Eu assisti: Jogos Mortais/Jigsaw

Filme: Jogos Mortais: Jigsaw
Título Original: Jigsaw
Lançamento: 30 de Novembro de 2017
Duração:1 hora e 32 minutos
Gênero: Terror, Suspense
Distribuidora: Paris Filmes
Nota: 2,5 de 5
Em exibição nos cinemas

Se você me perguntasse há algum tempo atrás sobre esse filme eu te diria "nem me pergunte não consigo assistir" mas depois de algum tempo, acredito eu que algo tenha dado errado dentro de mim e eu consegui assistir todos os filmes dessa franquia sem me torcer de nojo, ou de agonia e nem passar por aquela sensação de terror ou medo que as pessoas vivenciam nos filmes do gênero.  A franquia que supostamente foi finalizada em 2010 com 7 filmes depois de 7 anos (coincidência?) volta a anunciar um novo filme e a se contradizer já que o último filme lançado foi anunciado em alto e bom tom que seria o capítulo final. Todo mundo sabe que uma franquia por mais que seja bem sucedida nos primeiros filme tem que ser cuidada com muita precaução já que a tendência é que os filmes posteriores não sejam tão bons ou deem o mesmo resultado que os primeiros. É isso bem perceptível na franquia Jogos Mortais que foi decaindo de qualidade e apesar de manter um ritmo até que aceitável em algum momento se tornou cansável. Quando o primeiro filme saiu, a ideia de uma história assim pra um filme de terror foi genial. Logo depois vieram mais 6 filmes que tinham a mesma fórmula com a missão de continuar entretendo, trazendo vítimas mutiladas em um jogo doentio e um cara que quer filosofar sobre a valorização da vida por trás disso porque tem câncer. O roteiro de Jogos Mortais tem vários furos, mas também tem pontos altíssimos. 

O motivo do Jigsaw por trás dos jogos deveria ter sido bem mais explorado, aprofundado e se tornado muito mais sombrio. Dessa forma seria mais plausível algumas ações presentes nesse filme e no restante da franquia. Não tem o que falar muito desse enredo e desse novo filme. Se você viu pelo menos um filme da franquia sabe do que se trata: pessoas aleatórias que são sequestradas e jogadas em jogos violentos em que tem que tentar sobreviver ou valorizar a vida como é o lema do Jigsaw. Aqui é a mesma coisa, só que com uma abordagem nova ( ou nem tão nova) já que Jigsaw está morto desde o terceiro filme e a fórmula que tentam aplicar aqui já tinha sido usada no quarto filme em diante. Mas vamos fingir que não vimos nada disso ainda. Quando um novo jogo começa com as mesmas características dos assassinatos de Jigsaw o famoso serial killer, a polícia se vê em um beco de saída já que John Kremer, o famoso assassino está morto há anos. As vítimas continuam aparecendo e o jogo continua e o que nos perguntamos é " O que seria agora?" " Um imitador que quer homenagear Jigsaw?" " Alguma maluquice dos roteiristas e produtores vai desmentir a morte de Jigsaw e dizer que ele ressuscitou por milagre já que vimos seu corpo sendo autopsiado no filme 3?" Eu realmente não sabia. Só sei que o que se esperava desse novo filme era algo novo, algo perturbador, um jogo já conhecido mas com elementos frescos e motivações convincentes. E bem, não foi bem isso que aconteceu. O que vemos na tela é mais do mesmo. Mesmos elementos, mesmos artifícios, mesma condução de ritmo, algumas mudanças pequenas na direção e nenhuma novidade. Confesso que fiquei frustrada. Esperava algo bizarro, novo, profundo e consegui apenas mais um filme do mesmo que nem deveria ter sido lançado. Afinal, porque exatamente agora lançar mais um filme dessa franquia? O que temos aqui é algo fraco e forçado que não remete a nenhuma sensação bacana muito menos causa terror. O filme se prende no arco de " quem está fazendo isso" " jigsaw está mesmo morto" como nos filmes anteriores e isso não é o suficiente. Parece que há algo o forçando pra ser assustador e os elementos antigos que eram suficientes pra causar um arrepio nos filmes anteriores nesse aqui já não surtem efeitos. Senti a mesma coisa que senti com o Chamado 3. 

Tentar ressuscitar algo usando de algo já batido, já conhecido em vez de inovar com elementos que poderia ser muito melhor utilizados em todas as categorias. Poderíamos ter alguém com motivações mais fortes, ou até ter um filme entendendo melhor a mente de Jigsaw, sua vida, suas ideias e suas complexidades. Como ele chegou até ali? Algumas  razões dele são mostradas nos filmes, mas o que há realmente por trás desses jogos? Algo macabro e memorável poderia ter sido construído com elementos bacanas, mas optaram por escolher mais do mesmo sem inovações, com uma história e um roteiro que já aconteceu com mudanças sutis e acharam que o público ia aceitar porque a franquia já é bem aceita. Uma oportunidade perdida de ressuscitar a franquia pra algo novo mantendo a ideia inicial que foi pro espaço. Espero não ter mais filmes ai com mais do mesmo porque sinceramente já deu. Uma pena. Jigsaw é um assassino e um personagem interessante mal explorado em uma franquia que começou bem e terminou em declínio.











Resenha de Livro: Doce Prisão de Jas Silva

Livro: Doce Prisão
Autora: Jas Silva
Ano: 2017
Páginas: 390
Editora: Astral Cultural
Nota: 3,5 de 5
Trilogia Os Montenegros II

Doce Prisão é o segundo livro da trilogia Os Montenegros que conta a história de três irmãos. No primeiro "Ilusão" ( que já tem resenha por aqui) conhecemos a história de Mariana e tivemos alguns vislumbres da história de Marcos e Rachel porém neste livro conhecemos mais a fundo o que se passa entre esses dois e as consequências desse relacionamento. Rachel conseguiu fugir e ficar um pouco livre de Marcos e um relacionamento que ela já não queria mais, mas o que parecia ser fácil agora vai ficar ainda mais complicado com seu pai no hospital, pouco dinheiro pro tratamento e um sentimento por Marcos que ela tenta ignorar. Quando Marcos a encontra mesmo ela não querendo ser encontrada, Rachel acaba tendo que voltar para a vida dele enquanto Marcos não admite o sentimento que tem por Rachel para manter seu ego e orgulho. Agora, os dois precisam acertar suas diferenças para que continuem se relacionando e enfrentar alguns obstáculos.

Quando terminei Ilusão fiquei muito ansiosa para a leitura do segundo livro, simplesmente porque amei a história da Mariana e a escrita da autora foi completamente envolvente. Eu simplesmente não conseguia parar de ler, então as expectativas pra esse livro foram extremamente altas. A história de Rachel e Marcos não me envolveu tanto quanto a do primeiro livro. Apesar de eu ter gostado da história no geral e do livro senti que faltava alguma coisa no meio da história desse casal. Simplesmente, porque fiquei com raiva do Marcos boa parte do tempo. Que cara chato e MUITO MUITO MANDÃO. Achar que se compra uma mulher bancando ela e exigindo que ela só sirva as suas vontade é muito irritante. Por um lado, eu não conseguia entender porque Rachel aceitava isso e por outro lado eu a compreendia. Quando se tem sentimentos fortes por alguém é extremamente difícil desistir de vez de um relacionamento por mais que ele seja estranho, cheio de problemas ou abusivos como é exatamente esse caso. Você pode pensar " ah, mas nenhuma mulher quer ser tratada desse jeito" e isso é muito verdade, porém quando se leva em consideração os sentimentos de uma pessoa pela outra as coisas mudam totalmente de figura. E nesse caso, apesar de eu achar que Rachel tomaria outras decisões eu a entendia na maior parte dos momentos. Apreciei a evolução do Marcos, o reconhecimentos dos seus sentimentos pela Rachel e sua mudança de postura. 

A autora tocou em tópicos interessantes, porém boa parte do livro se tornou morna já que alguns aspectos que poderiam ser mais explorados não foram tocados. Isso não deixou mesmo assim a história se decair. A escrita da autora é realmente muito boa, os personagens são cativantes e a história tem pontos altos que te fazem se envolver. Muitas pessoas podem ficar bravas com algumas situações do livro, ou até com alguns personagens, mas no geral Doce Prisão é uma ótima leitura que passa por cenas quentes de uma forma bem gostosa de ler, toca no romance e principalmente sabe levar o leitor pelas páginas facilmente. É uma leitura obrigatória se você leu o primeiro. Há algumas aparições de Mariana e Guilherme assim como capítulos na visão de Isadora (irmã de Marcos) que terá sua história contada no próximo livro. O livro é alternado na visão de Marcos e Rachel e surpreende com a explicação mais profunda da autora para os dois e como eles enxergam a mesma situação. Recomendo bastante. A edição está linda e a editora arrasou como sempre. Um livro super bacana pra se ter na estante
Após um relacionamento conturbado com Marcos, Rachel finalmente consegue se livrar dele. No entanto, com todo seu poder e orgulho, o patriarca dos Montenegro não vai deixar sua ratinha escapar tão facilmente. Enquanto tentam resolver suas diferenças, Rachel se vê novamente envolvida por ele, e Marcos começa a sentir muito mais do que apenas desejo. Mal sabem os dois que o destino havia guardado algo que mudaria suas vidas e, principalmente, seus sentimentos.

Todas as sensações

Por favor, coloque seus braços em torno de mim. Desde que eles envolveram meu corpo pela primeira vez eu senti meu coração aquecido e protegido. A sensação que tomou conta de mim foi confortante demais para que eu fique sem ela agora. Surgindo assim do nada, você chegou devagar. Me compreendendo mais do que eu mesma em muitos momentos, me fazendo sentir a mulher que eu sempre quis libertar. Deixando a vergonha de lado e apenas sentindo tudo que possa ser sentido. Posso deixar você me chamar de sua, e você me diz enquanto me puxa pra perto de ti que não me divide com mais ninguém e eu nem quero. Sabe que estou despedaçada, e que meu coração ainda não se recuperou de sua última investida. Mesmo assim, cuida de mim como se eu fosse uma menininha precisando de proteção. Sabe quando me deixar ser menina e me deixar ser mulher. Sabe me estimular e sabe me fazer abrir todas as coisas que levei um tempo pra dizer pra outras pessoas. Me faz quebrar todas as regras e pensar apenas no que estamos sentindo no momento. Essa é uma das coisas que eu queria há algum tempo. 
Quando seus lábios encostam no meu, eu esqueço de tudo ao meu redor, minha mente transborda e meu coração aperta dentro do peito e por mais que as coisas estejam ruins tudo parece certo naquele momento. Não quero nomear nada, nem o que estou sentindo nem o que temos porque tudo está indo tão bem desse jeito. Me diz que sou única e diga um punhado de coisas bobas e ridículas que as garotas gostam de ouvir. Pode parecer ridículo, mas ouvir isso pelo menos alguma vezes garante que eu fique tranquila. Só de ouvir sua voz, um arrepio percorre meu corpo. Eu fecho os olhos e começo a imaginar as coisas e os momentos que passamos e passaremos juntos. Tenho uma nova cura pro meu coração desesperado e você faz bem a ele. Quando as luzes se apagam, vejo estrelas ao redor e penso no que podemos construir juntos. Penso no modo como me faz sentir e em todas as sensações juntas. É a paixão chegando devagar? Talvez mais pra frente eu possa dizer, mas agora só quero que se permita sentir tudo isso e eu corresponderei tudo com meu coração. As emoções não são tão difíceis de serem compreendidas se você pensar por mim, e talvez o amor seja uma palavra que nunca aprendi apenas pensei que sabia o significado. 

Tenho as cenas dos próximos momentos juntos em minha cabeça e espero que tudo seja magnífico. Nunca se sabe como as coisas terminam mas eu sei bem o que quero sentir e como você permite ser alguém que sempre tive medo de trazer a tona e agora estou amando ser. Vou te pedir mais uma vez para me abraçar, deitar no meu colo e me deixar fazer cafuné no seu cabelo. Vou te pedir pra pegar na minha mão, olhar nos meus olhos e me dizer que sou incrível porque de tanto me decepcionar preciso ouvir isso mais vezes do que necessário.  Deixarei você no comado porque quero muito mais quanto estou do seu lado. O modo que meu coração se aquietou contigo não pode ser esquecido. Apenas me faça esquecer e continuar tendo as mesmas sensações. Quero esquecer de tudo e acreditar em você, de verdade.




Resenha de Livro: Por um toque de Ouro

Livro: Por um Toque de Ouro
Série: Trindade Leprechaun
Autora: Carolina Munhoz
Ano: 2015
Editora: Rocco
Páginas: 272
Nota: 5 de 5

Que livro gostoso de ler. Eu me apaixonei pela escrita da Carolina Munhoz. É assim que eu começo a resenha desse livro. Nunca tinha lido nada da Carol e fiquei encantada. Há tempos desejo ler O reino das vozes que não se calam e em questão de livros de fantasia nunca tive muito hábito de ler esse gênero. Li esse livro tão fácil que me encantei pela facilidade e o envolvimento que a Carol coloca na sua escrita com uma história bacana do gênero que não entendia nem um pouco. Mas vamos falar antes do enredo né? Emily O Connell é herdeira jovem de uma das marcas de acessórios de alta costura mais famosa do mundo. Além de ser cosniderada uma das socialites mais famosas, uma das jovens mais bonitas e a melhor alunda no curso de Dramaturgia que faz na Irlanda. Todas as garotas querem ser ela e todos os caras querem um pedaço dela.  Com uma incrível e inacreditável sorte que parece estar sempre a seu favor a garota usa e abusa do dinheiro sem se preocupar. No feriado de St Patricks, Emily ganha mais uma fortuna em jogo de pôquer. Afinal, isso não era novidade com a sorte do seu lado ela sempre ganhava. Mas tudo começa a mudar quando ela escapa de uma tentativa de estupro. Misteriosamente logo depois ela conhece um americano charmoso e misterioso, Aaroon Locky que consegue fascinar a garota já de primeira. A partir dai muitas descobertas são feitas e Emily descobre que sua sorte constante pode ser parte de algo bem além do que ela esperava. Mas antes disso ela passará por provações e desafios que ela nem mesmo imaginava.

Eu adorei tudo que foi colocado no livro. Por um toque de Ouro me surpreendeu em muitos sentidos. Eu não esperava muito da leitura e minhas considerações foram lá pra cima conforme a leitura ia avançando. Primeiro que eu curti a protagonista apesar de muitas vezes ela parecer mimada e achar que o mundo girava em torno de si. Achei compreensível ela ser desse jeito com tanta fortuna, riqueza e sorte rondando sua vida. Não que esteja certo. Os personagens secundários tambéms são muito bem colocados e desenvolvidos. A lenda dos Leprechaun que são os duendes vivos que possuem um toque de sorte, e um pote de ouro. Se outro leprechaun descobrir onde fica seu pote seu toque poderá ser retirado e isso é um perigo para Emily. Achei maravilhosa a construção do cenário dentro da cultura Irlandesa e os costumes típicos do país. Carolina soube ambientar a lenda dos Leprechauns com a cultura do país de uma forma desenvolta e bacana. Uma mistura de magia, mistério, romance,fantasia e muitos acontecimentos inesperados. Enquanto você está calmamente acompanhando a leitura acontece uma reviravolta e ai algo te prende ainda mais na história. Uma coisa que eu gosto muito em livros, são as escritas desprendidas e objetivas no qual o autor não cansa para chegar ao acontecimento. Os capítulo também não são muito longos, o que não cansa a leitura e não a deixa tediosa. É tudo muito desprendido e bem desenvolvido. Emily vai mudando sua imagem de menininha mimada e fútil durante os acontecimentos e se tornando uma garota especial que precisa amadurecer e lidar com seus poderes.
Se você ler esse livro se prepare para surpresas, a história pode parecer prevísivel mas tem algumas reviravoltas viu? Ah, fiquei ligadinha no Aaroon, ele é apaixonante com a Emily mas surpreende muito no final. 

Estou torcendo para que a literatura nacional se espanda ainda mais porque ela precisa. Livros como esse merecem chances maiores ainda mais em gêneros não tão populares como o da fantasia. A Carol me ganhou nessa história e me fez colocar o próximo na minha lista de desejados. Já quero saber o que acontece só pelo final. Recomendo a leitura pra você que ama fantasia, magia e uma história diferente. Aposto que vai curtir.
"Concentrou-se e sentiu uma onda de poder inundar seu peito, causando queimação. Respirou fundo e contou mentalmente até três. Aquele era o seu número sagrado. O número das folhas do trevo da sorte, o símbolo em seu anel. Um... Dois... Três. Ela gritou com intensidade." (p. 194)

"Sou apenas orgulhoso. Tenho uma filha muito talentosa que só fala o que pensa. Dizem também que ela me ama. de que mais preciso?" (p. 43)

"Era curioso reviver o incidente do banho de bebida. Como tinha saído quase sem uma gota no vestido? Aquela habilidade de escapar de situações arriscadas com tanta facilidade às vezes não lhe parecia normal." (p. 53)

"- Você já reparou que todos os seus comentários são baseados em dinheiro sexo, bebidas e festas? Quando foi a última vez que avaliou o valor de algo pela paixão, não pelo preço?"

"- Você é um Leprechaun! - declarou Aaron, sem rodeios. 
Por coincidência ou sorte, o segundo andar do ônibus esvaziara durante a conversa, e os dois, que se encaravam e tinham esquecido qualquer paisagem de Londres, eram agora os únicos passageiros."
Depois do bem-sucedido O Reino das vozes que não se calam – criado em parceria com a atriz Sophia Abrahão e desde o lançamento na lista dos mais vendidos de ficção nacional da Nielsen – a escritora Carolina Munhóz apresenta Por um toque de ouro, que abre a Trindade Leprechaun, sua primeira trilogia, inspirada nas lendas irlandesas. Ambientado na Dublin contemporânea e protagonizado por uma jovem ligada ao mundo fashion que descobre ser herdeira de uma rara linhagem de seres mágicos considerados guardiões de potes de ouro, Por um toque de ouro é um romance de fantasia urbano e contemporâneo.
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