Para lembrar depois

Faz muito desde de que o nosso futuro juntos nunca chegou. Eu achei fotos nossas outro dias por aqui. Perdidas. Achei que tinha excluído. Achei que podia deletar tudo de um modo que não pudesse deixar rastros. De um modo que não me fizesse lembrar. Mas como eu fui boba. Porque ainda não achei uma maneira eficiente de configurar meu coração e minha memória. Eu olhei para nossa foto juntos. Mal reconheci aqueles rostos. Aquela menina de cabelos castanhos era eu? Aquele era mesmo você? Sorrindo, abraçado comigo e me dando beijos de olhos fechados? Isso agora parece tão distante se olhando. E eu achei que tinha me livrado disso. Mas é só pensar mais um pouco para o dejavu começar.

E eu simplesmente não posso evitar. Eu sei, que um dia. Um dia, eu sei. Terei que deixar tudo ir. Acreditei que já tivesse feito isso. Então por que ainda me lembro de você e sinto ele doer? Pensei que essas feridas tinham se cicatrizado por completo. Mas sinto elas quererem abrir todas as vezes que me lembro. Tenho que admitir, que antes. Muito antes, pouco tempo depois, de você te ido embora. Batido a porta. Com gritos ao vento. E levando tudo de mim contigo. Guardei essas memórias por muito tempo. E fique remoendo-as em minha mente. Só no caso de você não encontrar o que estava procurando. Por que achei que era eu. E também na possibilidade de você sentir falta do que tinha. Ou se mudar de ideia. Eu estive esperando por muito. Só esperando pelo momento que você quisesse voltar pra casa. Voltar pra mim. Para os meus braços. Forte o suficiente para me deixar. Cruel o bastante para quebrar meu coração aos poucos e colocar lágrimas no meu rosto. E como eu deveria ter agido? 
Nunca mais olhar pra você. Nunca mais te dirigir minha palavra? Te odiar pra sempre talvez? Não. Fui fraca o suficiente pra precisar desesperadamente de você. Por passar em cima do meu orgulho. Por te amar mais do que a mim. Que me fez parar de pensar, de raciocinar saudavelmente. Você não se preocupou nem um pouco em ser cuidadoso ao ir embora. E então eu tirei a aliança do meu dedo, e olhei para o seu dedo. Sem nada. Eu só não podia suportar. Eu tinha esperança de que se olhasse no espelho em algum dia, e sentisse falta dos meus abraços, da maneira como eles se envolviam em sua cintura. Antes eu poderia dizer que te amaria novamente. Hoje, não sei o que sentiria ao te ver aqui. Agora. Não sei se tudo foi uma mentira.

 Não sei o que realmente foi real pra você. Mas sei que em algum momento  você talvez não tenho encontrado o que procurou. Porque simplesmente tinha e perdeu. Sei que sentiu falta do meu amor, não mais do que senti do seu. Agora se lembre. No caso de você  sentir falta do que tinha, de você mudar de ideia. Nem pense em voltar. Não estarei esperando. Já mudei de ideia faz um tempo. E quando você se lembrar de mim, e quiser voltar pra casa, esqueça o caminho. As portas estarão fechadas, com novas fechaduras, janelas trancadas. Pode bater o quanto quiser na porta, mas ela não se abrirá mais. Ela esteve aberta por muito tempo depois que se foi, na mínima esperança de te ver voltar ao longe. E então você não voltou. Ela se fechou. E agora não abre mais pra você. São só algumas coisas pra se lembrar depois, doer um pouco mas esquecer. Respirando fundo e esperando a pessoa certa que abrirá a porta novamente.
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Cyh, seus textos são incríveis. Continue sempre escrevendo! :))
    Parabéns. beijos
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  2. Você escreve muito bem parabéns, adorei esse, estou sempre vindo aqui olhar as novidades. Estou seguindo e curtindo se quiser retribuir fico grata beijinhos


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