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Filme: Pedido Irlandes


Filme: Pedido Irlandes
Título Original: Irish Wish
Duração: 1 hora e 33 minutos
Gênero: Comédia, Romance
Lançamento: Março de 2024
Nota: 2 de 5
Onde assistir? Netflix


Mais um filme da Lindsay e dessa vez não é natalino!  Se você assina Netflix deve ter visto a carinha da Lindsay em muitos filmes ultimamente, e dessa vez temos uma comédia romântica beem clichê. Eu nem sei se espera muito de Pedido Irlandes, mas é um daqueles filmes cliches que tem um roteiro até meio bobinho mas fofo.

Neste filme,  Maddie é apaixonada pelo namorado de sua melhor amiga que também trabalha com ela e a usa para faze-lo parecer talentoso. Convencida de que ele é o amor de sua vida, ela fica em choque quando descobre que ele pediu aa amiga em casamento. Como convidada, Maddie se vê na Irlanda para o casamento dos dois arrasada e pensando em como seria se fosse ela no lugar da amiga. Até que uma entidade folclórica da cultura irlandesa aparece, e resolve realizar seu desejo. E Maddie, quando acorda percebe que ela é noiva dele e não sua amiga. Só que conforme os fatos vão se desenrolando, ela percebe que não é bem como imaginava e que ele pode não ser quem ela idealizava e que as vezes por mais que você queira algo, não acontece porque simplesmente não é pra você.

Pedido Irlandes tinha tudo para ser um filme fofinho de comédia romântica e ele até tenta mas não chega lá. O filme não tem nada que te faça acha-lo muito bom. É só ok. Não tem nada de destaque. O longa tenta se prender em alguns ganchos para arrancar algumas risadas, mas não funciona. A ideia de ser apaixonada por um cara que nitidamente não tá nem ai pra você, e ainda te usa pra se vender é meio bleh. 

Digo novamente, eu amo os filmes antigos da Lindsay, mas ela não consegue entregar atuação em filmes de comédia como antes. Tudo fica meio morno aqui e apesar de a nostalgia bater e ter o carinho de ela ter feito parte de muitos filmes legais, a atuação dela é bem mediana.

E o longa tenta explorar mais isso dela, e acredito que isso talvez seja o que eles querem alcançar, mas ela não consegue. Não há química nenhuma com os 2 atores que ela contracena. Não há cenas fofas nem engraçadinhas. Não é um filme ruim. É só mais um filme ok que tenta mas não dá. E não dá pra passar pano só porque tem a Lindsay no elenco.

Ultimamente, temos visto ela em muitos filmes natalinos romanticos com a mesma pegada de comédia. Inclusive, eu fiz uma crítica parecida de o " nosso segredinho" com ela no elenco que ficou bem parecida com esse. 

Espero que ela realmente se encontre novamente na atuação, mas definitivamente não é forçando ela na comédia . Ela precisa desenvolver o talento dela de atuação e explorar mais um pouco.

O longa tem boa intenção e até uma história ok que poderia funcionar se tivessem ganchos diferentes, ou outros personagens mas aqui não funciona muito. Dá pra passar o tempo e entreter sem esperar muito.








Série: Feliz Natal e tal


Serie: Feliz Natal e Tal
Título Original: Merry Happy Whatever
Lançamento: Novembro de 2019
Temporadas: 1
Status: Cancelada
Nota: 2,8 de 5
Onde assistir? Netflix



Temos Ashley Tisdale e Bridget Mendler no mesmo elenco em uma série natalina? Temos na Netflix e você nem ao menos sabia to certa? Eu confesso que fiquei surpresa a Bridget desde que soube que ela abandonou os holofotes que a Disney deu de cantora e atriz. Mas, voltando ao assunto, Feliz Natal e tal tinha uma proposta de ser uma sitcom de comédia mais voltada para o clima natalino e conflitos em família no estio friends, mas não funcionou tão bem quanto a ideia original.

Vamos ao enredo? Emmy Quinn chega de viagem com o namorado na casa do pai para passar as festividades de fim de ano, então seu pai  Don Quinn tenta balancear e equilibrar a família com as relações, confusões, e relacionamentos durante os eventos de fim de ano causando situações constrangedoras e reveladoras.

Esse era pra ser um tipo de sitcom, daquelas no estilo Friends sabe? Mas, infelizmente , não engrenou. Elenco tinha, afinal tinhamos ASHLEY TISDALE E BRIDGET MENDLER no elenco, porém nem sempre elenco segura nenhuma se o roteiro não for mimamente bom e tiver uma boa química entre os personagens. Aqui, as coisas são muito desconexas. Apesar de focar no lado do humor, a série não consegue se segurar nisso. Ela até tenta com os momentos mais sérios e uns momentos meio forçados de humor pelo pai, já que o foco é o paizão engraçadão que tem que lidar com uma família cheia de problemas e o novo namorado da filha. 

São 8 episódios até que rápidos, porém que apesar  de não serem péssimos passam despercebidos por favor. Essa é uma daquelas séries sem sal nem açúcar, que você pode colocar na tv e deixar ali tocando, e é isso. Eu não consegui rir em nenhuma cena, e isso é triste porque normalmente eu amo os trabalho da Ashley. 

Feliz Natal e Tal tentou, mas falhou. Uma sitcom baseado em espírito natalino só funcionaria no mesmo período mesmo forçando a trama em cima da família.  É muito difícil manejar uma sitcom tão nichada em um evento de fim de ano para que ela vá pra frente e se mantenha. E esse é exatamente o caso que estou citando.

Dá pra assistir, é legalzinha, mas é aquilo assista se não tiver mais nada passando ou só pra desocupar a mente. Não exige muito de você, talvez você solte uma risada, mas comigo não aconteceu, infelizmente.










Filme: Identidades em Jogo



Filme: Identidade em Jogo
Título Original:  Its Whats Inside
Lançamento: Outubro de 2024
Duração: 1 hora e 43 minutos
Gênero: Ficção, Terror
Nota: 2,5 de 5
Onde assistir? Netflix


Sabe aqueles filmes que você não pode piscar senão você já não entende mais nada do que está acontecendo? Esse é o caso de "Identidade em jogo". Se você não prestar totalmente atenção vai perder algo e ai se perder completamente. Mas, antes de explicar o que isso significa vamos falar do enredo?

Um grupo de amigos se reune para celebrar o noivado de Reuben em uma mansão. Os planos eram uma festa tranquila e divertida, mas quando  Forbes um colega distante aparece sem ser convidado as coisas mudam já que ele propõe um jogo com uma maleta misteriosa contendo um aparelho que supostamente realiza uma troca de corpos. As pessoas resolvem aceitar e o que parece divertido no início se torna confuso e perigoso. Cyrus, Shelby, Dennis, Nikki, Brook, Maya, Forbes e Reuben  acabam fazendo descobertas em outros corpos, sem saber quem está no de quem ou quem está falando a verdade. E nessa troca de corpos, tudo pode acontecer. Traições, vinganças, relações destruídas e até assassinato. A grande questão é como eles vão lidar com isso?






Quando terminei esse filme eu não sabia o que pensar porque eu não sabia mais o que tinha acontecido. Não sabia quem ficou no corpo de quem. Quem ficou com quem e quem na verdade morreu. Na verdade, o longa te coloca um belo e grande ponto de interrogação na testa. A louca do longa é bem confusa, até porque pra administrar personagens que estão trocando de corpos com vários atores e atrizes é muito difícil. Identidades em jogo até tem alguns segredos revelados e algumas reviravoltas, mas o final? Eu realmente não esperava. É aquilo, se você não prestar atenção nos personagens e em quem esta onde você vai achar o filme no mínimo chato, porque ele exige muito da sua atenção e se prolonga com tantas trocas. Quando o tal aparelho para de funcionar então, as coisas se complicam ainda mais . Eu achei bem confuso. Achei a  condução do filme bem complexa, com uma ideia de início bem interessante mas meio mau conduzida.

O filme se perde nas trocas, nos personagens que estão em outros corpos e no ponto principal da tal vingança de certo personagem. Eu até gosto de filmes complexos, mas esse daqui achei muito prolongado. Não precisava disso tudo pra chegar naquele final o que me causou uma sensação estranha. Como que um grupo aceita participar de um jogo de troca de corpos? Meio sem noção, mas as pessoas são meio sem noção em vários aspectos então não posso reclamar muito. Identidades em jogo é um filme ok, porém tenta ser aquele longa complexo que vai te fazer refletir e pensar mas acaba é dando preguiça.



Monstros: A história de ED GEIN




Série: Monstros: A história de Ed Gein
Temporadas: 3
Lançamento: Outubro de 2025
Gênero: Terror, Suspense
Episódios : 8
Nota: 3,5 de 5
Produção: Netflix

 Desde que a nova temporada de Monstros estreou na Netflix, ela tem dividido opiniões. Alguns gostaram, outros nem tanto. Não assisti a série dos Irmãos que lançou antes dessa, porque não me chamou atenção, mas eu já sabia algo do ED GEIN tem um tempo. Eu vou tentar aqui passar a concepção que eu tive pra vocês, do que realmente a série quis passar. Ed Gein talvez não tenha sido tão conhecido e explorado como Ted Bundy ou Dahmer, mas ele certamente inspirou alguns assassinos em série. Lembrando, que apesar de ter cometido crimes hediondos e horrendos, Ed não fazia o perfil de um assassino que matava em série. Na verdade , a maior parte do material encontrado em sua casa eram de pessoas recém falecidas, ele praticava necrofilia e fazia roupas, objetos e outras coisas com as peles delas. Enfim, se vocês quiserem saber mais detalhes é só dar um google que agora tem várias matérias sobre ele rolando.


Houve muitas discussões sobre a série, alguns alegaram que a série se perdia pois não foca somente nos crimes do Ed, como em Dahmer, mas também na influência dele para inspiração de personagens que acabaram se tornando clássicos de terror posteriormente e também assassinos reais. Eu conhecia pouco do Ed Gein, mas particularmente o achei mais complexo. Ed, era totalmente castrado pela mãe, que era uma mulher extremamente controladora, devota e excedia os limites de moralidade e respeito.




Aqui, a série alterna principalmente nos primeiros episódios fazendo um paralelo primeiramente com Psicose, já que o personagem Norman Bates foi baseado no Ed. Aqui, mostra que o diretor de Psicose, se aproveitou da história pra criar um personagem alterando alguns fatos. Psicose foi um sucesso, e a produtora do filme queria mais pois as pessoas começaram a simplesmente gostar do gênero slasher/ fatos reais. Sendo assim, uma questão se instalou o problema são os filmes produzidos em cima desses fatos ou as pessoas que consomem esses filmes? É uma ótima questão de reflexão. 


Assisti uma entrevista do Charlie, que interpreta o Ed, e é incrível como ele incorpora o personagem. Ele mesmo questiona essas coisas, e de como o produtor quis deixar esse paralelo para mostrar a influência de certas atrocidades na sociedade  e na indústria. Posteriormente, vemos relance de o massacre da serra eletrica e silencio dos inocentes * ambos personagens desses filmes também inspirados em Ed. E é por isso que a série foca tanto em paralelo com isso. Algumas pessoas acharam chato essa repetição de menção, mas aqui vemos que a história do Ed deu entrada pra um gênero de terror muito conhecido hoje em dia, e que as pessoas queriam mais disso.


De fato, muita coisa na série é ficção, assim como as outras temporadas nem tudo aqui é real. Algumas coisas, são colocados pra efeito de roteiro ou desenvolvimento, mas as atrocidades do Ed estão definitivamente presentes. Algumas cenas são dificeis de ver, principalmente aquelas ligas a necrofilia. É impressionante ver como uma mente funciona depois que ultrapassa certas barreiras. O Ed aqui não tinha noção dos seus crimes o que não o inocenta de nada.





Muitos podem entender isso como um tipo de redenção, querendo dizer que os produtores queriam justificar suas ações, mas eu penso diferente. Todos os seriais killers tem camadas profundas, e se formos a fundo alguns são mais perturbadores que outros. Compreender a mente deles vai muito além disso. Ele é culpado sim por suas ações, não é inocente, mas o contexto deve ser considerado. 


Ed queria ficar próximo da mãe, já que tinha uma relação tóxica e extremamente inadequada com ela. E depois de sua morte, ele simplesmente não soube lidar com aquilo. Já existia algo ali, que a mãe dele reprimiu e ignorou. E depois, simplesmente foi extrapolado pelo Ed. O caso dele se diferencia, porque ele claramente tinha problemas mentais diferentemente de outros assassinos. Não era só psicopatia, era também a esquizofrenia em que ele ouvia a mãe e imaginava coisas não sabendo diferenciar do que era real.


Em alguns casos, como o do Kemper - que aparece no final da série- algumas similiaridades aparecem já que o Kemper matava por conta dos maus tratos da mãe, e isso tudo girava em torno disso. Temos também similiaridade com Dahmer, que tirava carne das vítimas e ficava com alguns cadáveres. 


A série pode parecer lenta no começo, mas ela vale a pena. O paralelo dos filmes inspirados nele te faz refletir, o que se fez do gênero como esse? O diretor de Psicose estava errado em criar isso? Depois que você continua, a série acaba se desenvolvendo um pouco mais, e Ed acaba sendo internado em um hospital psiquiatrico onde permanece até sua morte.


Temos referências a Mindhunter no episódio final, e isso me deixou empolgada já que os dois agentes entrevistam Gein como na série, e também aparecem outros atores e assassinos como Jerry Brudos ( dos sapatos) aliás o mesmo ator interpreta ele aqui, temos também Kemper, Richard Speck ( que assassinou várias enfermeiras em uma noite e neste episódio é retratado de uma forma diferente do que em Mindhunter o que me surpreendeu), temos também é claro Ted Bundy mencionado e todos eles com uma certa fascinação e declínio com relação ao Ed, o reverenciando e o usando como inspiração. Algumas coisas aqui, foram ficticias, já que o Ed nunca ajudou a capturar o Bundy e as outras coisas provavelmente foram colocadas para firmar a ideia de influência sobre outros do mesmo jeito dele. 


Ed, por fim, pra mim parecia que só queria entender quem ele era. E morreu sem conseguir isso. Ele devia sim pagar por seus crimes, e novamente ele não deve ser absolvido de nada, mas é muito reflexivo ver como as coisas acontecem dentro da perspectiva de uma pessoa como ele , e de como algumas coisas em sua vida ultrapassam o limite da realidade e fantasia. 


Certamente as pessoas queriam uma série mais pesada com crimes mais brutais, e com foco totalmente nos crimes como em Dahmer, mas aqui temos uma reflexão digna de como ele foi fundamental em vários elementos. Inclusive, no final, uma enfermeira disse que era pro Ed escrever um livro e contar sua história verdadeira. E ele diz que já contaram a história dele tantas vezes, de formas diferentes e com coisas sem saber que ele nem precisava e nem queria. 


Mais um ponto pra se pensar, somos nós que incentivamos indiretamente isso, consumindo esses conteúdos ou são as pessoas que usam desse conteúdo? Esse conteúdo nos diz algo sobre nós? O Ed teve sua história distorcida e inspirada pra entretenimento e até onde se vai em nome disso? Fica a reflexão.


Pra mim, Ed Gein foi uma boa temporada com atuações ótimas do Ed e sua mãe, e com paralelos muito distintos que se não forem totalmente compreendidos vão parecer tediosos, mas de geral é uma daquelas séries muito legais pra quem gosta do gênero e em saber que ele acabou sendo o pontapé pra vários horrores depois disso. Pra quem não lembra ele foi citado em Dahmer. Assistam, e vão até o final. Vale a pena refletir e entrar na perspectiva dele mesmo que nem tudo ali seja real. 





Filme: A Babá ( A rainha da morte)


Filme: A Babá A Rainha da Morte
Título Original: Babysitter The Killer Queen
Gênero: Terror, Comédia
Duração: 1 hora e 40 minutos
Lançamento: Outubro de 2022
Nota: 3 de 5
Onde assistir? Netflix
 

A babá * a rainha da morte segue a sequência do primeiro filme ( a babá de 2017) depois que Cole escapa do ritual satânico planejado por sua babá Bee que resultou em sua morte no fim. Nos dias atuais, Cole sofre as consequências daquela noite já que ninguém acredita em sua palavra, pois não foram encontrados os corpos de ninguém que morreu naquela noite. Cole, tenta então seguir sua vida e tem somente sua amiga Melanie como testemunha daquela noite. Quando Melanie o convida para ir até uma cabana longe, Cole desconfia de que algo está errado e Melanie se mostra não ser quem ele pensa que é. Para seu desespero, Melanie também faz parte do ritual e agora quer terminar o que Bee começou. Com os participantes originais de volta da morte, e até a presença de Bee , Cole se vê preso novamente em uma noite infernal tentando escapar com vida e contando com a ajuda de uma nova personagem Phoebe.

Como tinha mencionado no primeiro filme, A babá 2 segue a mesma linha de gênero e tenta reviver os atos do primeiro filme o que me incomodou bastante. O fato de Melanie fazer parte do culto não me surpreendeu tanto, mas confesso que esperava algo diferente apesar do final não ter ido na direção esperada. Esperei que fosse inovar neste longa com novos personagens, mas trouxeram mais do mesmo inclusive com os mesmos protagonistas do primeiro, sem muita explicação de como eles voltaram da morte sabe? Cole, dessa vez, não é tão inocente e eles parecem bem menos assustadores neste longa. As piadas se mantém no mesmo nível e até iguais em alguns parametros quando se fala de alguns personagens o que realmente me incomodou pois em alguns momentos senti como se estivesse assistindo ao primeiro filme. 




Depois de assistir esse filme, fica meio claro para mim que a babá não precisava necessariamente de uma continuação. Muitas coisas não fazem muito sentido aqui, e a reviravolta do final em que Bee de repente fica boazinha e sacrifica sua alma em prol dos dois, já que Bee também foi babá de Phoebe. É um daqueles filmes de terror slasher que voce pode colocar na sessão da tarde e ficar de boas assistindo. Sem esperar muitas emoções e muitas coisas. Temos Bella Thorne e mais alguns rostinhos conhecidos de volta nessa produção.




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