Filme: Pisque duas vezes

 


Filme: Pisque duas vezes
Título Original: Blink Twice
Lançamento: Agosto de 2024
Duração: 1 hora e 42 minutos
Gênero: Suspense
Nota: 5 de 5 
Onde assistir? Prime Video


Pisque duas vezes foi literalmente uma SURPRESA. E uma surpresa muito boa. Eu não esperava quando comecei a assistir o filme e fiquei extasiada quando terminou. Eu simplesmente amei CORRA e a mensagem por trás, e esse filme traz a mesma essência mesmo que não tão forte com um outro tema super importante: abuso sexual ( lembrando que esse é um conteúdo sensível então se você pode ter gatilhos melhor não assistir o filme). Antes, de eu falar mais pra vocês, vamos ao enredo do longa. Slater King é um bilionário da tecnologia que está voltando aos holofotes parecendo arrependido de suas atitudes após algumas polêmicas. Em uma festa, ele acaba cruzando o caminho com a garçonete Frida que parece estar encantada com ele. Usando de seu charme, Slater convida Frida e uma amiga para irem com outras pessoas a uma ilha privada dele para curtirem supostamente uma diversão, bebidas e festas. No meio das noites em que passa na ilha, pequenos acontecimentos fazem Frida ficar confusa e tudo começa a não fazer mais sentido quando sua amiga desaparece. Tudo que parecia divertido demais, agora parece uma fumaça dentro da cabeça dela. Ela sabe que tem algo errado, mas não sabe o que? O que realmente estava acontecendo ali?



E é sobre esse questionamento que os desdobramentos do filme vão se desenrolando. Eu, particularmente, não esperava nada do filme. Eu fui assistindo por curiosidade e o roteiro me deixou presa. Eu fiquei agoniada. Queria saber o que estava havendo ali e porque os personagens agiam daquela forma. De um certo ponto no filme, você acaba ficando com uma sensação ruim conforme a protagonista vai juntando os pedaços e começa a se lembrar do que realmente aconteceu. E quando isso acontece, é muito forte. O uso da mensagem de como as mulheres são submetidas a abusos sexuais por meio de substâncias para que não se lembrem de nada depois não é novidade. Mas, o modo que o longa explora isso realmente é muito interessante. Me doeu o coração assistir certas cenas de verdade. Me doeu saber que essas coisas realmente acontecem no mundo real. Mas, o que mais surpreendeu foi que esse assunto não veio de modo óbvio. Ele veio envolvido em uma história de suspense, com elementos muito bem trabalhados e personagens interessantes que de quebra dão tensão ao espectador.



Slater king pra mim no começo era uma coisa e acabou virando outra. Vi alguns comentários de pessoas que não entenderam o fim e o filme. Mas, é preciso assistir com atenção para entender a mensagem principal e porque a personagem termina daquela forma. Todos ali mereceram morrer. Até o rapaz que via tudo e não fazia nada com as meninas, mas também não impedia nem ajudava. Já o Slater ele teve um contexto interessante já que o mesmo fazia uso da substância para esquecer um trauma. E esse é outro tema bem importante do filme. Trauma. Trauma que está diretamente relacionado a abusos em geral. Normalmente, as vítimas ficam com o trauma pra sempre e tudo que elas querem é esquecer. E o longa toca nessa questão justamente quando o slater diz " não existe perdão só existe esquecimento". Porque é difícil perdoar uma pessoa que faz isso com a outra. Algumas pessoas chegam a bloquear.  A Frida tomou um rumo interessante, quando resolveu usar do que passou e do trauma para tomar as rédeas de tudo, dominar o Slater e ainda lidar diretamente com o restante de homens que participavam e sabiam dos abusos que aconteciam na ilha. Como ela já havia mencionado, denunciar não surgiria efeito já que ele era influente e bilionário, e já tinha passado por algo parecido e sido "perdoado" pela mídia. Então, ela usa da vingança para dominar ele com o perfume, e terminar de castigar o restante dos homens que sabiam o que acontecia.




Pisque duas vezes é uma ótima surpresa, um filme intrigante com mensagens sensíveis e importantes que consegue transmitir algo muito dolorido de uma forma enigmática que deixa o espectador confuso sobre o que viu. Pode parecer sem sentido, mas se parar pra pensar não é tão sem sentido assim. Só juntar as peças. Muito bom mesmo.




Filme: Alice (Subservience)



Filme: Alice (Subservience)
Lançamento : Novembro de 2024
Duração:  1 hora e 46 minutos
Gênero: Suspense, Ficção
Nota: 2 de 5
Onde assistir? Prime Vídeo


Megan para adultos? Sim. Temos aqui um filme, muito MAS muito PARECIDO com M3GAN na mesma proposta com apenas pequenas diferenças já que aqui a proposta é pra ser de suspense porém com um foco mais adulto e até sedutor? Confuso. Esse filme é no mínimo estranho. Mas, vamos de enredo? Um pai com dois filhos, está desesperado cuidando da casa e das finanças, já que sua mulher está doente no hospital no aguardo de um transplante. Ele acaba descobrindo uma robo de inteligencia artificial em uma feira e a adquire para atuar em sua casa. A robo mais tarde nomeada como ALICE , assume as tarefas da casa, consertos basicos e necessidades diárias.  Basicamente, como uma empregada Alice vai se adaptando a vida da família e fazendo de tudo para proteger seu usuário principal seja satisfaze-lo sexualmente ou até matar.

É isso mesmo. Temos Michele Morrone mais uma vez envolvido em um filme polemico com conteúdo doido e sexual ? Temos. Mas, eu fico com uma certa pena porque ele certamente tenta nesse filme mostrar um lado ator que não vem. Acreditei que observando o ator em outro papel que não fosse tão pornográfico quanto em 365 dias, ele poderia mostrar que tem um pouco de talento. Mas, é um pouco sofrível.



Esse longa não tem nada de ORIGINAL. Ele parece uma cópia refeita e apenas com algumas mudanças de M3GAN que também não é um filme tão bom quanto pensam. Enquanto M3GAN ainda teve um bom marketing, esse daqui só causou polemica mesmo. Colocar a Megan Fox como uma robo com IA e ainda implicar uma cena dela sexual com ele a ponto de dizer que até nisso ela é eficiente ficou meio forçado. Na verdade, muitos momentos pareceram forçados. Eu não consegui sentir um pingo de medo. Muitas cenas me deram vergonha alheia e parecia que eu estava vendo um filme da megan para adultos com pequenos retalhos e mudanças. Não tem o que se esperar daqui. É totalmente incoerente e copiado. A atuação da Megan Fox até ficou robótica, mas ela é humana então tem momentos que não dá pra acreditar que ela é um robo. A ideia de passar que a inteligencia artifical pode ser perigosa e assumir o controle de nossas vidas passa longe e em vez disso nos entregam um filme fraco, com atuações ruins, roteiro falho e copiado e muita vergonha.

Foi uma péssima experiência. Não recomendo.




Texto: Alma de artista


Esses dias estava passeando pelo feed do Tik Tok e me mostrou um video para que fizesse uma simulação do chat GPT como uma taróloga vidente com dados seus. Segundo a menina do vídeo, você ficaria surpresa com a resposta. Como sou curiosa, coloquei exatamente como ela falava no Chat e esperei. E o que chat me disse, ficou na minha cabeça a noite inteira. Ele disse que eu tenho " alma de artista". Alma de artista. Comunicadora. Nasci pra me comunicar e inspirar. Disse ser meu propósito. E contou minhas falhas, sabe aquelas coisas que já até passaram pela sua cabeça e parece que você já sabia? 

Exato. Ele falou desses pontos fracos. Mas, o que mais me pegou foi isso. Não quero ter alma de artista. Comecei a pensar no significado dessas palavras, e como é duro ser assim.  Querer se expressar, se comunicar. Só quem é da área de comunicação ou arte seja de qualquer aspecto sabe o quanto a gente quer inspirar e levar o que a gente comunica e é para as pessoas como uma coisa boa.

Não sei se escolheria ser artista se pudesse. Não sei se escolheria essas exatas habilidades. Mas como fugir de algo que está na sua alma? Fico me perguntando se minha habilidade fosse para outra área se eu não seria mais feliz. Mas, ao pensar, todas as vezes que trabalhei fora desse propósito nunca me senti completa o suficiente.

É estranho, porque além de amar , é preciso também sobreviver. E tenho que confessar : o mundo adulto é uma chatice. Pessoas que fingem ser felizes, ostentam com tudo pra mostrar que estão preenchidas mas na verdade nem estão. A maioria só está perdida mesmo, sem saber o que fazer em meio a tanto caos e falta de compreensão das outras pessoas ao seu redor.

Queria viver do que amo. Só que a vida te cobra, e não deixa. E não dá pra você viver só de amor. Sei de quantas lágrimas derrubei pedindo pra viver do que amo. E minha alma de artista gritava para que minha estrela de alguma forma brilhasse e me levasse a outros lugares. Onde eu pudesse inspirar. Onde eu pudesse ser mais.

Contudo, na situação atual me vejo diante da realidade que é dura pra mim. Com efeitos do que muitas pessoas me disseram. Com consequências de pessoas que sei que não querem me ver bem. Minha alma de artista grita. Queria ser outra coisa. Está sofrido ser assim. Mas, será que eu seria eu? Ou seria só alguém que eu achava que seria mais feliz?

Filme: Depois a louca sou eu



Filme: Depois a Louca Sou eu
Lançamento: Fevereiro de 2021
Duração: 1 hora e 25 minutos
Gênero: Drama
Nota: 4 de 5
Onde assistir? Prime Vídeo


Esse filme é baseado em um livro de mesmo nome da Tati Bernardi e inclusive, eu já resenhei aqui. Porém, o livro eu meio que não gostei. E olha só, o filme eu adorei. Engraçado né? Vamos desenvolver esse pensamento. Dani, desde criança, sofre com pequenas crises de ansiedade. Quando ela se torna adulta, isso piora culminando em crises de panico e ansiedade que a impossibilitam de viver sua vida em diversos momentos recorrendo a vários tipos de tratamentos, e principalmente medicamentos. Com o sonho de ser escritora se concretizando, Dani e sua mente entram em uma guerra e acompanhamos como ela pode lidar com isso da melhor maneira possível.



Acho que foram poucos os casos que eu detestei o livro, mas amei a adaptação. Aqui, o ponto alto do longa definitivamente é a Debora Falabella. Ela atua muito bem. E outra o título é bem sugestivo, já que as questões abordadas aqui são como a maioria das pessoas nos enxerga: louca. Se você tem crises de ansiedade ou pânico, das duas uma ou você vai se identificar ou vai te dar gatilhos. No meu caso, foi um pouco dos dois. Eu fiquei feliz de ver um filme retratando de uma forma bem leve e fácil de entender como é dentro da mente de um ansioso. É aquele caos ali. E o roteiro soube trazer isso pra dentro do longa, junto com a atuação da Debora de uma forma muito inteligente.

Todo mundo que tem ansiedade já teve pensamentos similares ao da Dani. Já deitou em algum lugar com falta de ar. Só queria dormir e não acordar mais. Ou estava cansada demais de a mente sempre ir contra você.  Eu admiro muito como a Dani tenta, apesar das crises de pânico frequente.  Aqui, vemos também que há muita influência da família ( principalmente da mãe) que no intuito de querer ajudar a filha, acaba a tratando como criança o tempo inteiro, descridibilizando-a o tempo inteiro, dizendo que ela não vai conseguir, que ela vai ter um surto, que ela pode desistir. A mãe nunca incentiva ela a ir em frente. Diz a ela que ela consegue. Ou fala pra ela que ela não vai desistir. É tudo ao contrário. E ai, o pensamento negativo da Dani é ainda mais reforçado. 




Gostei muito de como eles introduziram o uso de remédios dentro desses problemas. E como eles podem ser problemáticos e viciantes se não usados com cautela e acompanhamento médico.  As nuances da personagem são muito interessantes de acompanhar, e pra uma doença que é considerada um dos maiores males do século, a ansiedade culmina em muitas pessoas digo com toda certeza que esse filme deveria ser muito mais assistido do que foi. E que outras pessoas deveriam falar de assuntos como esse. Explorar esse lados mais sensíveis e de como é difícil lutar com a nossa própria mente. É um filme muito bom, com temas importantes e muito bem colocados. Me emocionei, me identifiquei com as sensações e pensamentos da personagem e principalmente fiquei aliviada que tem um filme que exemplifica o quanto é duro ser assim. Recomendo bastante.



Filme: Armadilha (2024)

 


Filme: Armadilha
Título Original: Trap
Lançamento: Agosto de 2024
Duração: 1 hora e 45 minutos
Gênero: Suspense, Drama
Nota: 2,8 de 5
Onde assistir? Netflix


Sabe aqueles filmes que você nem pretendia assistir, mas acaba assistindo? Esse é o caso de armadilha. Eu gostei muito de fragmentado que é do mesmo diretor deste filme, e ouvi algumas críticas positivas sobre o longa então pensei "por que não dar uma chance?". E lá fui eu e até que gostei do que vi.

Neste filme acompanhamos a busca por um serial killer em uma armadilha enorme montada pela polícia e o FBI para captura-lo em um show de uma diva pop. A polícia que não sabe de quem se trata , fecha o cerco crendo que ele não terá saída e não saiba que tudo aquilo foi montado apenas para captura-lo. O assassino, em questão, está com a filha e precisa escapar dessa armadilha enorme sem que a mesma perceba quem ele é , e sem se denunciar para a polícia, mas será que ele vai conseguir com o cerco fechando? Ele ultrapassará os limites para se safar?

A armadilha causa sim, uma certa tensão, mas não a do tipo que você está pensando, pois desde o começo sabemos quem é o seria killer. A tensão gira em torno de como ele irá escapar e do que estará disposto a fazer para sair daquele cerco estando perto da sua filha que não pode desconfiar de nada. Logo no começo do longa você imagina que todo o enredo do longa será em torno desse mesmo objetivo: a polícia conseguirá captura-lo?, mas depois de certos momentos percebemos que o longa vai muito mais longe já que o cara consegue escapar mas tem muito mais da história ai. E em certos momentos isso causa uma certa dúvida já que ele parece segurar um monstro que está prestes a sair como em fragmentado. Muitas cenas, fiquei me perguntando o que o mesmo faria para escapar daquilo já que sua família não tinha noção do que ele fazia. E a forma de ele lidar com os obstáculos e dificuldades é realmente muito boa. A manipulação, os comportamentos bonzinhos até descobrir o que está acontecendo e sair é muito interessante de se observar. Nem o mesmo esperava o que estava por vir e o modo como ele vai causando pequenos caos para fugir é muito sutil e inteligente. Uma das coisas que me incomodou um pouco foi a atuação da Lady Raven. Nos momentos mais tensos, com o serial killer parecia sofrido demais assistir ela atuando como se fosse fingido demais. Creio que talvez seja a primeira experiencia dela como atriz, porem fica nítido que falta um pouco de experiência, e simplesmente não achei que ela teria um papel tão estendido na história. As músicas que a mesma canta são até que boas, e ela é talentosa (vi alguns videos no youtube), porém como atriz ainda falta muito para ela chegar num resultado bacana. As expressões dela nas cenas mais tensas são realmente doídas de ver.

Armadilha me entreteu como prometia , e deu as doses certas para o espectador que acompanha os passos do assassino diante dos fatos que são lhe dados. É muito bacana ver os imprevistos que o mesmo é forçado a fazer, até que sua família descubra quem ele é realmente é. E a armadilha não fica somente dentro da arena do show da cantora favorita de sua filha, ela continua depois de ele supostamente escapar e estar com uma pessoa sobre seu poder. Uma coisa acontece atrás da outra até o final que fica sim, em aberto. Aliás, a atuação do ator principal que dá vida ao seria killer é muito boa. Senti como se ele fosse enlouquecer a qualquer momento ou até explodir e parecia que não sabia o que sairia dali se acontecesse isso. Armadilha foi uma boa experiência pra mim, apesar de ter sentido falta de uma reviravolta grande no final.








Texto: Vivendo ou Sobrevivendo?

Por que não posso me deixar ser feliz? Por que parece que a tristeza me persegue? As crises de ansiedade se tornaram minha companheira e eu nunca pensei que isso aconteceria. Encostei na pia outro dia, enquanto esperava a agua no fogão ferver e me perguntei " como que eu cheguei nesse ponto?". A verdade é que ao mesmo tempo que eu sei a resposta, eu também nãos sei. Confuso, certo? Só não sei porque não posso ser mais forte que os outros. Porque minha vida tem que ser tão sofrida. O que eu fiz para merecer isso? Eu fiz algo? Porque carregar esse fardo? 


Coração acelerado. Dores no peito. Falta de ar. Pressão nas alturas. Eu juro, não aguento mais. Esse é o resultado das coisas que aconteceram na minha vida. E eu deixei elas me afetarem. E por que eu deixei? Minha mente segue cansada. E eu sigo, tentando. Em alguns dias, o pico de energia vem. Eu penso em fazer mil coisas, mas se conseguir fazer uma de verdade já é um milagre. No outro dia, eu só tenho vontade de sumir.  E é isso? Foi isso que me restou?

Dia desses entendi porque a Britney raspou a cabeça e ficou careca aquele tempo sabe? Eu também já quis raspar a cabeça. Desaparecer. Sumir de cena. E eu sei, essas palavras soam muito triste. Chega a ser dramático, mas não há o que dizer. Eu continuo esperando que as coisas mudem. Que as pessoas mudem. E elas não mudam. Me pedem pra aceitar. Me pedem pra entender. Mas, ninguém me entende quando eu não aguento mais e surto. 


Esses dias, eu gritei tudo que estava entalado. 2 dias depois fui parar no hospital com os mesmos sintomas. Alguns dias depois, gritei no travesseiro. Berrei. Chorei. Bati. Queria quebrar algo, mas me segurei. Já chorou berrando? É como se teu coração vomitasse. E parte desse vômito fosse parte da dor que você carrega pesadamente em seu coração. Meus olhos doeram de chorar. E cá estou eu, chorando de novo. Desejando sair daqui. Desejando qualquer outra coisa menos isso. Poxa, eu só quero ser feliz. Eu só quero paz. Só quero isso tudo pare. Não to pedindo muito. 


Meu coração continua pesado. Não me aliviou por completo e creio que nunca se aliviará porque eu quero ficar longe dele . Eu não quero fazer como todo mundo faz com ele, pra ele fazer o que quiser. Repito pra minha mente que quem manda sou eu, e continuo repetindo. Ela não pode me controlar. Eu que controlo ela. Ela não pode me destruir. Não por conta dos outros. Não por conta de tudo que me falaram. Não por conta de tudo que passei. Então, eu apenas respiro fundo, finjo e continuo. Porque é isso que é a vida e o mundo.


Você continua mesmo com o mundo acabando. Você continua mesmo no fundo do poço. Você continua mesmo não tendo tantos motivos pra isso. Você continua mesmo que não queira. Você só vai. E se pergunta no final: Estou vivendo ou só sobrevivendo? E quer saber, tem medo da resposta porque já sabe qual é.



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