Filme: O Menu ( Meu queridinho)
Filme: Pedido Irlandes
Texto: Idealizando você
Talvez a culpa seja toda minha. Eu vivo idealizando você. E você nunca corresponde ao que eu idealizo. E não é sua culpa. É minha. Talvez eu só esteja relutando a dura verdade. Não somos certos um pro outro. E eu queria fazer ser. Eu tentei muito. Até quebrei certas promessas que fiz porque disse que não faria certas coisas de novo por ninguém. E lá fui eu, fazer por você. Me humilhar. Pedir por favor. Te fazer me ouvir. Pra ganhar o que? Desprezo. Ameaças de que você iria me bloquear. Todas as palavras que você falou foram levadas com o vento. Promessas quebradas. A verdade é que eu não confio plenamente em você. Eu te dou meu amor, mas quando as coisas não saem como você quer , você se transforma em alguém que eu não conheço. Alguém que não se importa se tá me machucando, por mais que eu já tenha dito mil vezes que me machuca.
Então eu me pergunto pela milésima vez: Isso é amor? Ou você diz que me ama e me mantém a você porque é assim mais fácil? Ou por que você simplesmente percebeu que é fácil me manipular? Afinal, eu contei tudo pra você. Absolutamente tudo. Tudo que fizeram comigo. O quanto me machucaram. Você tem tudo nas mãos, e eu te dei o poder de fazer o que quiser com isso. E você escolheu. Escolheu me magoar quando as coisas não saem como você quer.
É isso que eu mereço? É com isso que eu devo me contentar. Durante mais de 365 dias eu esperei. Eu confiei. Eu acreditei. E eu sim, te amei. E por breves momentos, achei que você poderia perceber o que faz de errado e evoluir. Mas , eu estava me enganando e querendo convencer a quem? Talvez a mim mesma de que valia a pena continuar. Mas, quanto mais tapas você me dá, mais eu me pergunto porque mereço ser tratada assim.
O maior medo da minha vida é ter um relacionamento que nem os dos meus pais. A primeira vez que eu fui na psicóloga eu disse aos prantos pra ela que não queria alguém como meu pai como marido. Como namorado. E parece que eu to sempre escolhendo involuntariamente os mesmos padrões.
Parece que isso me alcança, por mais que eu tente fugir disso. Não importa o quanto eu queira que mude. Ninguém muda por ninguém. Você não vai mudar por mim. Mas o respeito. Ele tem que haver. E você me desrespeita. Em muitos momentos. Quando não quero fazer algo que você quer. Quando não reajo da maneira que você espera que eu reaja. Você quer controlar tudo. Dominar tudo. Só que a vida não é assim. Não dá pra domina-la por inteiro. A vida, e principalmente as pessoas não são como a gente quer.
E eu ...com lágrimas nos olhos digo, que eu talvez não seja o que você quer. Talvez eu só tenha perdido tempo tentando encontrar em você algo que não existe. Tentando fazer de você uma salvação porque eu estou perdida. Na adolescência, eu sempre estava a espera de alguém que me salvasse e me tirasse daqui.
E eu acho que eu ainda espero. Porque você me deu esperança pra isso. E eu, boba, acreditei. Você nunca quis me ver. Nunca quis estar comigo porque de longe, você tinha tudo e mais um pouco, e pessoalmente, as coisas são mais difíceis e você sabe disso.
Então, acho que nosso relacionamento chegou ao inevitável fim. Mesmo que eu ainda esteja relutante. Mesmo que eu queira ficar mesmo que você não mereça. Porque você não merece. Não merece metade do que eu sou. Não merece o amor que eu te dou. Talvez esteja na hora de deixar você ir e parar de fazer os outros de salvação.
Talvez eu que deva me salvar. Como sempre foi na minha vida. Eu sempre me segurei sozinha. Eu sempre chorei sozinha. Sempre enxuguei minhas lágrimas e foi besteira pensar que eu tinha encontrado alguém que pudesse segurar minha mão. Ou eu me salvo ou eu caio de vez. E dessa vez eu não levanto mais. Porque a vida já levou muitas partes de mim, as pessoas levaram mais algumas e eu já não sei quanto mais sobrou ou se ainda sobrou alguma coisa.
No pouco de dignidade e amor próprio que nem sei se tenho, não posso permitir que isso continue assim. Que você me trate assim. Então, acho mesmo que devo te deixar ir. Você nunca quis. Não de verdade. Era mais como uma fantasia. Só eu que não vi.
M.F.A
Série: Turismo Selvagem ( queridinha)
Filme: Wallbanger ( Subindo pelas paredes ) da PassionFlix
Texto : É preciso dois
Ah Deus, desculpe. Não posso estar errada de novo. De novo, não. Eu juro que estou tentando e muito. Só que ele tá quase me fazendo desistir de tudo. Só que será que é preciso todo esse esforço pra alguém que diz te amar? Que diz querer escolher você todos os dias? Que diz que você é o amor da vida dele? Será que não é óbvio que quando o esforço vem só de uma das partes, simplesmente não funciona?
É preciso dois. Dois pra ceder. Dois pra lutar. Dois pra compreender. Dois pra conversar. Dois pra querer resolver. Dois pra continuar mesmo sendo difícil. E nesse momento, só tem um.
Já não sei mais como me comunicar. Eu falo e falo e até eu estou cansada de me ouvir. De falar o quanto você me magoa com as coisas que diz. De como você só quer as coisas do seu jeito e quando as consegue fica bem, mas quando não as consegue então já não funciona mais pra você. Me sinto um produto reutilizável. Que é só bom quando funciono do modo desejado e quando não é só descartar no lixo.
Diante desses relatos, a solução óbvia seria seguir minha vida e te deixar. Raciocinar e entender que eu fiz de você meu porto seguro pra nada. Que eu não tenho um porto seguro e nunca terei. Sempre serei eu por eu. Eu fiz de você uma salvação. Um caminho pra me tirar do que me aterroriza. Eu fiz de você mais do que você fez por mim. E eu me contentei com isso mesmo jurando nunca mais me contentar.
Não vou mentir pra mim mesma. Minha cabeça grita que eu devo te deixar. Grita que eu mereço mais e que ninguém deve me tratar assim. Mas , meu coração que sempre me atrapalhou quer tentar arrumar. Consertar. Falar de novo. Explicar de novo. Fazer você entender.
Mas eu to tão cansada disso. De me explicar. Eu não quero mais te fazer entender porque se você não entendeu até agora, não há nada que eu possa te dizer que vá fazer com que mude algo.
Eu não quero te deixar ir, mas você tá quase me fazendo ir. Só que depois que você for, eu não terei mais nada. Porque eu só tinha você. Eu só contava com você. Além de tudo você era minha constante no meio do caos da minha mente. Você era ancora nos dias conturbados. E eu morria de medo de você partir. Mas não posso aceitar qualquer coisa, e ser tratada de qualquer forma por medo.
Queria dizer que eu finalmente encontrei o amor da minha vida. Queria dizer que eu ia casar com você. Que eu ia ter uma relação tão boa que nós dois íamos evoluir como pessoa. Agora, nesse momento queria simplesmente dizer que não dá mais.
Só que não quero estar enganada. Não quero ter perdido tempo. Não quero ter sido enrolada por dias por alguém que não se importa verdadeiramente comigo. Eu queria tanto que você sentisse o que sinto. Você não sabe como dói. Como doeu todas as vezes que você me intimidou. Ou ameaçou me deixar. Ou não respeitou meu momento.
É preciso dois pra um relacionamento funcionar. É preciso dois pra querer fazer dar certo. Só o sentimento não segura. Só o desejo não segura. Só a química não segura. É preciso dois. E no momento, só resta um. Estou sozinha. Não sei se quero continuar, mas já não estou só mesmo sem fazer isso?




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