer cenas de nudez ou ressaltar o quanto ela é bonita. Sim, ela é bonita, mas essa afirmação constante é com qual objetivo? Enfim, a atuação dela é até aceitável para o que se é proposto, mas quem brilha mesmo é a Amanda.
Que talento! Ela consegue passar exatamente as nuances da emoção da personagem deixando o público em alerta, e depois ficando com um ponto de interrogação bem no meio da testa. No começo, você não entende muito qual o objetivo final dela, e começa a suspeitar da mesma até que as coisas de repente mudam e a mesa vira. Um personagem que parecia inocente, na verdade não é tão inocente. Ela consegue passar a loucura, fragilidade, falsidade e principalmente sensos de sobrevivência diante da situação horrível que estava passando.
Quanto ao Andrew, marido da Nina, ele parece o típico marido perfeito que mesmo com os descontroles da esposa, segue a apoiando, defendendo constantemente a Millie das até então loucuras da Nina. Mas, lá pro meio do longa, você começa a perceber alguns sinais de que talvez ele não seja tão perfeito assim. Tem o típico clichê de se envolver com a empregada, mas por incrível que pareça eles conseguem transformar isso em um trunfo muito inteligente. Atuação muito boa do ator também.
Quem, mais uma vez ficou apagado foi o Michele Morone ( aquele que fez o filme 365 ) coitado. Ele se esforça, mas ainda não consegui ver nada dele em questões de atuação. Li comentários que o papel dele no livro é bem maior, e que no filme ele ficou bem reduzido e bem dispensável também. Ele aparece em pouquissimas cenas, fala algumas falas meio desconexas e que parecem ameaçadoras, e é isso. Depois, até tem uma explicação por parte da Nina com relação a ele, mas simplesmente é uma coisa que me incomodou porque parece que quiseram justificar a presença dele ali, mesmo sem muitos motivos.
O longa consegue manter seu ritmo e desenvolver a história e personagens no tempo certo. A nina tem seu tempo, assim como a Millie e quando as coisas vão se revelando eles fazem isso de maneira gradual e não jogada, dando ao espectador uma perspectiva muito interessante.
No final, eu curti como tudo aconteceu e o desfecho dos personagens. Soube que se trata de uma trilogia, então vamos ver futuramente se há planos para uma adaptação futura de outro filme, porque quero muito saber o que a Millie decidiu fazer de verdade que ficou ambiguo. É um filme muito bacana, pode não ser tão misterioso, te deixa com uma pulga atrás da orelha de que algo está errado, mas consegue te surpreender mesmo assim.
Eu recomendo bastante pra quem não leu o livro, e pra quem leu também . A maioria das críticas está bem positiva com relação ao livro, muitos dizem que o filme melhorou o livro, outros dizem que não ficou tão bom, que há poucas diferenças, mas no geral, parece que a adaptação se saiu bem. Um dos filmes que mais gostei de assistir em 2025.
Filme: Um Amor de Natal ( A carpenter christmas romance)
Filme: Brilho do Natal (Christmas in the Spotlight)




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