Antes dos meus pensamentos sobre o filme, vamos falar do longa? Anos depois, vemos como a revista de moda RUNWAY deve que se adaptar ao mercado, e consequentemente a chefona maior Miranda. Ainda com seu fiel escudeiro, Nigel ela vê as coisas declinarem quando uma notícia ruim é divulgada sobre a mesma. Afinal, as coisas não são as mesmas, Miranda não pode falar o que quer mesmo continuando do seu jeitinho, e o destino faz com Andy acabe tendo que cruzar o caminho com ela mais uma vez. Andy é contratada para ajudar a revistar a obter mais cliques, vender e ter mais visibilidade. Só que as coisas estão muito diferentes, além de Nigel, elas também acabam encontrando seu caminho com Emily que acabou parando na Dior. E assim, todos eles tem que trabalhar juntos para ajudar a revista, Miranda precisa ceder, Andy continua tentando ajudar, Nigel faz tudo que pede e Emily é Emily. Mas, pode parece que as coisas estão diferentes, porém no fundo muita coisa ainda é igual o que faz com que certas coisas tenham que ser feitas de uma maneira para salvar a revista.
Há sim várias referências no filme com relação ao primeiro, porém aqui há algumas adaptações. A Andy mesmo com amadurecimento e tendo se tornado uma jornalista premiada, ela sofre com a queda de oportunidades dentro da sua área. E eu curti muito como esse tema foi abordado sabe? A andy não é mais a estagiária, porém ainda tem a essência dela, e a essência dela é ainda acreditar que a Miranda é um ser humano, e apesar de novamente ser mau tratada ela mostrar que tem competência e novamente salvar a revista e ela porque acredita no ser humano que há ali dentro.
Se, no primeiro filme a Andy desiste porque não quer se tornar como a Miranda, aqui vemos que ela preza muito a chefe mesmo sabendo do que passou e das peculiaridades da mesma, afinal ela aprendeu muito. E fico feliz que ela tenha mantido isso nela. Se antes, a Miranda parecia alguém impossível que colocava o trabalho acima de todos, aqui já vemos uma certa vulnerabilidade e medo do que pode ser dela. É muito bacana ver isso, tivemos um vislumbre bem rápido disso no primeiro filme, mas aqui já é mostrado com mais frequência. A personagem continua sendo ela, com ressalvas e muitas vezes sem medo de falar o que pensa mesmo sendo reeprendida.
Do outro lado temos Nigel o fiel escudeiro, anos na revista e a Miranda já o subestimou inúmeras vezes e mesmo assim ele continua ao seu lado. Gostei muito de como a Andy, conseguiu fazer com que a Miranda enxergasse e aceitasse pela primeira vez que o Nigel tinha competência para assumir certas funções que poderiam ter sido dadas a ele há anos. Ela parece surpresa ao não enxergar o que era óbvio. Quando ele finalmente tem um momento importante eu fico feliz e principalmente em saber que a Andy era fundamental nessa reestruturação. Aliás, senti falta de mencionarem o que foi feito do namorado da Andy nem que fosse brevemente, ou do Christian Thompson sabe?
Falando da Emily, ela continua do jeito dela. E sinceramente, eu nunca entendi porque a Andy quis ser amiga dela. A personagem claramente era grossa, antipática, nunca torceu ou quis verdadeiramente ajudar a Andy, riu dela e continuou a culpando mesmo entregando muito menos que ela, quando a Andy recebeu a promoção o que eu achei injusto, porque só porque ela esperou algo e não aconteceu não quer dizer que a Andy tinha passado por cima dela. Enfim, esse complexo de superioridade continua vívido nela agora que ela meio que comanda a renomada marca Dior e maior anunciante da revista.
Aqui vemos, que a Emily sempre quis vingança contra a Miranda por se sentir ressentida da própria ter tirado ela da revista e empurrado pra Dior. Quando a Miranda diz as coisas na cara dela, ela quer ver a mesma fora, então tenta do seu jeitinho ser a dona da mesma. Mas, as coisas tem uma reviravolta, e a Andy continua sendo uma personagem excelente que não abre mão de seus principios, entende certas coisas, mas também se lembra que aquela chefe maldosa acreditou nela e em seu potencial.
Eu curti o filme, a estética e tudo que foi referenciado e ah: temos presença sim da LADY GAGA . Vi uma entrevista que ela foi convidada pela Meryl Streep e ela é uma cantora que a Miranda supostamente odiava, mas agora canta em um desfile da revista para agregar no evento. Apesar de pequena a participação combinou muito com a cantora. Senti que aqui a vida romântica da Andy ficou de lado, ela já não sabe mais confiar e fica com receosa com a relação trabalho e pessoal. Ela tem um suposto par novo, mas que não me cativou muito.
Diabo Veste Prada 2 é uma boa continuação, se você leu a sequência do livro vai lembrar de alguns elementos, ele não é a mesma coisas do primeiro, mas mantém e até aprimora algumas questões abordadas no filme anterior. Você pode sentir falta daquela loucura, mas a essência do filme e dos personagens continua ali e não se perde. O final com as 2, tendo que aceitar que vão trabalhar juntas e com mais respeito é muito bacana. Vale a pena.





0 comentários.:
Postar um comentário