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Filme: Ted Bundy A Confissão Final


Filme: Ted Bundy A Confissão Final
Título Original: No Man of God
Lançamento: Agosto de 2021
    Gênero: Crime Real, Suspense
Duração: 1 hora e 40  
Nota: 5 de 5
Baseado em fatos reais no relacionamento do agente Bill e do seriak killer Ted Bundy executado na cadeira elétrica em 1983.

Já se fizeram vários filmes , documentários e vídeos sobre Ted Bundy de várias perspectivas diferentes. O que mais me agradou recém lançado foi o filme em que Zac Efron dá vida ao serial killer na história pelo ponto de vista de Liz ( ex namorada real do ted), inclusive já tem resenha aqui no blog junto com 2 documentários do Ted Bundy um da Netflix e outro da Prime Video. Se você curte seriais killers e histórias reais, conhece o Ted Bundy, sabe o que ele fez e como ele é famoso nos EUA pelos seus crimes. Ai você se pergunta: Mais um filme do Ted? Pra que? Enfim, como mencionei há varias vertentes que podem ser exploradas dentro da história do Ted. A sinopse deste longa é bem simples. Há algum tempo atrás, o agente Bill Hagmaier foi designado para entrevistar Ted no corredor da morte, afim de obter informações para ajudar em outros casos de assassinatos sobre seriais killers. Pra quem não sabe, o seriado Midhunter é baseado nesse programa que o FBI criou de entrevistar assassinos em série, e o personagem Holden é inspirado no Bill. Na mesma pegada de Mindhunter, Ted Bundy a confissão final se foca no relacionamento conturbado construído entre o agente e o Ted. É muito complexo assistir esse longa. É simples assim. Uma série de entrevistas, sobre pensamentos, ideias e outras coisas sem a intenção de que o Ted fale sobre os próprios assassinatos.

 A atmosfera me prendeu por ser direta, por pegar o mesmo clima de Mindhunter focando na mentalidade do Ted, no jeito de falar, de descrever os fatos e suas reações obviamente. É interessante também como ele começa a confiar em Bill e vai desenvolvendo a sua relação com ele. O que mais me deixou extasiada e ter dado nota máxima com certeza foram as atuações. Elijah está excelente no papel de agente novato e inocente com relação a esses casos. De outro lado, temos a brilhante atuação do Luke Kirby. Que atuação! Eu fiquei arrepiada. Quem viu as entrevistas antigas do Ted real, e reparou nos trejeitos dele e expressões vai se surpreender com a capacidade de atuação do Luke. O cara absorveu tudo que podia do Ted. O jeito de olhar, os sorrisos, os trejeitos, o jeito de mexer com as mãos e é claro temos a semelhança física gritante que eu vou deixar aqui pra voces compararem. Eu fiquei de boca aberta. Real. Eu daria ao menos, uma indicação ao luke por essa atuação. Ele mergulhou no papel literalmente, e eu fico pensando como deve ter sido difícil absorver tudo isso de um personagem real que viveu e foi morto.

A premissa do longa é simples. Sem rodeios e bem direta. Temos aqui um vislumbre dos anos no corredor da morte de Ted depois que já foi condenado a morte. Aqui, visivelmente fica explícito que Ted ainda tinha esperanças de escapar de ser executado. Com as confissões, e até oferecendo ajuda a Bill. A relação dos dois é muito interessante. Bill quer se aproximar sem tentar fazer que ele confesse, quer estabelecer uma conexão e uma confiança porque ele sabe que só conseguirá trabalhar com Ted dessa maneira. E ele leva isso de uma forma muito boa. Definitivamente aqui, são as atuações que te prendem. Se os atores não fossem tão bons, o filme não seria tão bom. E sim, ele é o melhor dos filmes até agora abordados sobre o Ted. Eu particularmente gostei do Zac como Ted, mas sempre achei o Zac bonito demais pro papel. O Ted nunca foi tão bonito assim, ele era bem charmoso e o Luke casou isso tudo de uma forma até assustadora. Em entrevista, Luke disse que estava cético de aceitar o papel e só aceitou depois de insistência da diretora que garantiu que o filme não tinha intenção de glamourizar o assassino. Ele disse que assistiu documentários, entrevistas, estudou o Ted para que pudesse entregar a melhor performance e entregou, apesar de também alegar que ele se sentiu mal ao interpretar um cara assim. E absorver tudo isso de casos reais para interpretar o personagem deve ter sido difícil. O filme também  contou com a ajuda do agente aposentado Bill que ajudou em ligações telefônicas no enredo do longa.

Ted Bundy a confissão final é um filme excelente, no ritmo certo, focado, direto e com atuações brilhantes que te prendem do começo ao fim. Pode ser mais um filme do Ted Bundy, mas é o melhor de todos. Confesso, fiquei com uma vontade de ver o Luke interpretando o Ted novamente, só que dessa vez em Mindhunter. Ah, como eu queria. Seria perfeito. Se voce curte true crime, ASSISTA!





A complicada relação que se formou entre o analista do FBI Bill Hagmaier e o serial killer Bundy durante os últimos anos de Bundy no corredor da morte.



Filme: Maligno


Filme: Maligno
Título Original: Malignant
Lançamento: Setembro de 2021
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 1 hora e 51 minutos
Distribuidora: Warner Bros
Nota: 3 de 5
Onde assistir: HBO Max, Vizer TV

Assisti esse filme sem muita pretensão porque como já havia comentado ultimamente os filmes de terror não tem me conquistado. Depois acabei descobrindo que o mesmo era dirigido pelo James Wan que ficou bastante conhecido por seu trabalho em filmes de terror/suspense como Invocação do Mal, Jogos Mortais e outros. Mas, antes de falar do filme em si, vamos falar do enredo como é comum por aqui. Madison vive um casamento conturbado onde sofre agressões físicas e verbais de seu marido. Quando ele falece misteriosamente, ela começa a nota coisas estranhas acontecendo. Isso piora quando os pesadelos tomam conta de suas noites de uma forma bem vívida de pessoas sendo assassinadas. Logo, ela percebe que esses assassinatos são ligados a pessoas reais que estão sendo mortas. Disposta a ajudar, Madison vai a polícia para contar sua teoria, e acaba ficando mais envolvida do que queria quando começa a descobrir coisas de seu passado, lembranças reprimidas e a presença de uma pessoa chamada Gabriel. Agora, Madison precisa lidar com as consequências das descobertas de sua infância e enfrentar Gabriel diretamente.

Esse filme me intrigou. Ele não apela para os clichês assustadores de outros filmes de terror, que aposta nos sustos para te fazer pular do lugar. Maligno entregando as coisas aos poucos, te deixando imaginar várias coisas conforme o mesmo é desenrolado. Dá pra imaginar várias coisas assistindo esse filme, mas os pontos altos do longa são devido a atuação da atriz principal que nos passa de uma forma muito convincente as aflições da personagem querendo descobrir a ligação com aqueles sonhos, os segredos do passado e as mortes. Conforme o filme foi entregando os fatos, fiquei um pouco chocada. Realmente, não esperava o desfecho que o filme foi entrando, e apesar de ter todos os motivos para entrar em uma onda clichê, o mesmo se desviou disso nos entregando algo totalmente novo, em que o nível de terror não ficou defasado e preso somente a tentativas de jumps scares ou assassinatos brutos. Tem toda uma atmosfera envolvida onde se junta as peças e nos traz um personagem misterioso e bizarro ligado a personagem principal que entrega um final bem diferente do que imaginavamos. Maligno é um filme de terror diferente, que muitas pessoas podem não curtir ou entender por se tratar de um longa com novos elementos redirecionados para um tipo de terror mais sólido e trabalhado. Espere surpresas.






Em Maligno, Madison (Annabelle Wallis) passa a ter sonhos aterrorizantes de pessoas sendo brutalmente assassinadas. Ela acaba descobrindo que, na verdade, são visões dos crimes enquanto acontecem. Aos poucos, ela percebe que esses assassinatos estão conectados a uma entidade do seu passado chamada Gabriel. Para impedir a criatura, Madison precisará investigar de onde ela surgiu e enfrentar seus traumas de infância;




Filme: Rogai por Nós


Filme: Rogai por Nós
Título Original:  The Unholy
Gênero: Terror
Duração: 1 hora e 40 minutos
Lançamento: Maio de 2021
Onde assistir? Vizer TV
Nota: 2 de 5

Sabe filme que a gente assiste nem esperando muito? Esse foi o caso de Rogai por Nós. Aliás, um dos maiores motivos pra ter assistido esse filme foi o Jeaffrey Dean Morgan no papel principal.  Como disse em outra postagem, já não sei mais o que esperar de muitos filmes de terror, ao que me parece a categoria não consegue se renovar nos roteiros e produções fazendo mais do mesmo e meio que decepcionando no resultado final. Mas antes de falar minhas considerações, vamos dar uma resumida na sinopse? Alice é uma jovem deficiente que presencia um suposto fenomeno milagroso e depois disso volta a ter seus sentidos de volta e a curar doentes. A notícia acaba se espalhando, trazendo até sua pequena cidade um jornalista que está por um fio de carreira, decidido a investigar o acontecimento e o suposto milagre. Quanto mais avança em sua investigação mais ele desconfia de que os chamados milagres não sejam obras do céu.

Senti que estava assistindo a um caso de Supernatural. Sei que muitas pessoas conhecem o Jeffrey por The Walking Dead, mas eu conheço ele por conta de Supernatural e enquanto assistia Rogai por Nós, a sensação é de que eu estava assistindo um dos casos dos irmãos Winchesters com a participação do pai. Apesar de ele ser um ótimo ator, e o filme ter pontos  interessantes que poderiam ter sido explorados de uma forma bacana, o mesmo acaba batendo nos pontos clichês e já conhecidos de outros filmes do gênero fazendo com o que o mesmo se torne mais previsível do que se espera. O longa não surpreende, não causa medo, tensão ou te deixo apreensivo. É mais do mesmo, mais de algo que com certeza você já viu em algum lugar. É aquele típico filme que você vai assistir até o final se perguntando se deve assistir e quando chegar no desfecho pensar " sério que é só isso?". Rogai por nós não cumpre seu papel no gênero terror e passa em branco em meio aos lançamentos de filmes do seu nicho com enredo muito mal explorado e pouca credibilidade. Vai por mim, não precisa nem se preocupar com os sustos. Pouco tem e pouco se esforça pra botar medo. Uma pena.







Rogai por Nós conta a história de Alice, uma jovem com deficiência auditiva que, após uma suposta visita da Virgem Maria, é inexplicavelmente capaz de ouvir, falar e curar os enfermos. À medida que a notícia se espalha e pessoas de perto e de longe se reúnem para testemunhar seus milagres, um jornalista decadente (Jeffrey Dean Morgan), que espera reviver sua carreira, visita a pequena cidade da Nova Inglaterra para investigar o fenômeno. Quando eventos terríveis começam a acontecer por toda parte, ele começa a questionar se esses fenômenos são obras da Virgem Maria ou algo muito mais sinistro.




Filme: A Pequena Sereia ( Live action )

 

Finalmente vamos falar do tão comentado e aguardado live action da animação de uma das princesas mais amadas da Disney. Pra você, que sei lá por um acaso não se liga na Disney e não sabe do que se trata vou te explicar. Há algum tempo, a Disney vem adaptando animações de sucesso em forma de live action, e a animação da vez foi da princesa Ariel original de 1989.


Quando o live action foi anunciado e consequentemente o elenco, muito se foi falado e discutido por conta de um fator: a atriz principal ser fisicamente diferente do original. Mas , além disso a imposição das pessoas foi por conta da cor de pele da atriz que, não preciso falar, não teria que nem ser discutida. Eu não vou entrar na questão da escolha da atriz aqui porque pra mim não me incomodei com o fato de ela ter características físicas diferentes, e ela de fato cumpre talentosamente o papel da Ariel tanto na inocência quanto na dedicação que a personagem precisa. Tirando as críticas que obviamente tem teor racista, creio que o que muitas pessoas queriam ver desse live action é  algo extremamente fiel . Se pegarmos todas as animações ( estou falando dos desenhos, não estou falando das histórias originais dos personagens nem de suas origens) todas que assisti foram seguidas as riscas com relação a características físicas do desenho, então por parte gerou-se uma frustração por conta disso. Muitas pessoas só queriam que fosse igual ao desenho. Mas, como eu disse isso não me incomodou já que a Halle cumpre lindamente seu papel. O que se deve pensar aqui pra Disney é em criar mais princesas e histórias com protagonistas negros talvez seja mais inspirador e espalhe mais diversidade e não somente inseri-los em histórias já criadas. Isso sim, seria incrível.


Agora, vamos falar do filme em si. Eu fui assistir o live action com muita expectativa já que já tinham saído vários cortes, pudemos ver parte da música " part of your world" e como Halle canta perfeitamente. Eu esperava que esse longa entrasse pra minha lista de live actions queridinhos e infelizmente isso não aconteceu. No geral, a Pequena Sereia é um filme bacana, mas não alcança a qualidade de outros live actions como Aladdin e Cinderela. Como mencionei acima, Halle cumpre o que o personagem pede. Ela transmite a energia, inocencia e doçura da Ariel lindamente além de emocionar com seu talento cantando, mas ela sozinha não consegue fazer com que o longa no geral seja considerado bom.


Uma das primeiras coisas que me incomodou muito é como muitas cenas são escuras. Que agonia! Eu, principalmente nos primeiros momentos não conseguia entender o que estava acontecendo. E parece que  longa inteiro é um pouco mais escuro mesmo nas cenas que não são na água. Isso muda em alguns momentos, principalmente quando a música do Sebastião é cantada porém ainda incomoda bastante. A música do Eric? Bom, pra mim não fez diferença. Creio que a mesma tenha sido adicionada para dar embasamento aos sentimentos do mesmo e isso é uma coisa que foi mais explorada no longa já que na animação as coisas acontecem muito rápido e ai a gente se pergunta " nossa tudo isso por um cara que ela conheceu em pouco tempo?", mas isso é até que desenvolvido dentro do longa mostrando que a Ariel quer muito mais do que ficar com o Eric e que quer mesmo pertencer ao mundo humano. 


Eu infelizmente não senti tanta química dos atores principais como casal. Eu tentei e tentei mas não senti. Pra mim, o fato de eles se apaixonarem não ficou muito convicente. Pareceu muito trivial sabe? E o longa tentou explorar isso mais do que no desenho com as conversas entre eles e o fato do Eric e Ariel terem ideias parecidas sobre seus povos e suas culturas. No máximo, eu consegui achar fofo mas não senti química. A Halle é fofissima, eu assisti entrevistas dela e ela realmente é uma princesa assim como a personagem, mas eu não vi a química que esperava. E isso pode ter sido um insight particular.


Outro ponto que me incomodou foi a rápida aparição das irmãs da Ariel. Eu queria muito ver cada uma , particularmente, mas o vislumbre delas nas cenas é muito rápido. Vi uma foto mostrando todas elas e só consegui observa-las melhor por isso e achei lindissimo a diversidade que a Disney deu com a escolha das atrizes. Uma pena, porque  queria que tivessem dado uns momentos a mais pra elas. Quanto ao Tritão? Eu li em uma crítica que ele parecia apático a maior parte do tempo e eu realmente reparei isso. Parece que ele não tinha nenhuma expressão, nem mesmo quando estava bravo. Só que voltando ao desenho ele também não era tão expressivo na animação então não me incomodou tanto.



Vamos falar do Linguado, Sebastião e Sabidão? Bom, pra mim, aqui aconteceu a mesma coisa que aconteceu com Rei Leão. Quando se traz personagens animados pra um live action tem que se conderar que se perderá muito do mesmo porque não é a mesma coisa. Creio que por conta disso mesmo, os ratinhos da cinderela foram adaptados pro live action de outra forma e as canções foram tiradas o que de forma, supreendente, não tirou a magia do longa que compensa na magia e delicadeza. Uma das coisas que mais se comentou é o fato dos animais não expressarem as emoções o que se perde da magia do desenho pro live action, mas isso é complicado porque os animais em si não são tão expressivos quanto os humanos e isso fica claro nesses lives actions. 


 A canção Fundo do Mar perde um pouco da sua alegria, e um pouco da sua expressividade com um personagem tão bacana quanto Sebastião, mas nesse quesito não tinha muito a ser feito e creio que a Disney fez o que podia. A expressividade do Sebastião é nula e o fato de o Sabidão ser engraçado ou do Linguado ser fofo se perde já que são animais reais. Quanto a canção " Part of Your World" ela é cantada brilhantemente pela Halle e um dos motivos pra escolha dela para Ariel foi sua voz. Talentosissima ela entrega tudo nesta canção e te emociona sim com a forma que performa a mesma. E vamos falar da Úrsula? Sim, eu amei a Melissa no papel. Ela entrega o que a personagem pede exatamente, mas a gente fica se perguntando certamente um pouco mais sobre a história da mesma. A canção dela é executada de forma bacana e suas expressões muito bem desenvolvidas. Eu realmente curti.


Em um contexto de enredo, a Pequena Sereia tem altos e  baixos com relação a varios aspectos mas com relação ao mesmo creio que ela seja bastante fiel a animação. Considerando todos os pontos citados não foi um live action que me fez amar a ida ao cinema. Apesar da Halle ser incrível no papel , isso não é o suficiente para que o longo seja considerado tão bem executado. No máximo me fez ter uma sensação boa com alguns picos de emoção momentâneos, mas de fato não se compara com outras adaptações. E você pode amar o longa pela nostalgia que o mesmo traz , mas se o analisar criticamente perceberá que ele perde pra outros em alguns quesitos. Vi que algumas pessoas disseram que é o melhor live action. E respeito isso, mas o melhor? Não, não mesmo. Ele fica ali no top 10, talvez no top 5 mas há adaptações bem melhores executadas que passam na frente dele facilmente. Foi uma boa experiência, mas não tão boa quanto eu almejava. 


Filme : A Maldição da Chorona


Filme: A Maldição da Chorona
Título Original: The Curse of La Llorona
Gênero: Suspense, Terror.
Duração: 1 hora e 34 minutos
Lançamento: Abril de 2019
Distribuidora: Warner Bros
Nota: 2de 5

Eu fiquei bem curiosa desde que o trailer desse filme foi liberado, acreditei que o longa me assustaria e apresentaria algo bacana, mas não foi bem isso que aconteceu. Logo depois, o mesmo estreou nos cinemas, mas pra ser sincera não li e nem vi muitos comentários sobre o longa o que me fez percebe que talvez o mesmo não fosse tão empolgante. Mas como vocês já sabem eu não me baseio em opiniões alheias e sempre procuro tirar minhas próprias conclusões. Assisti e apesar de não ter sido como eu esperava eu descobrir coisas bem interessantes. Antes de falar de tudo, vamos falar do enredo que é o mais importante pra você entender o que se passa no filme. Uma assistente social e seus dois filhos tentam seguir a vida depois uma perda significativa. A mesma acompanha um caso em que uma mãe parece ter maltratado os filhos e logo depois descobre que os mesmos foram mortos. Quando ela vai mais fundo no caso, descobre que esse caso tem semelhanças com uma maldição antiga de uma fantasma chamado de A Chorona. Segundo a lenda,  a mulher realmente existiu porém pegou o marido com outra e por insanidade temporária afogou os filhos no rio. Logo depois percebeu o que fez, debulhou-se em lágrimas e se afogou no mesmo rio. Agora, vai atrás de crianças querendo toma-las pra si para substituir sua perda.Agora a família da assistente social é assombrada pela Chorona, e ela precisa de ajuda para tentar impedir esse espírito do mal que quer levar seus filhos de qualquer jeito.

A Maldição da Chorona tinha elementos muito interessantes para serem explorados, já que o longa é baseado em uma lenda real do México.  Se tivessem focado em desenvolver a lenda sem querer dar sustos fáceis no espectador, mas sim manter o suspense e a tensão que nesse caso são muito eficazes o filme teria sido bem melhor do que foi apresentado. Aqui, a história parece super fraca, a assombração parece ter uma motivação fraca e mal explicada focada em dar sustos atrás de sustos. O roteiro quer tentar manter o terror, mas pra mim não houve terror aqui. Não houve tensão nem muito menos agonia que são os elementos essenciais pra filmes assim. Não dá pra colocar uma assombração com uma cara deformada vestida de noiva dando sustos e deixar o filme todo só contar com isso. 

Fora os clichês de outros filmes do mesmo gênero, em que a família vai atrás de um padre que tenta livra-los da assombração e tal. Eu fiquei entediada. Não me assustei em nenhum momento. Assistindo o filme descobri que o mesmo tem uma co-relação com o universo da franquia "Invocação do Mal", sendo que em uma das cenas o padre comenta com a personagem sobre uma boneca que ele encontrou capaz de fazer coisas terríveis e ai surge um flashback do mesmo com Annabelle( essa cena foi de um dos filmes da franquia). Pra ser algo relacionado a franquia, achei o longa muito fraco em que o roteiro corria demais pra tentar te dar alguma tensão mais falhava miseravelmente. A atuação também não foi lá essas coisas, já que tanto as crianças quanto a personagem principal e o padre exorcista deixaram muito a desejar. E isso talvez nem seja culpa dos atores, e sim do roteiro em que os personagens foram fracos. As caras de sustos e medos dos mesmos não convence e até parecem fingidas. Isso realmente atrapalha muito o longa, que fica ainda menos convincente do que deveria.

A Maldição da Chorona tinha elementos bons para se tornar um filme atrativo e bem assustador mas foi focado em sustos facéis e clichês já muito explorados. Nos entrega algo muito fraco e digno somente de uma diversão em dias de tédio. Não te assusta e não te tira o sono. A câmera escondida do Silvio Santos inspirada no filme vai te assustar mais. Pode ter certeza.  Se você se assusta com sustos fáceis você vai curtir, agora se você quer algo mais aterrorizante e elaborado isso vai te decepcionar. Uma pena mesmo.





 Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona. A lenda conta que, em vida, La Llorona afogou seus filhos e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.






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