A tal vida perfeita

Não sei porque mas sempre tive esse complexo interno de ser perfeita. De fazer tudo certo. De ser boa nas coisas que faço. Já sentiu aquela sensação de não alcançar sua expectativa em algo e achar que não é boa o suficiente? Ou que as pessoas que te criticaram tinham razão? Pois é, essa sensação é bem comum em muitos momentos. Se tem uma coisa que eu aprendi durante todo esse tempo é que nunca vou conseguir atender todas as expectativas de alguém. Nunca vou conseguir fazer tudo que querem porque algo dentro de mim não permitirá isso e se permitir será por pouco tempo. Nenhum ser humano é perfeito. Ninguém tem uma vida sem altos e baixos por mais feliz que queira parecer. 



É como se um monstrinho dentro de você te fizesse pensar todas essas coisas. E cada vez que você tem medo ele se alimenta e cresce mais um pouquinho. Se você deixar esse monstrinho livre acredite ele pode fazer grandes estragos. Ele traz mais medo, insegurança, tristeza e o pior de tudo nos faz crer que não podemos conseguir o que queremos ou realizar nossos sonhos. Eu sei bem do que estou falando porque convivi com esse monstrinho muito tempo e apesar de ele estar menor hoje sei que ele fica a postos para tentar me pegar nas horas mais frágeis. Não sou a pessoa mais forte do mundo. Eu choro muito( por quase tudo na verdade), me magoo com facilidade, tenho muitos medos mas aprendi a levantar a cabeça e parar de me perguntar porque alguém não gosta de mim. Ou não fala comigo. Ou porque está me criticando. Percebi que não importa muito o motivo, pois no final isso não te acrescenta em nada. Eu segui as regras por muito tempo. Eu fui o que queriam por muito tempo e ainda não posso ser completamente eu. Calma, não estou falando de rebeldia e sim de fazer o que você quer fazer. De seguir seus instintos, de cair e levantar quantas vezes for preciso. De derrubar lágrimas várias e várias vezes. Prevenir pode ajudar a não doer tanto, mas evitar faz com que doa mais do que deveria. E dói pra caramba. 

Não evite, deixe acontecer. Por mais que seja difícil de entender no momento certas coisas precisam ser sentidas. Eu posso derrubar mais lágrimas do que devo, posso me entristecer por pouca coisa e posso ter o coração mais mole do mundo. Posso ser sempre a primeira ceder, a que corre atrás, a que se importa mais. E por mais que eu derrame lágrimas no travesseiro a noite e pense mil vezes que eu sou idiota essa é quem eu sou. O monstrinho sempre vai estar aqui, cabe a mim deixar ele vir a tona ou não. Cabe a mim tomar o controle das coisas, decidir quem me machuca.  Não sou feliz todo o tempo e tenho tanta coisa que quero realizar.  Como eu ouvi uma vez, não se pode evitar se machucar nesse mundo, mas pode-se escolher quem é que vai causar as feridas. Não adianta se importar com o que não merece importancia. É um exercício cansativo que só traz desanimo. Pode crer no que eu digo.

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