Série: Turismo Selvagem ( queridinha)
Filme: Wallbanger ( Subindo pelas paredes ) da PassionFlix
Texto : É preciso dois
Ah Deus, desculpe. Não posso estar errada de novo. De novo, não. Eu juro que estou tentando e muito. Só que ele tá quase me fazendo desistir de tudo. Só que será que é preciso todo esse esforço pra alguém que diz te amar? Que diz querer escolher você todos os dias? Que diz que você é o amor da vida dele? Será que não é óbvio que quando o esforço vem só de uma das partes, simplesmente não funciona?
É preciso dois. Dois pra ceder. Dois pra lutar. Dois pra compreender. Dois pra conversar. Dois pra querer resolver. Dois pra continuar mesmo sendo difícil. E nesse momento, só tem um.
Já não sei mais como me comunicar. Eu falo e falo e até eu estou cansada de me ouvir. De falar o quanto você me magoa com as coisas que diz. De como você só quer as coisas do seu jeito e quando as consegue fica bem, mas quando não as consegue então já não funciona mais pra você. Me sinto um produto reutilizável. Que é só bom quando funciono do modo desejado e quando não é só descartar no lixo.
Diante desses relatos, a solução óbvia seria seguir minha vida e te deixar. Raciocinar e entender que eu fiz de você meu porto seguro pra nada. Que eu não tenho um porto seguro e nunca terei. Sempre serei eu por eu. Eu fiz de você uma salvação. Um caminho pra me tirar do que me aterroriza. Eu fiz de você mais do que você fez por mim. E eu me contentei com isso mesmo jurando nunca mais me contentar.
Não vou mentir pra mim mesma. Minha cabeça grita que eu devo te deixar. Grita que eu mereço mais e que ninguém deve me tratar assim. Mas , meu coração que sempre me atrapalhou quer tentar arrumar. Consertar. Falar de novo. Explicar de novo. Fazer você entender.
Mas eu to tão cansada disso. De me explicar. Eu não quero mais te fazer entender porque se você não entendeu até agora, não há nada que eu possa te dizer que vá fazer com que mude algo.
Eu não quero te deixar ir, mas você tá quase me fazendo ir. Só que depois que você for, eu não terei mais nada. Porque eu só tinha você. Eu só contava com você. Além de tudo você era minha constante no meio do caos da minha mente. Você era ancora nos dias conturbados. E eu morria de medo de você partir. Mas não posso aceitar qualquer coisa, e ser tratada de qualquer forma por medo.
Queria dizer que eu finalmente encontrei o amor da minha vida. Queria dizer que eu ia casar com você. Que eu ia ter uma relação tão boa que nós dois íamos evoluir como pessoa. Agora, nesse momento queria simplesmente dizer que não dá mais.
Só que não quero estar enganada. Não quero ter perdido tempo. Não quero ter sido enrolada por dias por alguém que não se importa verdadeiramente comigo. Eu queria tanto que você sentisse o que sinto. Você não sabe como dói. Como doeu todas as vezes que você me intimidou. Ou ameaçou me deixar. Ou não respeitou meu momento.
É preciso dois pra um relacionamento funcionar. É preciso dois pra querer fazer dar certo. Só o sentimento não segura. Só o desejo não segura. Só a química não segura. É preciso dois. E no momento, só resta um. Estou sozinha. Não sei se quero continuar, mas já não estou só mesmo sem fazer isso?
Filme: MaXXXine
Maxxine é o último filme da trilogia do diretor Ti West. Depois de Pearl, e a Marca da Morte ( ambos resenhados aqui no blog), e ambos estrelados pela atriz Mia Goth temos o filme que tecnicamente encerra essa trilogia de filmes de terror. Começo dizendo que Pearl é o meu favorito e o melhor de todos na minha opinião. Vamos falar do enredo? Antes disso, você meio que precisa assistir A marca da morte pra se situar, antes de assistir esse por mais que Maxxine tenha sua própria história trata-se de uma continuação então você entenderá melhor se assistir antes.
Ambientado em 1980, e salientando a onda de serial killers assassinando garotas como exemplo o Perseguidor Noturno, aqui seguimos a atriz em ascensão Maxxine Min que foi sobrevivente a um trágico massacre em uma fazendo após uma gravação de filme adulto que deu errado.
Decidida a seguir sua vida, e sair da categoria de filme adulto e se tornar famosa Maxxine está decidida a ser uma estrela. Tudo parece ir bem quando ela consegue o papel principal em uma continuação de filme de terror que fez bastante sucesso. Mas, quando ela começa a ser perseguida por alguém e assombrada com os fatos do seu passado trágico , Maxxine precisa lutar por sua vida e enfrentar de uma vez por todas seu passado a fim de ser uma estrela de sucesso.
Aqui, temos, talvez o filme mais mediano dos 3 longas. Maxxine tem alguns elementos bons, mas fica morno diante do roteiro que não sabe onde quer chegar ou que se força a ressaltar alguns fatos que não vão ser usados. Eu gosto da personagem e de como ela se coloca, querendo uma vida melhor e enfrentando os preconceitos por vir de uma linha de filmes adultos. Aqui, Maxxine que foi a única sobrevivente do massacre na fazenda de Pearl, precisa enfrentar um mau que ela não esperava.
E, ela de fato, enfrenta com toda coragem, mas o enredo não se segura. Todo o mistério de quem estaria atrás dela, ou o fato de quererem associar as mortes da garotas ao tal Perseguidor Noturno. Apesar de se sentir perseguida, Maxxine não se encolhe e quando a ameaça é finalmente revelada não há nenhuma tensão. E eu até tentei ficar empolgada, enxergar um ponto alto, mas não há.
Talvez, se tivesse algo como algum sobrevivente do massacre, ou qualquer outra coisa, mas do jeito que o roteiro foi se desenvolvendo o filme não alcança seu potencial. Não chega a ser um filme ruim, mas fica longe de ser um daqueles filmes de terror que te assustam e bem mais longe daqueles que te causam tensão. É só um filme morno mesmo. É ok, digno de sessão da tarde com alguns pontinhos bons. Nada empolgante. Com certeza, o mais morno dos 3. Se você assistiu os 2 primeiros, finalize com Maxxine mas não vá com muitas expectativas.
Texto: O corpo grita
Eu me silenciei por muito tempo. E quando se silencia por muito tempo uma hora você se esgota. E ai, tudo transborda e não de uma forma bonita. As idas ao hospital achando que você vai morrer não são nada legais. Os olhares de julgamento não são legais iguais. E os remédios? Menos ainda. Quando olho para minha cartela, ainda não acredito que estou dependente de remédios. Dependente de comprimidos pra dormir. Pra me sentir normal. Pro aperto no peito passar pelo menos naquele dia sem saber se no dia seguinte eu vou sentir algo de novo e ai tomar mais um comprimido. E o ciclo repetitivo nunca acaba. Isso nunca tem fim. Não tem cura. Não tem saída.
Então, eu choro e choro. E choro mais. E as lágrimas que escorrem são uma esperança de aliviar a dor e o vazio que eu sinto dentro de mim. É, eu não preciso de ninguém pra me destruir. Eu já faço isso sozinha. Todas as pessoas que falaram algo de mim, ou viram como é fácil me machucar já fizeram isso por mim. Já estragaram partes que eu nem sei se vou recuperar. E estou colhendo tudo que me fizeram.
Eu me deixei afetar. Eu deixei que eles fizessem isso comigo. Eu acreditei nisso e agora minha mente não me deixa acreditar em outra coisa que não seja que nada do que eu faço é bom o suficiente. E queria muito acreditar que eu pudesse reprogramar minha mente pra algo totalmente diferente.
Meu corpo grita. Pede por socorro. Berra. Sangra. Dói. Só não sei quem realmente está ouvindo e quanto tempo mais eu aguento.
Filme: X : A marca da morte
Para entender completamente esse filme, sugiro que você assista antes "Pearl" que já tem resenha aqui no blog. X, a marca da morte é meio que uma continuação indireta então assistindo o primeiro filme os entendimentos do desenrolar desse longa podem ser mais claros. Lembrando que depois de X, temos mais um filme chamado Maxxine que encerra a trilogia. X, a marca da morte meio que me decepcionou um pouco. Mas, antes vamos falar do enredo porque apesar de ser uma continuação de Pearl e ela estar ali, há outra história acontecendo.
A premissa de X: A marca da morte é ser um terror, mas acredito que ele não chega tão perto disso. Um casal de idosos meio doidos atrás de várias pessoas parece meio duvidoso não? Afinal, o grupo tem maior número e são fisicamente mais fortes. Mas, não é isso que acontece já que o casal se aproveita da vulnerabilidade que eles passam para ir matando um a um. A cena da fazenda logo quando chegam deixa claro que estão na propriedade da Pearl e do Howard, mas os nomes não são mencionados até mais ou menos o fim do longa. Aqui, podemos confirmar, que os sonhos de Pearl de não ficar presa na fazenda e tentar o sucesso falharam. Afinal, ela envelheceu ali com o marido Howard e agora, parece bastante interessada em Maxxine que assim como ela, quer ser uma atriz famosa mesmo que comece pela categoria pornográfica.
Não entendi o tanto de tempo que o longa desperdiçou mostrando o filme pornográfico ou cenas do mesmo que não acrescentaram muito pra história. Depois disso, é sumiço atrás de sumiço. Pearl se tornou uma idosa furiosa e obcecada. Howard acabou se compadecendo dela e disposto a defende-la do jeito que é. Afinal, Pearl gosta de tirar vidas. As mortes vão acontecendo de forma até que ok, não achei nada muito macabro. Já a cena da Pearl alisando a Maxxine na cama, aquilo sim foi perturbador.
A luta pela vida de Maxxine começa e ela acaba sendo a única sobrevivente com Pearl no caminho, dizendo a ela que Maxxine será igual a ela. Sem sucesso e com os desejos frustrados. Maxxine, consegue fugir e ai o filme se encerra. Confesso, que pelo título do longa, eu esperava muito mais. Uma curiosidade: a atriz Mia Goth interpretou a Pearl mais velha e a Maxxine ao mesmo tempo nesse longa. Esperava mais loucura por se tratar da Pearl, esperava mais terror e o longa me entregou coisas medianas com um ar de tensão longe do que o primeiro filme entregou. É bem mediano. E mesmo com a Jenna Ortega , o filme não melhora, aliás a personagem dela é bem dispensável. E fiquem ligados que em breve teremos resenha do último filme da trilogia: MAXXINE.




























