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Série: Feliz Natal e tal


Serie: Feliz Natal e Tal
Título Original: Merry Happy Whatever
Lançamento: Novembro de 2019
Temporadas: 1
Status: Cancelada
Nota: 2,8 de 5
Onde assistir? Netflix



Temos Ashley Tisdale e Bridget Mendler no mesmo elenco em uma série natalina? Temos na Netflix e você nem ao menos sabia to certa? Eu confesso que fiquei surpresa a Bridget desde que soube que ela abandonou os holofotes que a Disney deu de cantora e atriz. Mas, voltando ao assunto, Feliz Natal e tal tinha uma proposta de ser uma sitcom de comédia mais voltada para o clima natalino e conflitos em família no estio friends, mas não funcionou tão bem quanto a ideia original.

Vamos ao enredo? Emmy Quinn chega de viagem com o namorado na casa do pai para passar as festividades de fim de ano, então seu pai  Don Quinn tenta balancear e equilibrar a família com as relações, confusões, e relacionamentos durante os eventos de fim de ano causando situações constrangedoras e reveladoras.

Esse era pra ser um tipo de sitcom, daquelas no estilo Friends sabe? Mas, infelizmente , não engrenou. Elenco tinha, afinal tinhamos ASHLEY TISDALE E BRIDGET MENDLER no elenco, porém nem sempre elenco segura nenhuma se o roteiro não for mimamente bom e tiver uma boa química entre os personagens. Aqui, as coisas são muito desconexas. Apesar de focar no lado do humor, a série não consegue se segurar nisso. Ela até tenta com os momentos mais sérios e uns momentos meio forçados de humor pelo pai, já que o foco é o paizão engraçadão que tem que lidar com uma família cheia de problemas e o novo namorado da filha. 

São 8 episódios até que rápidos, porém que apesar  de não serem péssimos passam despercebidos por favor. Essa é uma daquelas séries sem sal nem açúcar, que você pode colocar na tv e deixar ali tocando, e é isso. Eu não consegui rir em nenhuma cena, e isso é triste porque normalmente eu amo os trabalho da Ashley. 

Feliz Natal e Tal tentou, mas falhou. Uma sitcom baseado em espírito natalino só funcionaria no mesmo período mesmo forçando a trama em cima da família.  É muito difícil manejar uma sitcom tão nichada em um evento de fim de ano para que ela vá pra frente e se mantenha. E esse é exatamente o caso que estou citando.

Dá pra assistir, é legalzinha, mas é aquilo assista se não tiver mais nada passando ou só pra desocupar a mente. Não exige muito de você, talvez você solte uma risada, mas comigo não aconteceu, infelizmente.










Série: Quem Matou Sara? ( Temporadas 1, 2 e 3)


Série: Quem Matou Sara?
Lançamento: 2021/2022
Gênero: Policial, Suspense, Drama
Temporadas: 3
Nota: 3,5 de 5
Onde assistir? Netfix


Eu já tinha assistido essa série tem um tempo, mas quando comecei a assisti-la a mesma só tinha 1 temporada. Como ela acabou sendo renovada para mais 2 temporadas pensei em esperar até finalizar para vir contar minha opinião pra vocês. E cá está. Nessa postagem vamos fazer uma síntese de cada temporada com seus pontos altos e baixos, então já logo aviso que daqui em diante podem haver spoilers, então se você não assistiu ainda a série e não quer saber o que acontece sugiro que volte depois. Antes de falar de cada uma das temporadas, vamos resumir a sinopse?


Temporada 1 

A temporada 1 começa de uma forma muita bacana. Quem matou Sara definitivamente tem pontos muito bons e prende o telespectador diante do mistério do título enquanto Alex coloca sua vingança em andamento e vai desenterrando segredos. O modo de se desenrolar da série usa de artifícios bem parecidos de séries e filmes com as mesmas características sempre redirecionando o foco para um personagem que parece ter motivação para matar Sara e depois mudando esse foco. 


A série também alterna em muitos momentos com flashes da época quando Alex era jovem e eles eram amigos. Sendo assim, a série sabe soltar os elementos certos no momento certo fazendo com que o enredo funcione muito bem e se saia incrivelmente envolvente com os personagens muito concisos e vários aspectos dentre eles incluindo não somente o mistério da Sara como os demais segredos revelados. E vocês não vão acreditar no tanto de coisa que é entrelaçada nessa série só na primeira temporada.  A temporada termina prometendo revelar quem realmente matou Sara, mas a verdade vai muito além do que a gente pensa.


Temporada 2 

Na temporada 2, o ritmo não decai mas mais alguns segredos são revelados sendo assim as coisas parecem cada vez mais complicadas e loucas. Parece que Sara não era tão inocente assim e suas atitudes influenciavam e ameaçavam muitas pessoas a sua volta. Um segredo da mesma é revelado que leva a outros mistérios envolvidos com ela que fazem Alex pensar se realmente conhecia a irmã. Mais mortes vão acontecendo e a teia de mentiras e complicações vai somente aumentando. Conforme vamos descobrindo o que aconteceu desde a queda de Sara do paraquedas, percebemos que foi uma sequencia de atos que a matou já que a mesma estava grávida e não era da pessoa que todos pensavam. 


Alguns segredos como por exemplo do pai do Rodolfo chegam a ser nojentos. Pra resumir, o cara não tinha um pingo de vergonha na cara e pegava a esposa do filho,  a namorada do filho e quem mais desse na telha. Além de comandar um cassino que explorava mulheres sexualmente. É. eu falei que tinha spoiler. A segunda temporada consegue se manter bem estendendo o mistério principal da primeira sem tirar o envolvimento principal que faz com que tenhamos vontade de descobrir o que realmente houve. A segunda temporada termina com um desfecho e vamos para a terceira e última.


Temporada 3

Eu queria muito dizer que a série termina bem em todas as suas temporadas mas não é realmente isso que acontece. Aqui, realmente, a produção de enredo perde a mão. Talvez alguns aspectos pequenos se modificados poderiam tornar essa última temporada melhor, mas o que realmente me incomodou foi usarem a mesma atriz pra fazer a filha da Sara. A MESMA ATRIZ. Gente, eu juro que pensei por um momento até que ela estava viva, mas colocar a mesma atriz com uma peruca com franja e dizer que ela é filha dela não faz nenhum sentido. E foi esse detalhe que fez a terceira temporada cair muito no conceito. Por que não colocar uma atriz que lembrasse a mesma? Ou até contornar e fingir que Sara estava viva buscando vingança? Mas do modo que a filha de Sara foi inserida e criada em uma clinica psiquiatrica que usa de metodos abusivos para curar certos comportamentos que os mesmos consideram doenças é meio bizarro. Ai a coisa começou a perder a mão. 


Já não tinha mais suspense envolvido apesar da nova premissa sobre Sara não ser tão boazinha e tudo começou a se perder. Ela ser seguida, internada na clínica , ter a criança e se matar para não ser cobaia fizeram com que a qualidade da temporada decaísse. Não se alinhava com o ritmos e características apresentadas nas primeiras temporadas. A série termina com um desfecho bem fraco, uma filha que nem convence que é uma filha porque pra mim parece a Sara com uma peruca ( o que não deixa de ser verdade). Elementos fracos e mal aproveitados que dão um desfecho pra uma série que poderia ter começado e terminado bem, mas se encerra de uma forma preguiçosa e chata com elementos que não fazem muito sentido pra ninguém.


De forma geral, Quem matou sara funciona e vai te entreter por alguns dias com mortes, segredos, ameaças e uma trama no geral muito bem construída. Recomendo.




Série: Teto para Dois ( Original Paramount Plus)


Série: Teto para Dois
Título Original: The Flatshare
Lançamento: Dezembro de 2022
Temporadas: 1
Gênero: Comédia romântica, Romance
Nota: 3,5 de 5
Onde assistir? Paramount Plus
Baseado no livro de mesmo nome da autora Beth O Leary

Eu já tinha ouvido falar sobre o livro em que se baseou essa série pois o mesmo fez bastante sucesso no Brasil, e sim estou a par da indignação dos fãs do livro que em maioria disseram que a série foi extremamente modificada em relação ao livro. Como sempre falo com relação a adaptação de livros pra séries ou filmes, eu não li esse livro em questão então estou resenhando a série baseada apenas na minha impressão como espectadora sem a base do livro. Depois quem sabe eu possa mudar de opinião depois de ter lido, mas por enquanto vai ser isso. Então vamos ao resumo do enredo?

Tiffy se dá conta que precisa arranjar um lugar novo depois de terminar seu relacionamento, mas ela não tem muita grana. Do outro lado, temos Leon um enfermeiro que trabalha no turno da madrugada e precisa economizar dinheiro para lidar com alguns problemas. Firmando um acordo entre as partes, os dois percebem que podem se beneficiar em um acordo maluco. Os dois dividiriam o apartamento de Leon de uma forma bem inusitada sem se conhecerem e se comunicarem diretamente. Parece perfeito já que ambos trabalham horários diferentes e nunca se encontram devido a isso. A única forma de comunicação são os bilhetes que um deixa para o outro no apartamento. Tudo parece bem até que ambos acabam se envolvendo demais na vida um do outro e os bilhetes passam a ser mais do que uma forma de comunicação mas sim de relacionamento.

Essa série é mais um exemplo daquelas que me pegou bem de surpresa. Eu não esperava curtir tanto quanto deveria. A série é muito bem desenvolvida e novamente eu falo aqui do roteiro sem me basear no que foi escrito no livro. A forma dos dois se comunicarem apenas por bilhetes e não se encontrarem em nenhum momento deixa os episódios ainda mais divertidos. A relação vai crescendo gradualmente enquanto os dois acreditam que é apenas um acordo. A série tem um pouco de tudo. Romance. Comédia. Drama.  E sabemos que a mesma desagradou muita gente, mas pra mim foram episódios que me deixaram com uma sensação muito boa me fazendo marotona-los um atrás do outro. Me peguei rindo com os dois, torcendo por eles e envolvida naqueles bilhetes sarcásticos e engraçados. 

É uma boa série pra quem não leu o livro, pra quem leu talvez te frustre em muitos aspectos mas ainda assim com seus defeitos ela é uma boa pedida. A típica comédia romântica transformada em uma série.







 

Seriado: Control Z ( Temporadas 1, 2 e 3)

 



Ser:iado Control Z
Lançamento: Maio de 2020
Temporadas: 3
Status: Finalizada
Gênero: Suspense, Drama Adolescente
Distribuidor: Netflix
Nota: 3 de 5

Control Z é uma série da Netflix que fez bastante sucesso. Baseada na premissa do gênero adolescente de suspense/drama acompanha a história de uma escola com vários personagens que são alvos de um hacker que começa a expor vários segredos dos alunos. Inicia-se então uma investigação para tentar descobrir quem é o hacker que está causando brigas e expondo segredos de todos. Sofia que é uma das personagens principais parece ter uma sensibilidade pra perceber pequenas coisas e deduzi-las baseadas em observação. A mesma, com a ajuda do aluno novo Javier começa a investigar e tentar chegar até o hacker, mas quanto mais se aproxima mais parece que está cada vez mais longe pois as pistas acabam apontando a todo momento para algum aluno, e ela já não sabe mais em quem pode confiar. Um jogo se inicia na busca pela verdade e as consequências da exposição dos segredos. Com 3 temporadas, Control Z tinha tudo pra ser uma série bacana, mas caiu no clichê conforme suas renovações. Mas, vamos falar de cada uma nesta postagem.

Temporada 1

A temporada 1 com certeza foi a mais interessante pois o arco de investigação para saber quem estava revelando os segredos e por qual motivo estimula quem está assistindo a continuar até que se descubra. Se você já assistiu outras séries parecidas como Scream, Um De nós está mentindo, Pretty little liars e outras sabe que o desenvolvimento da história é bem parecido. A trama solta pequenos detalhes que empurram voce e te levam a pensar que pode ser um personagem o culpado e fica nisso por um bom tempo mudando o foco de um personagem pro outro até que perto do final é revelado que a pessoa responsável é um personagem que voce nem prestou atenção. Isso mostra que a série conseguiu prender sua atenção jogando ela para personagens aleatórios, tirando seu foco de pensar em quem realmente poderia ser o culpado. Isso funciona muito bem em séries/filmes com essa pegada de segredos e mentiras. Temos também o arco conhecido da consequência dessa revelação de segredos que gera um montão de consequências e faz que o enredo se enriqueça de outros momentos que podem ser explorados iniciados por algo já conhecido. Resumindo: a temporada 1 é muito boa e funciona com a premissa básica de investigação, revelação de segredos, uma boa divisão com foco nos personagens com segredos revelados, a consequência desses segredos e a instigação de quem está assistindo. É uma boa temporada de investigação com personagens e temas muito bacanas.

Temporada 2 (Contém Spoilers)

Quando se renova uma série que faz um sucesso bacana, talvez o maior receio seja que a qualidade, roteiro e personagens decaiam e caiam na mesmice. E eu queria dizer que a temporada 2 de Control Z se mantém na mesma qualidade porém não é isso que acontece. Como era de se esperar, a temporada 2 vem com a mesma fórmula da primeira, MAIS uma investigação e uma nova pessoa ameaçando os alunos da escola. Dessa vez, a ameaça não é sobre segredos, mas sim um tema de VINGANÇA contra a morte de um dos alunos. Aquela velha fórmula de " vamos continuar fazendo o que estamos fazendo, porque o que está dando certo , não pode dar errado né?" E é ai que as coisas meio que desandam. Essa mesma ideia de encontrar novamente uma pessoa que quer se vingar sem motivo aparente fica meio difícil de ser comprada durante a segunda temporada. A história tenta manter sua atenção como na primeira com os mesmos elementos de buscar entre os personagens quem poderia ser o "vingador". Aqui, eles se baseiam de desenhos do personagem falecido que sofria bullying com uma temática de que o vingador misterioso estaria realizando desejos do garoto que sofria abusos na escola. É um ponto interessante de se trabalhar porém com risco de decair na mesmice. Os primeiros episódios começam bem com a ameaça real e mais agressiva do tal vingador com alguns alunos, como enterrar vivo, envenenar, botar fogo na casa da mãe do menino morto. Era uma premissa mais intensa e ousada de se aplicar, porém acaba chegando em um certo ponto sem tanto estímulo como a primeira com a ação de alguns personagens, O resultado foi que a segunda temporada não empolga tanto como a primeira. Creio que depois de um tema de investigação intenso como na primeira, de termos descoberto quem era o hacker que liberou os segredos esperamos um certo tipo de ação dos personagens e isso não ocorre. A Sofia que é um dos personagens principais sofre com problemas emocionais, auto mutilação e etc mas ainda sim com todos os elementos revelados ela insiste em ficar com um personagem duvidoso como o Raul que é claramente manipulador pra conseguir o que quer e isso é meio que deixado claro nas temporadas. O relacionamento dos dois é confuso, e não fica muito claro porque apesar de tudo ela se sente atraída por ele. Ele é muito esperto e sabe jogar com as coisas que acontecem para que fiquem a seu favor, mesmo que isso não funcione como ele quer.  Aqui, novamente a série aposta em desviar sua atenção para alguns personagens e outros arcos secundários para que a descoberta do vingador não seja tão óbvia e quando isso acontece não é nada empolgante. O vingador é revelado, mas não convence de jeito nenhum. E novamente a série é finalizada com um evento trágico lembrando PLL e outras séries para que se tenha novamente uma continuação e novamente um arco de alguém ameaçando algo. 

Temporada 3

Talvez , pra mim, esta seja a temporada mais monótona de Control Z. Se prendendo a morte de um personagem, e também novamente ao mistério de quem está por trás novamente de " eu sou todos os segredos" sem se atracar ao Luis, a temporada tentar se manter no ritmo do mistério, mas sem saber muito pra onde vai. Sofia recomeça um romance com Javier, pra logo terminar do lado de Raul de novo. Como eu disse mais acima, não entendo essa dependencia dela com relação ao Raul depois do cara ter sido completamente controlador para faze-la ficar com ele. Mas, o roteiro mal explica isso porque força um romance inesperado entre Javi e Natalia para que ele fique ocupado e assim ela possa novamente ficar com Raul. Sofia, que gosta de um bom mistério é novamente colocada como um foco principal querendo descobrir novamente quem está por trás da conta, que parece se tratar de um culto bem mais agressivo. Os arcos paralelos com os outros personagens não se mantém tão fortes e nem mesmo o foco de esconder o acidente da morte da diretora da colégio de todos e ser ameaçado por isso faz com que a temporada fique envolvente como a primeira. Além disso, temos também o suicídio da Maria que apesar de ser triste, não soube ser bem encaixado no arco. Parece que foi feito apenas pra carregar mais um drama na temporada e mesmo assim o final, é decepcionante. As intenções da manipulação de Raul ficam ainda mais claras e ainda sim, sem motivo plausível ela acaba ficando com ele. 

Resumo: Control Z é uma série boa pra quem gosta de suspense, investigação e drama jovem porém tem seus altos baixos em 3 temporadas e infelizmente, somente a primeira funcionou completamente pra mim. Poderia ter sido finalizada na segunda. É uma boa pedida para passar o tempo na Netflix e tentar descobrir quem está por trás de todo esse segredo.













            

            

            

Série: Um de nós está mentindo ( Temporada 2)


Serie: Um de nós está mentindo
Título Original: One of us is Lying
Temporada: 2
Produção: Peacock
Plataforma : Netflix
Status: Cancelada 
Nota: 2,5  de 5

Eu já tinha comentado sobre a primeira temporada dessa série aqui no blog e se você leu postagem sabe que eu realmente gostei do que foi apresentado. Se você ainda não assistiu a primeira temporada, recomendo que não leia esta postagem pois ela pode conter vários spoilers sobre o que acontece do final para esta nova. O quarteto de Bayview precisa agora encarar uma nova ameaça entitulada de " Simon Mandou" a nova ameaça parece querer se vinga sobre a morte de Jake e Simon. Agora, o quarteto precisa encarar os fatos, segredos e consequências de seus atos para descobrir quem está por trás dessas ameaças antes que seja tarde demais.

A segunda temporada de Um de Nós está mentindo mantém o ritmo da primeira temporada e continua usando de elementos de suspense colocando um personagem sobre o holofote para logo depois mudar o foco e colocar outro conduzindo o espectador a embarcar com ele e impedir que o mesmo desconfie do real personagem por trás do enredo principal. Creio que a renovação da série tenha se dado com o intuito de seguir a linha de séries como PLL, CONTROL Z e outras que se baseiam em um personagem ameaçando outros e seguindo uma linha de investigação para proteger que seus segredos venham a tona. O perigo de séries com essas características é exatamente ficar dando voltas colocando foco em vários personagens pra depois voltar pro verdadeiro culpado e deixar o espectador tonto de tantas suposições e ligações criadas para que as motivações façam sentido. Eu não senti tanto suspense como na primeira temporada porém a série não perde o ritmo diante dos novos obstáculos que são colocados a frente. Apesar dos protagonistas enfrentarem novas ameaças, a consequência para eles aqui é ainda mais greve já que estão envolvidos em um caso de assassinato. A segunda temporada segue sem muitas baixas e mantendo o que propõe com personagens ainda interessantes e motivações pertinentes para como o mesmo é desenvolvido.

Infelizmente, a plataforma que desenvolveu a série cancelou a produção da mesma depois da segunda temporada mesmo com o final aberto que mesma deixou ( que novamente lembra muito PLL). A série tinha e tem muito potencial mas deve ser conduzida da forma certo para que não se torne algo maçante  enrolado. As 2 temporadas merecem com certeza serem assistidas e se você assistiu a primeira pode ir sem medo assistir a segunda. Recomendo demais. As duas temporadas estão disponíveis na Netflix.


Resenha de Livro: 13 Reasons Why


Livro: Os 13 Porquês 
Autor: Jay Asher
Ano: 2009
Gênero: Drama, Adolescente
Páginas: 256
Editora: Ática
Nota: 5 de 5
Livro que deu origem a série de mesmo nome da Netflix

Finalmente! Depois de tanto se falar desse livro e desse filme estamos aqui finalmente pra fazer uma resenha desse livro tão comentado. Depois da adaptação pra Netflix houve controvérsias com relação aos assuntos abordados no livro e na série e esse livro se tornou querido e odiado por muitas pessoas. Mas estou aqui pra falar da história em si e não do assunto diretamente que ela aborda ok? Então se você não curte o livro, o assunto ou a série nem precisa ler essa postagem. Demorou muito tempo pra mim adquirir esse livro já que o mesmo sempre estava muito caro e eu nunca conseguia comprar. Até que no dia internacional da mulher consegui o mesmo por metade do preço e ai finalmente vim aqui dizer pra vocês o que achei do livro baseado na série.

Não preciso dizer muita coisa com relação ao enredo porque tenho certeza que a maioria das pessoas devem saber exatamente do que se trata mas vou dar uma resumidiha rápida caso por algum motivo especial você não saiba. Os 13 porques gira em torno de fitas deixadas por uma garota que cometeu suícidio. Hannah Baker cita em cada fita o nome das pessoas que ajudaram ela a tomar decisão de tirar a própria vida. Quando a caixa com as fitas aparece na porta da casa de Clay  ele fica atordoado e quando descobre do que se trata parece não entender porque ele estava na fita. Afinal ele nunca maltratou Hannah. Eles eram amigos. O que raios tinha levado ela a se matar? O que tinha naquelas fitas? Conforme, as fitas são ouvidas fatos vão sendo escancarados e Clay percebe que Hannah sofria muito mais do que ele pensava.

O livro em si não tem muita diferença com relação a adaptação para série. Senti que ele é muito raso com relação ao que foi entregue na adaptação. Aqui, parece que o problema não é tão assim explorado e as coisas são bem diretas, o que não é ruim já que quando se explorada demais determinado tópico o livro acaba ficando chato e cai em questão de desenvolvimento da história. Achei a Hannah mais coerente com suas razões no livro do modo que foi apresentada e o Clay menos bobinho. Algumas pequenas diferenças do livro foram alteradas para série já que no livro a garota não tira a vida cortando os pulsos e sim tomando remédios.  Acredito que a troca foi realmente para impactar e chamar a atenção com relação ao suicídio que precisa muito ser conversado. Apesar de tocar numa ferida acredito que essa história tenha sido necessária para abordar como nunca sabemos o que se passa na vida das pessoas. As pessoas reagem de forma diferentes conforme as coisas vão cotnecendo em suas vidas e muitas não conseguem absorver e superar. Algumas brincadeiras ou palavras que podem não te afetar dependendo da fase que o outro está pode ser altamente destrutiva para outra pessoa. É bizarro pensar que não se pode falar nada, mas temos que tomar cuidado com o que sai de nossa boca. Com o poder que as palavras tem sobre outra pessoa, que muitas vezes nem é identificado no momento que é dito. Acredito que o autor soube conduzir a história de uma forma sucinta, objetiva tocando em um assunto delicado sem se prolongar demais ou dramatizar muito. Apenas sendo coerente com o que ele estava escrevendo isso independente se você concorde com os fatos da história ou não. A verdade é que bem necessário ler essa história mesmo que você não curta tanto. É necessário abrir os olhos e ver o efeito, as dores que uma pessoa enfrenta e a luta que ela trava.  

Eu gostei bastante do que li apesar de ter ficado receosa com relação a muitos tópicos. Era de se esperar que eu exigisse mais profundidade da história mas se tratando dessa acredito que o que foi desenvolvido foi suficiente para a narrativa. Talvez se o autor tivesse seguido a linha da série e explorado mais os pontos o livro não seria tão coerente como é ou ficaria com pontas soltas o que incrivelmente não acontece. Podemos não entender ou aceitar os motivos dados mas não é algo que não faça gancho com o que a história propõe. Os 13 porques é realmente necessário porque vem de uma ideia nova de tratar um assunto que nunca é bem aceito, que raramente pode ser falado e sobre o poder das palavras em transformar a vida das pessoas. Eu recomendo bastante. Até mais do que a série. E ah não deixe que o que foi feito na 2 temporada de 13 reasons why ( que não faz nenhum sentido) estrague o principal assunto e objetivo do livro. 








Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.




Série : The Act


Série: The Act
Sem título em Português
Lançamento: 2019
Temporadas: 1
Status: Em exibição
Episódios:8
Produção: Hulu Original
Baseado em fatos reais
Nota: 4,5 de 5

Essa série realmente me surpreendeu. Não sabia que a mesma se baseava em fatos reais, e acompanhar os episódios me fez crer que existe muita coisa absurda no mundo. Baseado em um caso real que chocou muita gente, The Act conta a história da filha Gypsy e sua mãe Dee Dee que mantém um relação curiosa. Gypsy supostamente tem alergia e doenças as quais exigem cuidados da mãe o tempo todo. Completamente infantilizada pela mãe, que a impede  de crescer mantendo-a em uma bolha de fantasia e a manipulando emocionalmente. Quando Gypsy começa a ficar curiosa ela começa suspeitar de que tudo que sua mãe fala pode não ser totalmente verdade. A relação doentia com sua mãe, faz com que a jovem busque novas experiências e descubra coisas que sua mãe não permite. Ao descobrir que ela nunca esteve realmente doente, a jovem conhece um rapaz na internet disposto a fazer qualquer coisa pra ela, inclusive cometer um assassinato. 

The Act é incrivelmente bom. Bem produzido, roteirizado e desenvolvido além de atuações excepcionais a série mostra aspectos muito interessantes de uma relação doentia, em que há vários indícios de abuso emocional por parte da mãe da Gypsy e que a mesma tem problemas psicológicos. Temos insights sobre o nascimento de Gypsy em alguns episódios nos explicando um pouco de como Dee Dee deu essa ideia, de fazer parecer a todos que sua filha é doente e tem várias coisas, para ganhar ajuda e piedade dos outros. Dee Dee é extremamente controladora impedindo Gypsy de muitas coisas.  O que faz com que a curiosidade da filha aumente e acaba descobrindo toda a verdade. Imagina descobrir que você nunca esteve realmente doente e que foi privada de muitas coisas na sua vida por conta de uma mentira de uma pessoa que deveria supostamente cuidar do seu bem estar. The Act te mantém atenta as cenas e o desenvolvimento corre de uma forma linear fazendo que a relação das duas cause um pouco de choque e espanto. 

O que mais me surpreendeu foi a atuação da Joey King. Ela realmente se superou na entrega que o papel pedia, de inocência e pureza da personagem dependente emocionalmente da mãe. A atriz que interpreta Dee Dee está de parabéns, nos entregando uma personagem incrível com uma atuação digna de prêmio. Inclusive, a Joey foi até indicada ao Emmy, mas infelizmente não ganhou. O que mostra que o talento dela se superou nessa série. The Act impacta, instiga e te faz perceber que mesmo entre familiares as coisas nem sempre são o que parecem. Ninguém acreditava que Dee Dee fosse capaz de fazer aquilo ou que Gypsy chegasse ao ponto de planejar a morte da mãe. Depois da sua morte, podemos observar como ela é dependente emocional da mãe. Também está no elenco a Anne Sophie Robb ( a carrie de The carrie diaries). Eu recomendo de olhos fechados essa série extremamente bem produzida e que vai te surpreender. Vale a pena saber mais também sobre o caso real que inspirou a mesma.






The Act conta a história de Gypsy Rose Blanchard (Joey King), uma jovem que passou a vida inteira acreditando que tinha uma grave doença por causa de Dee Dee (Patricia Arquette), sua mãe superprotetora. Após descobrir a verdade, a menina vai à procura de sua independência, o que acaba resultando em um assassinato.





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