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FILME: TOY STORY 5

 


Filme: Toy Story 5
Lançamento: Junho de 2026
Duração: 1 hora e 42 minutos
Gênero: Animação
Onde assistir? Em exibição nos cinemas
Distribuidora: Disney/ Pixar
Nota : 3 de 5

Eu queria muito dizer que fiquei mais empolgada com esse filme do que com os outros, e apesar de amar Toy Story e crer que sim, eles trouxeram uma pauta muito interessante sobre o deixar de brincar para colocar as crianças em frente a uma tela é muito importante, ainda sim esse filme fica morno, porém tem pontos mais positivos que o 4. Antes, vamos pra uma breve sinopse.


No quinto filme da franquia, os brinquedos agora precisam lidar com outra ameaça: a tecnologia. Ela parece estar em todos os lugares e tomando conta das crianças que parecem largar mais cedo a sensação de brincar para ficar em telas, Jessie, Buzz e outros brinquedos precisam ajudar Bonnie a fazer amigas enquanto Jessie relembra coisas de seu passado relacionado a sua antiga dona. Woody aparece pra ajudar e agora eles precisam mostrar que os brinquedos ainda sim, tem muito mais propósito que uma tela.






Eu ,confesso, eu já não tinha curtido muito Toy Story 4, ele podia ter sido muito melhor que foi e acho muito chato. Podia ter parado no 3, mas a Disney não quis e aqui estamos no 5, assim como outras franquias que também vão se estender como Shrek , Frozen e etc. Aqui, Woody continua salvando brinquedos abandonados com Betty,  e Jessie que parece ter tomado o posto de líder do quarto no lugar dele. Os outros brinquedos começam a se sentir ameaçados quando os pais da Bonnie dão a ela um aparelho eletrônico com intuito de ajuda-la a fazer amigas, porém a Bonnie é diferente. Ela acaba triste porque não combina com aquelas crianças e acaba deixando seus brinquedos de lado. A vilã da vez é Lilypad que diz que pode fazer tudo e ajudar a Bonnie. 


Eu não sei se me incomodei com o fato da Jessie ter tomado partido, pra mim deveria ter sido o Buzz já que ele chegou primeiro e depois no 2 veio ela. Mas, o Buzz já teve muito protagonismo nos filmes anteriores, então aqui quem fica a frente é ela. O que fazia Toy Story ser ainda mais especial pra mim é o Woody, ele NUNCA desistia do Andy. Enquanto a Jessie e os outros sempre interpretavam as coisas de outro modo. Apesar de ter seus traumas com sua antiga dona, ela compreende nesse filme que as coisas não foram bem assim como ela pensa. 


Senti que o roteiro quis que a Jessie parecesse muito o Woody tentando até no mesmo jeito ajudar a Bonnie indo na festa das amigas, como o Woody se enfiou na mochila da Bonnie e deus os elementos pra Bonnie fazer o garfinho e não se sentir sozinha. Talvez esse tenha sido o ensinamento que ele deixou. E apesar de funcionar até certo ponto, a participação de Buzz , outros brinquedos e até do Woody ficou apagada. 


No meio de um roteiro que queria passar uma mensagem clara: alienação da tecnologia em crianças, vicio em telas e a dificuldade de fazer amizades isso até se desenvolve e a ideia da Lilypad ser a vilã faz com que isso seja até interessante porém isso se perde um pouco em certos momentos. Aqui, me pareceu tudo um pouco sem emoção  e conexão. Apesar da mensagem esperta de tecnologia, além da " não seguir a onda de todos e tudo bem ser diferente" ser excelente porque a Bonnie é exatamente isso. Uma menina diferente de todos.


Eu assisti o filme ainda sem entender de onde veio aquela patrulha enorme de bonecos do Buzz, qual era o intuito deles,  e qual foi seu propósito. A essência de aventuras, se perder, voltar pra casa, aparecer ainda está ali, porém faltou um pouco da magia, graça e diversão. Tudo ficou um pouco morno demais sabe?  A mensagem como um todo do filme é bonita, e sabemos que o Woody e o Buzz já deram sua contribuição, mas parece que eles estão ali por estar sabe? O foco é totalmente na Jessie que apesar de eu gostar e de  retocar em ideias de traumas antigos não sei se conseguiu cumprir sua jornada sabe? 

Queria ter gostado mais de Toy Story. Por mim, poderia ter parado no 3 com aquele final lindo e emocionante de união e eles terem cumprido o papel com a criança adulta e aceitando que podem ser felizes com outra, mas estenderam isso até esse longa e trazer essa premissa é boa, mas alguns pontos pra mim ficaram rasos e sem muito sentido ou magia e até conexão. Eu sentia mais determinação e paixão no Woody. O que fazia ele lutar mais do que tudo pelo Andy. Aqui, a Jessie tenta, e até consegue em alguns momentos, mas em outros o roteiro não deixa porque a mensagem precisa ser explorada e além disso senti que eles queriam repetir algumas cenas e momentos dos outros filme com ela em cena.


Então pra mim Toy Story 5 passa uma mensagem importante para os pais sobre tecnologia, sobre a importância de brincar e de excesso de telas sobre a criança, e também sobre seguir popularizações. Porém falha como animação em alguns pontos que é criar conexão emocional mais forte com seu público e também algumas coisas foras de contexto. É uma boa diversão, porém não sei se muito necessária, poderia ter sido explorada no 4 com um bom roteiro e finalizado ali. 


Filme: Todo Mundo em Pânico 6 ( 2026)


Filme: Todo Mundo em Pânico
Título Original: Scary Movie 6
Lançamento: Junho de 2026
Gênero: Comédia
Duração: 1 hora e 36 minutos
Distribuidora: Paramount
Nota: 2,5 de 5
Em exibição nos cinemas
 

Todo mundo em Pânico com certeza foi um marco pra mim desde sua estreia, apesar de alguns filmes da saga não serem tão bons lembro de ter dado boas risadas com eles, e meu favorito foi o 3, que eu até tinha em DVD. Quando foi anunciado um novo filme da franquia, e ainda com os personagens originais ( que voltaram depois de um tempo), todo mundo ficou empolgado em ver o quarteto, Cindy, Brenda, Shory e Ray juntinhos, com plus de mais alguns rostos conhecidos. Aqui, a premissa se baseia na mesma de Pânico ( obviamente) e Halloween ( os últimos filmes) em que Cindy tenta novamente fugir do assassino mascarado e acaba tendo sua filha envolvida nisso. Mas, é claro tudo fica na zueira e as referências não param de vir.


Eu queria dizer que ri com esse filme, mas só consegui algumas risadas, na maior parte do tempo não achei tanta graça e não culpo o filme ( talvez meu tipo de humor tenha mudado) porém ao assistir o terceiro filme da franquia, ainda consigo rir, o que me faz crer que realmente esse novo não me agradou tanto.


Eu amo as atrizes da Cindy e Brenda, e não foi explicado como a Brenda agora tem filhos se ela morreu no filme 3 mas como o filme não tem muita noção eu nem me incomodei tanto com isso e gosto muito dos irmãos em si, porém esse filme meio que se perdeu em quebras de parede. Tudo muito misturado já que eles tiveram que incluir muitos filmes de terror ou suspense que ficaram famosos nesses anos e acredito que isso tenha atrapalhado um pouco, porque eles tinham que manter o roteiro ainda atrelado um pouco ao original e ainda ambientar isso nos dias de hoje. Tem algumas coisas muito sem noção ( a viagem do personagem em desenho envolvendo coisas nada muito legais com as HUNTRIX de KPOP demon hunters me pareceu nada a ver). Essa parte eu fiquei sem entender porque colocar. Até porque a maior parte referência a filmes é de terror.


Gostei de ver as referência a esses filmes, mas como eu disse tudo parece meio encaixado as pressas na história pra dar tempo de tudo aparecer e ainda fazer sentido no roteiro original. Aqui, temos atuações ok, piadas algumas engraçadas outras nem tanto, e um roteiro com algumas falhas.

Temos referências a Corra, Sorria, Terrifier, Longless, A hora do mal, M3GAN, Wandinha,  A substância, MA, pecadores e muitos outros. Particularmente a cena do metrô ali tem muitos personagens icônicos de filmes de terror, e eu fiquei muito empolgada porém não me empolgou tanto quanto eu esperava. 



Talvez em uma outra oportunidade eu dê uma nova chance e assista novamente ao filme  e consiga rir mais um pouco, mas não foi o que aconteceu aqui. Muita coisa me entediou, e sim tem uma breve participação da personagem de Branquelas que eu amei. 

Todo mundo em Panico não empolga tanto quanto os antigos, tenta manter o humor mas falha em algumas cenas, mantém referências atuais e nostálgicas porém fica na mesmice. É uma boa pra passar o tempo, mas não vai te fazer gargalhar. É só legal. Ok. E é isso. Pra um filme besteirol com zoação não dá pra pedir muito, mas mesmo assim eu queria ter rido mais ou que as piadas fossem mais legais e menos forçadas em alguns pontos. E claro que o roteiro parasse de correr pra colocar tudo isso no filme.


Filme: Obsessão ( 2025)



Título : Obsessão
Título Original: Obsession
Duração: 1 hora e 49 minutos
Gênero: Terror, Suspense
Lançamento: Maio de 2026
Distribuição: Universal Pictures
Nota: 4,5 de 5

Um dos filmes mais falados ultimamente tem seus motivos. Obsessão me pegou de surpresa e chega a ser extremamente bizarro sendo um filme que aborda várias camadas, e como as pessoas ficam tão obcecadas por outras que não veem o que está ao seu redor. E agora que eu descobri que o filme está sendo muito bem falado e avaliado pelas pessoas que assistiram e gente não é a toa tá?

Mas, calma! Esse filme não é um daqueles de terror com sustos enormes, só no máximo deixa tensa com as cenas porque se trata de algo exagerado e obsessivo ao máximo, mas que também toca em assuntos delicados. Antes, de explorar todas essas camadas, vamos ao que interessa, sinopse pra vocês entenderem...


Bear é aquele tipo cara carente que tem uma queda não confessada pela amiga de infância Nikki e nunca tem coragem de expressar esses sentimentos. Os dois trabalham em uma loja de discos, e Bear deixa passar mais uma oportunidade de falar o que sente. Até que ele entra em uma loja e compra um objeto que ele acredita que nem vá funcionar: uma barra de salgueiro de desejo. Ao quebra-la Bear deseja uma única coisa : que Nikki a ame mais do que tudo no mundo. E logo após isso, as coisas começam a ficar estranhas. O desejo é atendido, e Nikki fica completamente obsecada por ele, chegando a ser sufocante, assustador e doentio. Bear percebe que o bastão intensifica o desejo e então ao tentar reverte-lo não consegue. Enquanto isso, as coisas ficam ainda mais complicadas quando Nikki se descontrola ao ponto de outras pessoas sofrerem.


Confesso que esse filme me lembrou MUITO um episódio de Sobrenatural, não lembro em qual temporada mas tinha um episódio em que um poço dos desejos realizava os desejos de todos, mas os desejos sempre viam desenfreados e um dos desejos principais que começou todos os outros era de um cara que queria desesperadamente ser notado pela vizinha bonita dele. Ele desejou que ela amasse ele mais do que tudo e como no filme, a garota exagerava em tudo e ficava descontrolada quando ele ficava chateado ou se assustava. No fim do episódio, ela acaba até matando um dos meninos, porque achava que eles queriam acabar com o romance ( mesma coisa do filme) e ai o rapaz acaba botando a mão na consciência e desfazendo os desejos retirando a moeda pagã.


Aqui, temos um objeto amaldiçoado que causa todo esse alvoroço e o grande questionamento sobre as redes é: Bear tentando obrigar que uma garota que nem gostava dele, gostar dele e ai quando ela gosta ele ainda questionar se é tão ruim assim gostar dele? 


O que fica claro aqui é que Bear não enxergava que a Nikki era só uma idealização de romance. Ele não gostava realmente dela, e a moça que realmente gostava dele estava ali embaixo do nariz dele. Mas, ele percebe isso tarde demais porque até essa moça acaba pagando o preço pela obsessão de Nikki.


O que mais me prendeu aqui na trama é como as pessoas idealizam tanto ficar com alguém que acham que aquilo é amor, mas nem é. É só um desejo. E depois, quando a verdade aparece as coisas passam a a ser vistas de outra forma. 


Algumas cenas são muito perturbadoras porque o comportamento de Nikki dominada pelos efeitos do pedido e sem noção do mesmo, começa a fica doentio, tóxico e assustador. Ele mesmo se desespera.

As atuações então? Excelentes! O filme não enrola, não demora pra acontecer é até muito direto, mas ele sutilmente mostra que aquilo que desejamos nem sempre é o que queremos mesmo. Me doeu ver ele fazer aquilo com a Nikki por pura idealização, fazendo a menina sofrer, ter surtos , não se lembrar do que estava acontecendo e ainda só pensar nele.





Ai, o único jeito do mesmo quebrar isso, era outra pessoa desejando o contrário, ou ele morrendo. E ai as coisas começam a ficar extremamente mais tensas e sufocantes. Não vou dar spoiler, mas o final do Bear foi merecido e eu fiquei em choque com a Nikki que quando sai do transe do desejo começa a entrar em desespero.


Obsessão é um filme que explora além de amor tóxico e sim de idealizações transformadas em amor. Pessoas que confundem sentimento com o ato de possuir a pessoa pra si. Não me assustou mas me deixou muito tensa e sinceramente muito vidrada em quase todas as cenas. Muito bom mesmo.




Filme: Uma Segunda Chance

 



Filme: Uma Segunda Chance
Título Original: Reminders of Him
Lançamento: Março de 2026
Duração: 1 hora e 55 minutos
Gênero: Drama, Romance
Nota: 3 de 5
Onde assistir? Nos cinemas atualmente
Baseado no livro de mesmo nome da autora Colleen Hoover


Se você acompanha o blog há um tempo, sabe que eu curto muito os livros da Colleen Hoover, porém não tenho todos e já li alguns dos mais famosos e fiz resenha de alguns. Ainda tem mais uma adaptação na lista, porém depois de "É assim que acaba" eu já sabia dessa adaptação. A questão é será que Colleen Hoover vai seguir a onda do Nicholas Sparks que adaptou praticamente todos seus livros para filmes? Boa parte do que senti assistindo esse filme, foi que apesar de ter o toque da Colleen poderia ser facilmente confundido com uma história do Nicholas Sparks. 

Como não tenho o livro, e não li vou me basear inteiramente na minha experiência assistindo ao longa.

Vamos primeiro a sinopse? Kenna é uma jovem que acabou de sair da prisão por um acidente cometido no passado. Agora, de volta onde tudo começou, sem nada e com dificuldades ela espera se reaproximar da filha que foi criada pelos avós, que não a querem por perto. Do outro lado temos Ledger, ex jogador da NFL, dono de um bar e até então sem conhecimento melhor amigo do pai de sua filha, Scotty. Quando se conhecem, os atritos são gerados pois ele não sabe o que de fato houve, e ela nunca o conheceu. Kenna acaba se envolvendo indiretamente cim Ledger, que tem uma ligação direta com sua filha, e com os avós. Quando os dois começam a se aproximar, lembranças de Scotty surgem, a culpa também, e Kenna se vê desafiada ao tentar ter contato com a filha e contar o que aconteceu no acidente com Scotty a medida que ela e Ledger se relacionam. 

Muito se falou em choro, drama, e cenas emocionantes, porém apesar de achar as atuações boas e o roteiro organizado eu não consegui me emocionar com o filme. Sei que o mesmo tem roteiro da própria autora do livro, porém não achei ele emocionante a ponto de me tirar lágrimas. A química entre o casal é bem ok, e os flashbacks com Scotty colocados da forma correta fazendo ligação com os acontecimentos atuais.







Eu consegui me emocionar mais com " é assim que acaba" mesmo com as críticas e polêmicas do que com esse filme.  A história é bonita , e bem escrita sobre segundas chances, preconceitos e erros, porém em vários momentos eu me esqueci que era uma história da Colleen e o estilo adaptado do roteiro me lembrou muito o do Nicholas Sparks.


Creio que devam se lembrar que ele adaptava quase todos seus livros, e esse aqui seria muito a linha dela. Kenna é presa por levar a culpa do acidente e causar a morte do Scotty . O roteiro é bem fechadinho e o relacionamento deles vai gradualmente crescendo enquanto Kenna escreve para Scotty contando tudo e relembrando seus momentos com ele e de como as coisas eram. Certamente, a vida dela ficou muito difícil, porém assistir seu recomeço mesmo com todas as dificuldades é muito bacana de se ver.

Uma Segunda chance é um romance equilibrado, com química ok, mas não é intenso. Nem no drama, nem na química, nem nos assuntos abordados, é tudo muito balanceado sabe? Talvez por isso eu não tenha me emocionado muito. Enfim , não entra nos meus favoritos , mas certamente é um filme muito bom de assistir. 





Filme: A Empregada

 


Filme: A empregada
Título: The Housemaid
Lançamento: Dezembro de 2025
Duração:  2 horas e 10 
Gênero: Drama, Suspense
Nota: 3,5 de 5
Distribuição: Paris Filmes
Em exibição nos cinemas


Antes que você me pergunte, eu não li o livro. Então, antes de começar minhas considerações já vou avisar que o que é dito aqui é baseado somente na experiência do filme como espectadora que nem sabia a história do livro. E sim, há uma diferença quando você já sabe a história e espera um tipo de adaptação.  Vamos começar pela sinopse? 

Millie é uma jovem em liberdade condicional que busca um recomeço diante de muitas dificuldades. Ela consegue uma vaga de empregada em um casa de uma família muito rica, onde também passa a morar . Embora parecesse perfeito a primeira vista, ela começa a notar comportamentos estranhos vindo de Nina, a mulher que a contratou. O marido parece estar desestabilizado, e quanto mais Millie se envolve mais parece que as coisas não se encaixam. Segredos acabam sendo descobertos, assim como traições, perigos e uma sensação de que essa família esconde muito mais do que aparenta.


Eu já tinha ouvido falar bastante do livro, e vi o trailer. Até gostei do que foi apresentado então fui com muito calma assistir esse longa. Primeiro, tenho que dizer que não tenho nada contra a Sidney Sweeney acho ela uma atriz ok, já vi vários filmes dela, e o que mais me intriga é que quase todos eles precisam mostrar parte do corpo dela, ou trazer cenas de nudez ou ressaltar o quanto ela é bonita. Sim, ela é bonita, mas essa afirmação constante é com qual objetivo? Enfim, a atuação dela é até aceitável para o que se é proposto, mas quem brilha mesmo é a Amanda. 


Que talento! Ela consegue passar exatamente as nuances da emoção da personagem deixando o público em alerta, e depois ficando com um ponto de interrogação bem no meio da testa. No começo, você não entende muito qual o objetivo final dela, e começa a suspeitar da mesma até que as coisas de repente mudam e a mesa vira. Um personagem que parecia inocente, na verdade não é tão inocente. Ela consegue passar a loucura, fragilidade, falsidade e principalmente sensos de sobrevivência diante da situação horrível que estava passando.


Quanto ao Andrew, marido da Nina, ele parece o típico marido perfeito que mesmo com os descontroles da esposa, segue a apoiando, defendendo constantemente a Millie das até então loucuras da Nina. Mas, lá pro meio do longa, você começa a perceber alguns sinais de que talvez ele não seja tão perfeito assim. Tem o típico clichê de se envolver com a empregada, mas por incrível que pareça eles conseguem transformar isso em um trunfo muito inteligente. Atuação muito boa do ator também.

 






 Quem, mais uma vez ficou apagado foi o  Michele Morone ( aquele que fez o filme 365 ) coitado. Ele se esforça, mas ainda não consegui ver nada dele em questões de atuação. Li comentários que o papel dele no livro é bem maior, e que no filme ele ficou bem reduzido e bem dispensável também. Ele aparece em pouquissimas cenas, fala algumas falas meio desconexas e que parecem ameaçadoras, e é isso. Depois, até tem uma explicação por parte da Nina com relação a ele, mas simplesmente é uma coisa que me incomodou porque parece que quiseram justificar a presença dele ali, mesmo sem muitos motivos. 


O longa consegue manter seu ritmo e desenvolver a história e personagens no tempo certo. A nina tem seu tempo, assim como a Millie e quando as coisas vão se revelando eles fazem isso de maneira gradual e não jogada, dando ao espectador uma perspectiva muito interessante. 


No final, eu curti como tudo aconteceu e o desfecho dos personagens. Soube que se trata de uma trilogia, então vamos ver futuramente se há planos para uma adaptação futura de outro filme, porque quero muito saber o que a Millie decidiu fazer de verdade que ficou  ambiguo. É um filme muito bacana, pode não ser tão misterioso, te deixa com uma pulga atrás da orelha de que algo está errado, mas consegue te surpreender mesmo assim.  


Eu recomendo bastante pra quem não leu o livro, e pra quem leu também . A maioria das críticas está bem positiva com relação ao livro, muitos dizem que o filme melhorou o livro, outros dizem que não ficou tão bom, que há poucas diferenças, mas no geral, parece que a adaptação se saiu bem. Um dos filmes que mais gostei de assistir em 2025.



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